A Arquidiocese de Natal é uma Igreja viva com uma vocação missionária, que tem raízes profundas em um processo de evangelização que remonta ao período colonial do Brasil. Os primeiros missionários a chegarem ao território da Arquidiocese foram os padres jesuítas Francisco Lemos, Gaspar de Samperes e Francisco Pinto. A presença destes missionários e sua atuação evangelizadora junto aos índios potiguara foram essenciais, para o processo de pacificação dos índios, o que possibilitou a ocupação colonizadora e a propagação da Fé Católica em terras potiguares.

Além da ação catequética, o período colonial da Igreja de Natal foi marcado pelo martírio dos Protomártires do Brasil, em Cunhaú e Uruaçu. O martírio, acontecido em 1645, está inserido no contexto da ocupação holandesa no atual Nordeste do Brasil. Os holandeses, de origem calvinista, que dominaram a Capitania do Rio Grande impuseram muitas restrições à prática do catolicismo.

Os conflitos de religião se intensificaram no período final da ocupação holandesa. Com a notícia do início da guerra de reconquista em Recife, os holandeses liderados por Jacó Rabi, juntamente com um grupo de indígenas aliados do governo holandês, vitimaram um grupo de fiéis reunidos para a missa dominical na capela do engenho Cunhaú. Na manhã do dia 16 de julho de 1645, fieis estavam reunidos na igreja de Nossa Senhora das Candeias no Engenho Cunhaú, com seu vigário, o padre André de Soveral, quando foram atacados e martirizados. Outro grupo de fiéis que habitavam a cidade do Natal foi levado para a localidade de Uruaçu, às margens do rio Potengi, onde também foram martirizados. Neste segundo grupo foi martirizado, junto com o padre Ambrósio Francisco Ferro, que era Vigário do Natal, o leigo Mateus Moreira, que em sua agonia proclamou a fé bradando: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Os mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no dia 5 de março de 2000, pelo papa São João Paulo II. O beato Mateus Moreira foi proclamado padroeiro dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística no Brasil.

A devoção a Nossa Senhora é um traço marcante da Arquidiocese. Essa devoção tem sua expressão máxima na veneração filial à padroeira da cidade do Natal e de toda a Arquidiocese, Nossa Senhora da Apresentação. Segundo a documentação oficial, conhecida pela historiografia local, o título de Nossa Senhora da Apresentação como padroeira de Natal, remonta pelo menos a 1660, conforme consta Carta de Data e Sesmaria concedida ao Pe. Leonardo Tavares de Melo, datada de 2 de janeiro de 1660.

Contudo, foi no dia 21 de novembro de 1753, que segundo a tradição oral, um prodigioso fato marcou profundamente a relação dos natalenses com a sua padroeira. Trata-se do achado de pobres pescadores locais, que ao irem para sua lida diária, bem de madrugada, se depararam com um caixote de madeira encalhado na margem do Potengi, no lugar que, a partir de então, seria conhecido como “Pedra do Rosário”. Ao abrir tal caixote tiveram a surpresa de encontrar uma bela imagem de Nossa Senhora e, junto a ela, uma nota onde, segundo antiga tradição, relatada em 1950, por Mons. José Landim, estava escrito: “Onde parar essa imagem, tirem-na e rendam-lhe culto. Nossa Senhora protegerá o local e defendê-lo-á de todas as desgraças”. Outra versão oral, relatada por Joaquim Lourival Soares da Câmara, diz: “No ponto onde der este caixão não haverá nenhum perigo”. A peculiar frase logo se popularizou na versão defendida por Câmara Cascudo, hodiernamente conhecida e repetida por numerosos devotos: “Onde esta imagem parar, nenhuma desgraça acontecerá”. Os pescadores levaram a imagem para a igreja matriz, onde foi acolhida pelo padre Manoel Correa Gomes, então vigário colado (pároco) da cidade, que a abençoou e a colocou no altar mor. O fato da imagem, que é de Nossa Senhora do Rosário, ter sido encontrada no dia da festa de Nossa Senhora da Apresentação, fez com que logo os fiéis a venerassem com este título.

A aparição da imagem marcou profundamente a religiosidade dos moradores da então pequenina cidade. O rio Potengi, que deu nome à Capitania (e posteriormente ao Estado) do Rio Grande e que acolheu em suas margens o nascimento da cidade do Natal, foi também cenário para o nascimento de uma relação afetuosa e de fé entre a Virgem da Apresentação e a jovem Capital. A imagem de Nossa Senhora da Apresentação, mais que uma bela obra sacra é a expressão material de um sentimento de filiação mariana, uma herança cultural e religiosa enraizada em nossa sociedade. Pelas mãos de pobres pescadores, cujas identidades se perderam na poeira da história, foi atualizado o brado amoroso do Crucificado: “Eis tua mãe” (Jo 19,27).

Quando, em 1889, foi proclamada a República, o Brasil contava apenas com 12 dioceses. Com o intuito de intensificar a presença da Igreja, que a partir do advento republicado havia se separado do Estado, o papa Leão XIII reestruturou a divisão das dioceses. Com a bula “Ad Universas Orbis Eclesias”, a Igreja do Brasil foi dividida em duas Províncias Eclesiásticas, a do Brasil-Norte, com sede em Salvador e a do Brasil-Sul, com sede no Rio de Janeiro. A referida bula papal criou ainda quatro novas dioceses, entre ela a diocese da Paraíba, a qual o Rio Grande do Norte passava a fazer parte.

O primeiro bispo da Paraíba, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, fez varias visitas ao Rio Grande do Norte. Dom Adauto, logo percebeu que o Estado já tinha maturidade para tornar-se uma Igreja Particular independente da Paraíba. Já existiam 31 paróquias, a maior parte provida com padres norte-rio-grandenses. O prelado então liderou os esforços para a criação da diocese de Natal. Em dezembro de 1907, Dom Adauto veio a Natal com o intuito de constituir uma comissão encarregada de preparar a criação da diocese e cuidar das questões patrimoniais. A comissão era composta por: Dr. Olimpio Manoel dos Santos Vital, Des. Jerônimo Américo Raposo da Câmara, Dr. Luiz Manuel Fernandes Sobrinho, Cel. Pedro Soares de Araújo, Pe. Moisés Ferreira do Nascimento, Com. Ângelo Roselli, Dr. Augusto Leopoldo Raposo da Câmara, Dr. Elói Castriciano de Sousa, Cel. Francisco Cascudo, Pe. José de Calazans Pinheiro e Des. João Dionísio Figueira. Em um espaço de dois anos do início dos trabalhos da comissão foi criada a Diocese de Natal, pela Bula “Apostolicam in Singulas”, do papa São Pio X, em 29 de dezembro de 1909.

Dez meses após a criação da nova diocese foi nomeado o primeiro bispo de Natal, Dom Joaquim Antônio de Almeida, que tomou posse no dia 15 de junho de 1911. Até essa data a diocese esteve sob a responsabilidade do bispo da Paraíba Dom Adauto, na qualidade de Administrador Apostólico. Dom Joaquim Antônio de Almeida era potiguar, natural do município de Goianinha. Seu pastoreio teve uma curta duração, pois teve que renunciar por motivos de saúde em 15 de junho de 1915. Após um período de três anos de vacância, nos quais a diocese ficou jurisdicionalmente sob o governo do Arcebispo da Paraíba, mas com a administração efetiva o Mons. Alfredo Pegado Cortez.

No ano de 1918, tomou posse, na Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, o segundo bispo de Natal, Dom Antônio dos Santos Cabral, que era sergipano, natural do município de Propriá. Seu governo à frente desta diocese durou quatro anos. Durante seu pastoreio foi criada a Congregação Mariana, em 14 de junho de 1918, no início composta de 21 rapazes. Entre os pioneiros da Congregação Mariana, estava o jovem Ulisses de Góis, que teve uma notável participação na ação da Igreja e na sociedade potiguar. Outra marca notável do pastoreio de Dom Antônio foi o zelo e o incentivo às vocações. Neste sentido, a criação do Seminário de São Pedro, em 14 de fevereiro de 1919, foi um marco para a ação formativa do clero de Natal. Ainda em 1919 foram realizadas a criação da Escola de Comércio e a Conferência Vicentina. Outra marca desse período foi a ação no campo das comunicações, com a criação dos jornais: “Boletim de Natal” (1918) e “A Palavra” (1921).

Com a transferência de Dom Antônio dos Santos Cabral para a diocese de Belo Horizonte, em novembro de 1921, a diocese de Natal foi confiada a Dom José Pereira Alves. O terceiro bispo era pernambucano, natural do município de Palmares. Governou a diocese por cinco anos, de 1923 a 1928. Durante esse período destaca-se a realização da Semana da Imprensa que resultou na criação do jornal católico, o “Diário de Natal”, que começou a circular no dia 16 de outubro 1924. O jornal esteve sob a direção do Mons. João da Mata, Alberto Roselli e José Ferreira de Souza. Dom José Pereira Alves foi um entusiasta do cooperativismo, fundando, no dia 15 de agosto de 1926, a Caixa Rural e Operária, que veio a ser denominada posteriormente de Cooperativa Central Norte riograndense Ltda, que contava com 10 filiais em cidades interioranas. No campo da educação católica a Igreja obteve importantes avanços com a criação dos colégios: Santa Terezinha, em Caicó, e

Nossa Senhora das Vitórias, em Açu. Dom José Pereira Alves fez visitas pastorais por toda a diocese e ordenou seis padres. Em Mossoró, criou a paróquia do Sagrado Coração de Jesus. Em 1928, foi então transferido para diocese de Niterói, deixando marcas profundas no coração do povo potiguar.

No dia primeiro de março de 1929, o papa Pio XI nomeou o quarto bispo de Natal, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas. Natural de Inhambupe, na Bahia, Dom Marcolino foi o bispo com o mais logo pastoreio nesta diocese, foram 32 no efetivo governo diocesano e seis anos como Arcebispo Resignatário. Logo na sua posse, em 29 de junho 1929, revelou sua notável oratória, ao saudar os fieis presentes na Igreja Catedral: “Natal, Natal, Natal! Terra do meu episcopado, da minha querida Diocese! Recebestes-me há poucos dias no coração da vossa cidade, hoje eu vos recebo na cidade do meu coração”. O período em que Dom Marcolino esteve à frente da diocese de Natal, foi um tempo de forte crescimento demográfico e pastoral no Rio Grande do Norte. A extensão territorial da diocese e o crescimento no numero de fiéis foram fatores que levaram o bispo de Natal a promover a criação de outras duas dioceses no interior do Estado, a primeira em Mossoró (1934), na região oeste, e Caicó (1939), no sertão do Seridó Potiguar. Com a criação das novas dioceses, o papa Pio XII criou a Província Eclesiástica de Natal, elevando a Igreja de Natal ao grau de Arquidiocese, como a Bula “Arduum Onus”, datada de 16 de fevereiro de 1952. Dom Marcolino foi, portanto, o primeiro Arcebispo Metropolitano de Natal.

Dom Marcolino criou oito paróquias, ordenou quarenta padres e realizou três Congressos Eucarísticos, nas localidades de São José de Mipibu, Currais Novos e Canguaretama. Os Congressos Eucarísticos foram momentos marcantes para o povo de Deus, não apenas dos municípios que os sediaram, mas de todas as regiões circunvizinhas. No campo da educação, foram criados onze colégios católicos: Nossa Senhora das Neves, Santo Antônio (Marista), Salesiano São José, Nossa Senhora de Fátima, Maria Auxiliadora, Maristela, São José, Dom Marcolino, Nossa Senhora do Carmo e Santa Águeda. Em 1961, a saúde de Dom Marcolino mostrava sinais de fragilidade que o impossibilitaram de governar a arquidiocese. Neste sentido, no dia 9 de dezembro de 1961 a Santa Sé, nomeou Dom Eugênio Sales, Administrador Apostólico Sede Plena. Dom Marcolino faleceu seis anos depois, em Natal, no dia oito de abril de 1961.

Foi durante o governo de Dom Marcolino que surgiu, em Natal, a Ação Católica, dirigida pelo Pe. Monte. Foi neste movimento, a partir da JMC (Juventude Masculina Católica) e JFC (Juventude Feminina Católica), que dois jovens sacerdotes iniciaram um trabalho pioneiro no Rio Grande do Norte. Eram os padres Nivaldo Monte e Eugênio de Araújo Sales, que iniciaram um trabalho de assistência social que foi sendo aprofundado ao longo do tempo inspirando posteriormente o que se denominou de “Movimento de Natal”. Vendo a realidade social de extrema pobreza que assolava grande parcela da população potiguar, os padres: Eugênio Sales, Expedito Medeiros, Nivaldo Monte, Alair Vilar, Manuel Tavares e Pedro Moura começaram a organizar reuniões para traçar estratégias e planejar ações para a promoção humana. Desse grupo surgiram muitas ideias que se propagaram pelo Brasil e pelo mundo. Esse conjunto de ações ficou conhecido como “Movimento de Natal”. Dentre os muitos frutos dessa experiência destacam-se o SAR (Serviço de Assistência Rural), as Escolas Radiofônicas, a Rádio Rural de Natal, a Escola de Serviço Social e a Campanha da Fraternidade. Os trabalhos do “Movimento de Natal”, se intensificaram quando o Pe. Eugênio Sales foi eleito Bispo Auxiliar de Natal, no ano de 1954. Com a atuação marcante de Dom Eugênio junto a CNBB aconteceu, em Natal, o II Encontro dos Bispos do Nordeste, de 24 a 26 de maio de 1959, com a presença do então Presidente da República, Juscelino Kubitshek. Foi durante esse encontro em Natal que foram gestadas ideias da SUDENE.

Em 1965, Dom Eugênio foi transferido para a Arquidiocese de Salvador – BA, sendo designado Dom Nivaldo Monte como novo Administrador Apostólico. Após o falecimento de Dom Marcolino, Dom Nivaldo foi nomeado segundo Arcebispo de Natal, em 1967. Seu pastoreio foi marcado pela continuidade a aprofundamento do trabalho social. Fundou o SAUR (Serviço de Ação Urbana), reabriu o Seminário de São Pedro e construiu a nova Catedral de Natal, cujos trabalhos ficaram sob a direção de Dom Antônio Soares Costa (Bispo Auxiliar). Foi ainda Presidente da Cáritas Nacional, criou oito paróquias e ordenou 21 padres. Dom Nivaldo foi sucedido por Dom Alair Vilar, em 1988. A posse do novo arcebispo foi no dia 15 de maio daquele ano. Foi o novo Arcebispo que consagrou a nova Catedral, no dia 21 de novembro de 1988. Uma das principais realizações do pastoreio de Dom Alair e da Arquidiocese foi a realização do XII Congresso Eucarístico Nacional, de 6 a 13 de outubro de 1991. O congresso contou com a presença do papa São João Paulo II. A presença do santo padre em solo natalense marcou profundamente o povo natalense.

O quarto Arcebispo de Natal foi Dom Heitor de Araújo Sales, que tomou posse em 15 de dezembro de 1993 e renunciou dia 26 de novembro de 2003. Durante os dez anos de governo de Dom Heitor Sales as vocações foram incentivadas como uma das prioridades de seu pastoreio. Neste sentido ele promoveu a restauração e ampliação das instalações do Seminário de São Pedro e a valorização do diaconato permanente. Como fruto desse esforço foram ordenados 44 padres e criadas 15 paróquias. Foi também neste período que houve a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 5 de março 2000.

Já de 2004 a 2011, esteve à frente da Arquidiocese Dom Matias Patrício de Macedo, que a mobilizou para um grande projeto de missões populares, visitando varias paróquias na capital e interior. O período foi coroado pelo triênio de preparação para o centenário da diocese. O triênio culminou com o I Congresso Eucarístico Missionário, de 25 a 29 de dezembro de 2009. Dom Matias ordenou 58 padres, sendo o bispo que mais ordenou sacerdotes para a Igreja de Natal.

Nosso atual Arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, tomou posse no dia 26 de fevereiro de 2012, sendo o 6º Arcebispo Metropolitano de Natal. Ele vem dando prosseguimento a vocação missionária da Igreja de Natal, investindo na promoção humana e na formação dos fiéis. A campanha “Um Catecismo em cada lar”, que está em curso, é um bom exemplo da vivacidade desta Arquidiocese.

Por José Rodrigues da Silva Filho
Seminarista do Seminário de São Pedro e licenciado em História
Natal (RN), maio/2014

 

Dom Joaquim de AlmeidaDom Joaquim Antônio de Almeida
1º Bispo de Natal

(Goianinha-RN, 17 de agosto de 1868 — Macaíba-RN, 30 de março de 1947)

Dom Joaquim Antônio de Almeida nasceu, em Goianinha/RN, dia 17 de agosto de 1868. Fez o curso secundário no Colégio Diocesano, em Olinda, no estado de Pernambuco, e ordenou-se em Fortaleza em 1894. Celebrou sua primeira missa, na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de sua terra natal.

Sagrado bispo, foi eleito para diocese do Piauí, em 1906. Foi transferido para Natal, assumindo a diocese em 15 de junho de 1911, onde permaneceu até 1915, afastando-se por motivo de doença. Retornou aos trabalhos na Paraíba e em Pernambuco e, em 1944, voltou a Goianinha e celebrou a missa comemorativa dos seus cinquenta anos de apostolado. Neste mesmo ano passou a residir em Macaíba com sua irmã, Doroteia de Macedo, e onde um sobrinho seu, Antônio Almeida de Macedo, era proprietário da Fazenda Macedo.

Sagrado bispo, foi eleito para diocese do Piauí, em 1906. Foi transferido para Natal, assumindo a diocese em 15 de junho de 1911, onde permaneceu até 1915. Enquanto bispo de Natal, Dom Joaquim Antônio de Almeida (1910-1915), instalou a primeira experiência de seminário diocesano e nomeando Monsenhor Alfredo Pegado como reitor. Também criou o colégio diocesano e o confiou aos padres da Sagrada Família. Conheceu a situação religiosa do povo através das visitas pastorais às paróquias do interior, enfrentando longas viagens, que duravam meses seguidos, tendo o cavalo como condução. Restaurou a paróquia de São Gonçalo do Amarante e criou a paróquia de Taipu. Ordenou dez padres. Exerceu o seu múnus até 15 de junho de 1915, quando renunciou ao Bispado, depois de ter sofrido um derrame cerebral, enquanto fazia Visita Pastoral na paróquia de Canguaretama.

Depois da renúncia, residiu em Goianinha/RN, em Bom Conselho/RN e em Macaíba/RN, com sua irmã, Doroteia de Macedo, e onde um sobrinho, Antônio Almeida de Macedo, era proprietário da Fazenda Macedo. Nesta última moradia terrena faleceu a 30 de março de 1947.

 

Dom Antônio CabralDom Antônio dos Santos Cabral
2º Bispo de Natal

(Propriá-SE, 8 de outubro de 1884 — Belo Horizonte-MG, 15 de novembro de 1967)

Dom Antônio dos Santos Cabral (Propriá/SE, 8 de outubro de 1884 — Belo Horizonte/MG, 15 de novembro de 1967). Foi o segundo bispo de Natal, o primeiro bispo e o primeiro arcebispo metropolitano de Belo Horizonte. Foi agraciado com o título de Conde Romano, em 18 de outubro de 1932, pelo Papa Pio XI.

Dom Cabral iniciou seus estudos em Propriá, depois foi para a cidade de Penedo/AL e, mais tarde, matriculou-se no Seminário de Santa Teresa, em Salvador/BA. Sua ordenação sacerdotal deu-se em 01 de novembro de 1907. Regressou a Propriá, onde ficou como coadjutor do cônego Rosa. Permaneceu nesse posto de 1907 a 1912. Foi promovido a pároco em 5 de março de 1912, onde ficou até abril de 1918.

Em reconhecimento ao seu excelente trabalho, Dom Cabral foi nomeado cônego capitular da Sé de Aracaju e recebeu do Papa em janeiro de 1914 o título de monsenhor. Daí a pouco seu nome seria lembrado para bispo. Para surpresa de muitos, Dom Cabral rejeitou duas vezes, em abril de 1916 e, depois, em junho de 1917, sua indicação para bispo de Natal. Mas a obediência à voz da Igreja falou mais alto e, em 01 de outubro de 1917, foi publicada a bula do Sumo Pontífice Bento XV que o nomeou bispo de Natal.

A Sagração de Dom Cabral se deu na Catedral Metropolitana, em 14 de abril de 1918. Incansável, ele criou dezenas de instituições católicas na capital do Rio Grande do Norte. Chegou a ordenar oito sacerdotes e tinha iniciado a construção do Seminário e da nova catedral quando foi surpreendido pelo ato da Santa Sé que o transferiu para a diocese de Belo Horizonte. Sua chegada à capital mineira aconteceu em 30 de abril de 1922. A posse de Dom Cabral como bispo aconteceu no dia 30 de abril de 1922.

Governo Pastoral: realização da semana da Imprensa e fundação do jornal Católico “Diário de Natal”; criação da Caixa Rural e Operária de Natal; fundou o colégio Santa Terezinha, em Caicó, e do colégio Nossa Senhora das Vitórias, em Açu, confiando-os à congregação das Filhas do Amor; visitas pastorais em todas as paróquias; criou a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Mossoró; ordenou seis padres. Homem de letras e grande orador, pronunciava conferências e sermões quaresmais na Catedral.
Em 1957 começou a ter problemas de saúde e morreu em 1967, aos 83 anos de idade. Foi sepultado na Catedral de Niterói/RJ.

 

Dom José PereiraDom José Pereira Alves
3º Bispo de Natal

(Palmares-PE, 5 de março de 1885 — Niteroi-RJ, 21 de dezembro de 1947)

Dom José Pereira Alves nasceu no dia 05 de março de 1885, em Palmares/PE, e foi ordenado sacerdote a 17 de novembro de 1907. Reitor e professor no Seminário de Olinda/PE, cônego da Sé, Deão do Cabido, Monsenhor Protonotário apostólico (1920), Governador do Bispado (1921) e Vigário Capitular da Arquidiocese de Olinda e Recife (1921), Diretor da “Tribuna Religiosa”, do “Mês do Clero” e da revista “Maria” etc.

Com a nomeação do arcebispo de Olinda, D. Sebastião Leme, para Arcebispo-Coadjutor do Rio de Janeiro, em 1921, foi eleito Vigário, no ano seguinte.
Foi bispo de Natal, (1923-1928) com o lema: IN FINEM DILEXIT (“Amou até o fim”). De Natal foi transferido para Niterói/RJ (27/1/1928), tendo tomado posse a 20 de maio. Em sua gestão fundou, em Niterói (1946), o Mosteiro da Visitação, o segundo a ser fundado no Brasil, após São Paulo. Foi sepultado na Capela do Santíssimo Sacramento da Catedral de São João Batista, conforme seu desejo, após solenes exéquias no dia 21 de dezembro de 1947, em Niterói.

 

Dom MarcolinoDom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas
4º Bispo/1º Arcebispo Metropolitano

(Inhambupe-BA, 22 de janeiro de 1888 — Natal-RN, 8 de abril de 1967)

Dom Marcolino foi durante 38 anos Arcebispo de Natal (teve o Governo mais longo da Arquidiocese de Natal). Durante esse grande Bispado conseguiu grandes feitos para a, então, Diocese. Nasceu no dia 22 de janeiro de 1888, em Inhambupe/BA. Foi ordenado presbítero no dia 30 de outubro de 1910, em Salvador. A nomeação episcopal ocorreu no dia 01 de março de 1929, para a Arquidiocese de Natal, pelo Papa Pio XI. A sagração ocorreu no 19 de maio de 1929, em Salvador. Tomou possse em Natal aos 29 de junho de 1929. Em seu governo realizou a construção do prédio do Seminário de São Pedro, o dispensário Sifrônio Barreto, o Santuário de Santa Teresinha, no Tirol, lançou a ideia de uma Nova Catedral, restaurou o jornal Diocesano, e criou 11 Paróquias.

Em 1945 comemorou os 300 anos do Martírio de Cunhaú e de Uruaçu e, em 1953, os 200 anos de aparição da imagem de Nossa Senhora da Apresentação. Foi grande incentivador dos Congressos Eucarísticos Paroquiais. Em 1952 pela Bula “Arduum Onus” do Papa Pio XII, a diocese de Natal foi elevada à Arquidiocese de Natal, com duas Dioceses sufragâneas: Caicó e Mossoró. A partir de 1952, Dom Marcolino se tornou o primeiro Arcebispo Metropolitano de Natal. Faleceu no dia 8 de abril de 1967 foi sepultado na antiga Catedral de Natal.

 

05 - Dom Eugànio de Ara£jo Sales - Bispo Auxiliar (1954-1961) e Administrador Ap¢st¢lico (1962-1965)Dom Eugênio de Araújo Sales

1º Bispo Auxiliar e Administrador Apostólico “Sede Plena

(Acari-RN, 8 de novembro de 1920 — Rio de Janeiro-RJ, 9 de julho de 2012)

Filho de Celso Dantas Sales e Josefa de Araújo Sales, nasceu no interior do Rio Grande do Norte, na Fazenda Catuana, foi batizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, no município de Acari, no dia 28 de novembro de 1920. De família muito católica, era bisneto de Cândida Mercês da Conceição, uma das fundadoras do Apostolado da Oração na cidade de Acari.

Realizou seus primeiros estudos em Natal, inicialmente em uma escolar particular, depois no Colégio Marista e finalmente ingressou, em 1931, no Seminário Menor. Realizou seus estudos de Filosofia e Teologia no Seminário da Prainha, em Fortaleza, Ceará, no período de 1931 a 1943. Foi ordenado sacerdote pelas mãos de Dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas, bispo de Natal, no dia 21 de novembro de 1943, na matriz de Nossa Senhora da Apresentação.

No dia 1 de junho de 1954, aos 33 anos, foi nomeado bispo auxiliar de Natal pelo Papa Pio XII, recebendo a sé titular de Thibica. No dia 15 de agosto do mesmo ano foi ordenado bispo, por de Dom José de Medeiros Delgado, Dom Eliseu Simões Mendes e de Dom José Adelino Dantas. Em 1962 foi designado administrador apostólico da Arquidiocese de Natal, função que exerceu até 1965, quando da nomeação de Dom Nivaldo Monte. Em 1964 foi nomeado administrador apostólico da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, função na qual permaneceu até 29 de outubro de 1968, quando da sua nomeação a Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, pelo Papa Paulo VI. No consistório do dia 28 de abril de 1969, presidido pelo Papa Paulo VI, Dom Eugênio de Araújo Sales foi nomeado cardeal, do título de São Gregório VII, do qual tomou posse solenemente no dia 30 de abril do mesmo ano. Neste consistório foi também nomeado cardeal o brasileiro Dom Vicente Scherer.

No dia 13 de março de 1971, o Papa Paulo VI o nomeou Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro , função que exerceu até 25 de julho de 2001, quando da sua renúncia, e que foi aceita pelo Papa João Paulo II.

Como Padre e, depois como bispo, promoveu um intenso trabalho sócio-pastoral, que se denominou “Movimento de Natal”: um conjunto de serviço e atividades nas cidades e no campo, que abrangia: sindicatos rurais, colônias agícolas, escolas radiofônicas, Semanas rurais, treinamento para Padres, Religiosas e leigos, e organizou várias comunidades, centros sociais e outros. Fundou o Serviço de Assistência Rural- SAR, (1949) e a Emissora de Educação Rural (1958); construiu o Centro de Treinamento de Ponta Negra e iniciou a Construção da Nova Catedral. Algumas Iniciativas suas, como a Campanha da Fraternidade e os Secretariados Regionais da CNBB que se estenderam por todo Brasil.

Faleceu no dia 9 de junho de 2012 na capital fluminense.

 

Dom Nivaldo (Teotônio Roque)Dom Nivaldo Monte

5º Bispo/2º Arcebispo Metropolitano

(Natal-RN, 15 de março de 1918 – Natal-RN, 10 de novembro de 2006)

Dom Nivaldo Monte nasceu no dia 15 de março de 1918, em Natal/RN. Foi ordenado presbítero aos 12 de janeiro de 1941, em Natal/RN. Foi nomeado administrador apostólico de Aracaju/SE, no dia 27 de abril de 1963, pelo então Papa João XXIII. A sagração episcopal ocorreu no dia 21 de julho de 1963, em Natal. Foi nomeado administrador apostólico de Natal no dia 20 de abril de 1965, pelo Papa Paulo XVI. Foi nomeado Arcebispo em 6 de setembro de 1967 para a mesma Arquidiocese e tomou posse em Natal aos 17 de setembro de 1967. Renunciou em 6 de abril de 1988.

Ainda como Padre, Dom Nivaldo fundou a Escola de Serviço Social, em 1945, primeira instituição de ensino superior em Natal, e oito Centros Sociais em bairros periféricos. Como bispo, deu continuidade a este trabalho e fundou o Serviço de Assistência Urbana (SAUR); reabriu o Seminário de São Pedro, na rua Mipibu, e criou os Cursos de Filosofia e Teologia; construiu a Casa de Campo do Clero, em Emaús, e inaugurou a Nova Catedral, cujos trabalhos foram dirigidos por Dom Antonio Costa. Criou oito Paróquias e ordenou 21 Padres. Escreveu numerosos livros, entre eles “Formação do Caráter”, A Dor” e “O Coração é para Amar”. Faleceu no dia 10 de novembro de 2006 e foi sepultado em Emaús, nos Jardins do Monsteiro de Sant`Ana .

 

 

Dom CostaDom Antonio Soares Costa
2º Bispo Auxiliar

(Nova Cruz-RN, 16 de junho de 1930 – Caruaru-PE, 07 de junho de 2003)

Dom Antônio Soares Costa nasceu aos 18 de junho de 1930, em Nova Cruz (RN). Foi ordenado presbítero em 08 de dezembro de 1955, em Natal, e nomeado Bispo Auxiliar de Natal e em 02 de dezembro de 1971, pelo então Papa Paulo VI, que o nomeou Bispo de Sinnada e auxiliar de Natal.  Sagrado  bispo no dia 06 de fevereiro de 1972,  Dom Costa auxiliou Dom Nivaldo Monte nos anos do  Pós-Concílio Vaticano II e foi também o um dos idealizadores da “Nova Catedral”. Á frente das obras da catedral, enfrentou uma situação difícil por falta de recursos para a construção.

Antes do episcopado,  foi assistente Eclesiástico da Juventude Estudantil Católica (JUC) e do Movimento Familiar Cristão (MFC). Como bispo, foi Vigário Geral e Coordenador da Pastoral,  nos governos de Dom Nivaldo Monte  e de Dom Alair Vilar ; Presidente do Regional Nordeste II da CNBB e Presidente do  Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC); construiu a ala Santo Domingo, no Centro de Treinamento, em Ponta Negra; e assumiu a coordenação geral do XII Congresso Eucarístico Nacional. Dom Costa foi nomeado bispo de Caruaru em 27 de outubro de 1993, onde ficou até o fim de sua vida.

 

 

Dom AlairDom Alair Vilar Fernandes de Melo
6º Bispo/3º Arcebispo Metropolitano

(Natal-RN, 5 de junho de 1916 — Natal-RN, 20 de agosto de 1999)

Dom Alair Vilar Fernandes de Melo nascido em Natal, no dia 05 de junho de 1916, foi ordenado padre no dia 19 de novembro de 1939, nomeado bispo em 25 de março de 1970, pelo Papa Paulo VI, em Natal. Recebeu a ordenação episcopal no dia 17 de maio de 1970, das mãos de Dom Eugênio Cardeal de Araújo Sales, Dom Nivaldo Monte e Dom Manuel Tavares de Araújo. Como bispo, foi membro da Comissão Representativa da CNBB; membro do Conselho Diretor Nacional do Movimento de Educação de Base (MEB); Presidente do MEB; Bispo de Amargosa – BA (1970 – 1988); Arcebispo de Natal-RN (1988 – 1993).

Em 15 de maio de 1988, tomou posse como 3° Arcebispo de Natal. Dom Alair veio da diocese de Amargoso, na Bahia, e tinha mais idade do que o Arcebispo renunciante. No início do seu governo, Dom Alair nomeou o Monsenhor Francisco de Assis Pereira como postulador da Causa, no Processo de Beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Foi durante seu pastoreio que, em 21 de novembro de 1988, houve a inauguração solene da nova Catedral Metropolitana, na Praça Pio X. Foi também durante seu governo que Natal sediou o XII Congresso Eucarístico Nacional, em 1991, que contou com a presença do papa João Paulo II, no seu encerramento. Dom Alair Vilar renunciou à Arquidiocese em 1993. Criou sete paróquias. Renunciou ao munus episcopal no dia 29 de outubro de 1993.

 

Dom Heitor de Araújo Sales
7º Bispo/4º Arcebispo Metropolitano

(São José de Mipibu, 29 de julho de 1926)

Dom Heitor de Araújo Sales nasceu no dia 29 de julho de 1926, na cidade de São José do Mipibu /RN. Foi ordenado presbítero no dia 03 de dezembro de 1950, em Natal-RN. Em 1950 assumiu a Paróquia da Imaculada Conceição, de Nova Cruz/RN. Em 1951 voltou a residir em Natal para assumir a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol. Ainda na capital, foi Capelão do Colégio Marista, em 1953. No período de 1962 a 1978, assumiu a catedra de Professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Exerceu também o encargo de Vigário Episcopal para Religiosas, no período de 1968 a 1978.

Recebeu a sagração Episcopal no dia 16 de julho de 1978, em Natal/RN. Seu Lema Episcopal é UNITATE PACE GAUDIO, Unidade com Paz e Alegria. Foi bispo da Diocese de Caicó/RN (1978 – 1993), marcando a história daquela diocese, principalmente no tocante ao trabalho pastoral com as vocações. Em 1993, foi elevado Arcebispo Metropolitano de Natal, onde permaneceu até 26 de novembro de 2003, quando o Papa João Paulo II, aceitou a sua renúncia, assumindo ainda o encargo de Administrador apostólico até a chegada de seu sucessor.

 

 

Dom Matias oficial (Paulo Oliveira)Dom Matias Patrício de Macêdo
8º Bispo/5º Arcebispo Metropolitano

(Santana do Matos-RN, 14 de abril de 1936)

Dom Matias Patrício de Macêdo nasceu no dia 14 de abril de 1936, na cidade de Santana do Matos/RN. Ainda c mudou-se para com sua família para a cidade de Angicos/RN, onde o Vigário era Dom Manuel Tavares, seu primeiro educador na fé da Igreja. Estudou no Seminário de São Pedro e no Seminário da Prainha (Fortaleza). Foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos de Dom Eugênio de Araújo Sales, no dia 21 de julho de 1963, na Catedral de Natal. Em dezembro de 1963 foi nomeado Vigário Cooperador de Ceará-Mirim, de onde saiu meses depois para, em 10 de julho de 1964, assumir a Paróquia de Canguaretama e Pedro Velho. Em 1968 foi transferido para Nova Cruz, onde permaneceu por 22 anos.

Foi eleito bispo para Diocese de Cajazeiras, na Paraíba, no dia 12 de julho de 1990, sendo ordenado por Dom Alair Vilar, em Nova Cruz-RN. No ano de 2000, foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de Campina Grande-PB. No ano seguinte, foi eleito Bispo Titular da Diocese de Campina Grande-PB. Em 26 de novembro de 2003, foi elevado a Arcebispo, eleito para a Arquidiocese de Natal. Sua posse ocorreu na Catedral Metropolitana de Natal, em 25 de janeiro de 2004. Ao completar 75 anos, em 2011, Dom Matias pediu renúncia ao Papa Bento XVI, que em 21 de dezembro daquele ano, aceitou o pedido e o nomeou como Administrador Apostólico até a chegada de seu sucessor, Dom Jaime Vieira Rocha. Fato curioso é que ao ordenar, em 12 de dezembro de 2011, cinco novos padres, Dom Matias se tornou o bispo que mais ordenou sacerdotes na Arquidiocese de Natal: 58, ao todo.

 

Dom Jaime - oficialDom Jaime Vieira Rocha
9º Bispo/6º Arcebispo Metropolitano

(Tangará-RN, 30 de março de 1947)

Dom Jaime Vieira Rocha nasceu na cidade de Tangará, na região Trairi do estado do Rio Grande do Norte, aos 30 de março de 1947, sendo o sétimo dos dez filhos do casal José Patrício Vieira de Melo e Maria Nini Rocha. Em fevereiro de 1961, com exatamente 14 anos, ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal, local onde cursou os estudos clássico e o ginásio (ensino fundamental e médio).

Cursou Sociologia e Política na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no período de 1968 a 1971. No ano seguinte, passa e residir em São Paulo, onde cursa Teologia, na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, até 1974.

Foi ordenado Diácono, em 1974, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Serra Caiada/RN, por Dom Nivaldo Monte, então Arcebispo Metropolitano de Natal. No dia 01 de fevereiro de 1975 foi ordenado Presbítero, também por Dom Nivaldo Monte, no Ginásio Poliesportivo do SESC, em Natal.

Recém-ordenado sacerdote foi designado para a Paróquia de São João Batista de Pendências/RN, onde foi pároco por 12 anos, permanecendo até 1987. Ainda neste mesmo ano foi nomeado Reitor do Seminário de São Pedro, função que desempenhou até 1995. Neste período assumiu as funções de coordenador arquidiocesano de CEBs, e participou como membro da Comissão Regional de CEBs; Vigário Episcopal para as pastorais sociais; Coordenador arquidiocesano de Vocações e Ministérios e Diretor Espiritual do Encontro de Casais com Cristo (ECC).

Ainda como Reitor do Seminário de São Pedro, no dia 29 de novembro de 1995, foi nomeado Bispo Diocesano de Caicó. Sua ordenação realizou-se dia 6 de janeiro do ano seguinte (1996), na Basílica Papal de São Pedro, na Cidade do Vaticano, sendo ordenante principal Sua Santidade, o então Papa, João Paulo II, hoje São João Paulo II. Escolheu como lema episcopal a veemente afirmação de fé de São Paulo: “Scio cui credidi”, que quer dizer “Sei em quem acreditei”.

Tomou posse na Diocese de Caicó, em 1996, permanecendo na Igreja Seridoense até 2005. No dia 16 de fevereiro do mesmo ano, o Papa João Paulo II o nomeia Bispo Diocesano de Campina Grande, na Paraíba, sendo acolhido e tomando posse nesta nova função dia 23 de abril de 2005. Em virtude da Vacância da Diocese de Guarabira, também na Paraíba, foi nomeado Administrador Apostólico, acumulando a função de Bispo de Campina Grande, no período de 2007 a 2008. Ainda neste período foi escolhido Bispo Referencial da Comissão Episcopal Regional para a Vida e a Família e Vice-Presidente do Regional Nordeste 2. No dia 21 de dezembro de 2011, foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Natal, pelo Papa Bento XVI.

Em 26 de fevereiro de 2012, I Domingo da Quaresma, tomou posse como o 9º Bispo e 6º Arcebispo Metropolitano, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal.
Atualmente, Dom Jaime é o Bispo Referencial da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, no Regional Nordeste 2, da CNBB.