Fé na Ressurreição: qualidade da vida cristã

Por Pe. Matias Soares, pároco da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, Mirassol, Natal

Celebramos a Páscoa. Para nós, Cristãos, a Ressurreição de Jesus Cristo é o fundamento da nossa fé. É o particular universal da nossa história de salvação. Esse acontecimento, quando acolhido pelas virtudes teologais, com a força do Espírito Santo, nos faz cristãos católicos, não só quantitativos, mas também qualitativos. A catolicidade da fé pascal tem essas duas dimensões: 1)- a quantitativa e 2)- a qualitativa.

Na primeira, está o sentido espacial. Os cristãos católicos estão em todos os lugares do mundo. Há a capilaridade da Igreja, com suas liturgias, sacramentos, ministros ordenados, estruturas físicas e hierárquicas. As necessidades históricas são as promotoras do que existe na Igreja de hoje. Com a sua ação missionária, com seus métodos condizentes com cada época e contexto, fomentou a propagação e a aceitação da fé, que tinha uma preocupação mais proselitista e numérica do que evangelizadora.

Na segunda, temos a preocupação mais temporal. Nesta, a Ressurreição é anunciada como o Kerigma. É o primeiro anúncio que provoca à conversão. A alegria, a coragem e a paz são alcançadas como dons da presença da santidade de Deus entre nós. É o Cristo glorificado. Quem acredita Nele tem vida plena. Essa experiência é o que faz com que a fé na Ressurreição qualifique a identidade cristã. É um encontro personalíssimo. É a plena confiança de que o Senhor vive e está em nosso meio.

Para pensarmos essa questão, podemos assumir dois princípios hermenêuticos que estão no pensamento do teólogo Balthasar, a saber: o petrino e o mariano. No primeiro, podemos pensar a situação histórica e estrutural da Igreja. A unidade da fé no mundo é confirmada com o Sucessor de Pedro e por Ele em todos os lugares em que estiver presente a Igreja, Una e Católica. No segundo princípio, é com Maria que precisamos aprender a acolher as maravilhas de Deus, das quais, dentre estas, está a Ressurreição de Jesus Cristo como dado fundante da vida de todos os filhos de Deus e discípulos de Jesus Cristo, o Senhor. Aqui assumimos a sua santidade e apostolicidade. Maria é o modelo de fé do como podemos acolher essas possibilidades.

Por fim, vos recomendo que, o que celebramos nesta Páscoa possa fazê-los homens e mulheres apaixonados pelo Senhor Ressuscitado, razão de nossa vida cristã e esperança da eternidade. Assim o seja!

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