Notícias › 18/06/2016

ARTIGO: “Doação de Vida”

Aline Carvalho - Foto_arquivo pessoalAline Vasconcelos de Carvalho,
Estudante de medicina e  integrante do grupo Sentinela de Cristo, em Natal

Sou Sentinela de Cristo e doadora de sangue há três anos, aproximadamente. Sempre incentivei a doação de sangue, mas não doava… Tinha (acreditem!) medo da agulha e da dor que sentiria na coleta.

No início da minha faculdade houve um trote solidário, vários colegas foram e eu, mais uma vez, inventei uma desculpa no dia… tinha medo. Então, quando entrei nos Sentinelas e houve a primeira Obra do Amor Maior, decidi doar… Voilá! Contudo, não pude; minha pressão estava baixa no dia… “Ufa!”, pensei, mal sabia o quanto estava sendo egoísta!

Os caminhos da faculdade me levaram a estágios extracurriculares que me deram contato com o cotidiano de paciente oncohematológicos, e eu senti na pele a importância da doação de sangue como, literalmente, um ato de amor ao próximo. Bolsas de vida! Minha doação seria a esperança do meu paciente, que poderia ser muito bem algum amigo, parente, ou até eu mesma em um possível futuro! Como eu poderia estar com medo de uma agulha? E o medo das pessoas que precisam e eu não levava em consideração? Quando eu, durante um plantão, ligava pro Hemonorte e ouvia que a minha solicitação de hemoderivado não poderia ser enviada, pois estava em falta, só eu e aqueles que já passaram por essa angústia sabem dizer como é senti-la… Aquilo também era culpa minha! Como fui egoísta e, com a licença da palavra, ridícula pelos meus medos e desculpas injustificáveis. Estamos no mundo para amar ao próximo como a nós mesmos! Não esperei nem a próxima Obra; na primeira oportunidade passei a ser doadora, e faço regularmente com a maior felicidade desse mundo, sabendo que estou dando um pouco de vida para quem quer tanto viver.

Ah, e a dor? Que dor? No Hemonorte, os técnicos e enfermeiros são tão treinados e precisos que não há tempo para sentir dor. Ou melhor, ao sentar naquela poltrona e estender o braço, você fica tomado por um sentimento tão sublime que não há espaço para dor. Quando menos se espera, já está praticando o maior ato de amor que se poderia fazer por alguém que está anonimamente em algum lugar, muitas vezes (aí sim…) sentindo dor, seja ela física ou não, apenas esperando sua doação de VIDA!

Precisamos do seu sangue e do seu amor para construirmos um pouco de Céu na Terra; afinal, estamos no mundo para amar, amar e amar! Baseado na premissa do amor ao próximo e em uma necessidade real de doação por parte da comunidade, o Priorado dos Sentinelas da Santa Cruz de Cristo, grupo católico de jovens voltados à oração e à intercessão espiritual apoiado, no território de Natal/RN, pela Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, promove regularmente a Obra do Amor Maior, momento destinado à doação de sangue como ato de amor fraterno ao próximo, cujo caráter é permanente, repetindo-se a cada três meses, respeitando-se o espaço de tempo necessário entre as doações.

Nossa divulgação da campanha é realizada em massa, através das diversas redes sociais (Facebook, Instagram, Whats App…), os avisos finais de todas as missas que conseguimos frequentar, além da própria divulgação “boca a boca”, com um trabalho coletivo muito organizado e bem estruturado pela equipe que toma à frente daquela edição da obra, já que sempre há um revezamento de funções entre o grupo.

“Ninguém tem amor maior que aquele que dá a vida por seus amigos”. Esqueça seus medos e preconceitos, deixe a apatia de lado e faça a sua parte, deixe sua marca de amor na vida de alguém. Ame, doe vida, doe sangue. Minha próxima doação será em julho, e a sua???

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