Paróquia de Nossa Senhora do Livramento – Taipu

Paróquia de Nossa Senhora do Livramento – Taipu

Praça Dez de Março, 426 - Centro - 59565-000 - Taipu - RN
Pároco: Pe. Helenildo Marques de Morais
Telefone: (84) 3264-2296

Municípios que abrange: Taipu e Poço Branco

População: 23 mil habitantes


Igreja Matriz

Domingo: 19h30
Quinta: 19h30
1° Sexta do mês: 19h30

Data de criação: 18/04/1913

A época da criação da paróquia de Taipu, em 1913, a Igreja Católica estava sob os
cuidados do papa Pio X (1903-1914) que segundo Pierrard (2006, p.253) manteve em seu
pontificado ares de um cura de interior. Sua divisa era Instaurare omnia in Christo (restaurar
tudo em Cristo), onde preocupou-se menos em inovar e mais em defender e aprofundar. Fez
a reforma da música sacra (1903), fomentou a frequência regular aos sacramentos,
principalmente à comunhão eucarística, reformou breviário ( 1905) e reelaborou o Código de
Direito Canônico. Sua meta era dispor aos membros da Igreja instrumentos mais adequados
de santificação. No Brasil criou a diocese de Taubaté-SP e a arquidiocese de Aracaju-SE. Foi
canonizado em 1954.
Criada a diocese de Natal em 1909 dom Joaquim Antônio de Almeida (1868-1947[1]) foi
designado para assumir a recém criada diocese da capital potiguar. Seu episcopado em Natal
durou 4 anos. Dentre a atuação episcopal de dom Joaquim Antônio de Almeida está a criação
da Paróquia Nossa Senhora do Livramento de Taipu criada em 18 de abril de 1913 tendo sido
a única paróquia criada por ele em seu episcopado. No ano do centenário da paróquia de
Taipu, 2013, encontra-se à frente da Igreja Católica o papa Francisco, eleito em 0732013,
já a frente da Arquidiocese de Natal, da qual pertence territorialmente a paróquia Nossa
Senhora do Livramento, está Dom Jaime Viera Rocha.
A criação de uma paróquia é prerrogativa de um bispo, assim, como já visto a cima à
paróquia de Taipu foi canonicamente criada pelo bispo de Natal dom Joaquim Antonio de
Almeida em 18 de abril de 1913, tendo sido esta a única paróquia criada por ele em seu
ministério episcopal. Sua instalação se deu por membros da cúria diocesana de Natal no dia 1
de maio de 1913.

A criação da paróquia de Taipu
A criação de uma paróquia é prerrogativa de um bispo, assim, a paróquia de Taipu foi
canonicamente criada pelo bispo de Natal dom Joaquim Antônio de Almeida em 18 de abril de
1913 “por decreto diocesano de 18 de abril de mil novecentos e treze foi instalada em 1 de
maio do mesmo ano a freguesia de Taipu, desmembrada da de Ceará-Mirim pelos limites
civis” (LT, p 02-3). Sua instalação se deu por membros da cúria diocesana de Natal no dia 1
de maio de 1913 durante a missa solene para tal finalidade, contando com grande concurso
de fiéis e autoridades civis. A missa fora celebrada na igreja de Nossa Senhora do Livramento
que doravante passaria a condição de matriz.

Nomeação do primeiro pároco
A nomeação do primeiro padre a assumir a nova paróquia foi assinada pelo bispo no
dia 21 de abril de 1913, tendo sido designado o então vigário paroquial de Ceará Mirim, o
padre Jéferson Urbano Rodrigues da Rocha, para a função, sua posse deu-se no dia 01 de
maio de 1913 conforme consta no livro tombo da paróquia (LT, p 02-3):
“Foi feita a provisão de vigário sendo nomeado para isto o Revmo. Sr. Padre Jéferson Urbano
Rodrigues […] o decreto e provisão do vigário foram lidos em Taipu e Ceará- Mirim pelo padre
Cicco, vigário de Ceará-Mirim e encarregado de Taipu[2].”
O padre Jeferson assumiu a paróquia de Taipu por breve período de tempo, pois em
1914 já não consta seu nome como pároco da Paróquia tendo a função assumida pelo Pe.
Celso Cicco de Ceará Mirim. Estava concretizado, portanto, o sonho da comunidade
taipuense da criação da paróquia. Sonho que havia sido acalentado anos antes, mas que só
pode ser concretizado pela condescendência de dom Antônio Joaquim de Almeida.

Instalação da paróquia
Eis o texto da ata de instalação da paróquia de Taipu conforme consta no livro tombo
paroquial (LT p, 3):
“Ata da installação da freguesia de Taipu, em 1 de maio de 1913. Para maior glória de Deus e
salvação das almas, ao 1 de maio de mil novecentos e treze perante grande numero de fieis
em presença dos Revmos. missionários frei André Araújo e frei Alfredo Madureira, franciscanos
religiosos e testemunhas […] ficou installada a freguesia de Taipu, desmembrada da freguesia
de Ceará-Mirim, por decreto do Exmo. e Revmo. Sr. D. Joaquim de Almeida d.d bispo de
Natal, nomeando para vigário o Revmo. Pe Jéferson Urbano Rodrigues da Rocha do ato de 18
de Abril de 1913. E para constar lavrou-se esta presente ata […] [3].”
Como visto a cima a paróquia foi instalada pelos religiosos franciscanos frei André
Araújo e frei Alfredo Madureira designados para tal finalidade pelo bispo, pois o mesmo não
se fez presente na ocasião. Embora lhe sejam atribuídas visitas pastorais a todas as
paróquias da diocese não há registros de visita pastoral à paróquia realizada por dom
Joaquim de Almeida em Taipu.

Limites da nova paróquia
A sede da paróquia seria a cidade de Taipu e o território da paróquia foi estabelecido
entre os limites civis dos municípios de cidade de Ceará-Mirim e Taipu (até Baixa Verde)
permanecendo com essa configuração territorial até 1929 quando foi criada a paróquia Nossa
Senhora Mãe dos Homens da cidade de Baixa Verde (João Câmara-RN).

Primeiros sacramentos realizados na nova paróquia
No batistério é informado o nome da primeira pessoa a ser batizada na paróquia de
Nossa Senhora do Livramento, uma menina, batizada com o nome de Maria, como de
costume à época as crianças eram batizadas ainda recém-nascidas, esta foi batizada com 33
dias de nascida. Foi, portanto, segundo a teologia sacramental da Igreja, a primeira pessoa
nascer espiritualmente na paróquia de Taipu.
Quanto ao sacramento do matrimônio o primeiro registro de casamento foi perdido pela
ação do tempo que destruiu o assento de casamento no primeiro livro de casamentos da
paróquia. O matrimonio mais antigo registrado neste livro foi o casamento de José Alexandre
dos Santos e Maria Francisca de Aguiar, realizado no dia 15 de março de 1914 na capela de
Assunção em Baixa Verde (João Câmara-RN) à época capela da paróquia de Taipu tendo
sido o casamento celebrado pelo padre Celso Cicco (Cf. Livro de casamentos nº 1, p.2).
Em relação ao sacramento da primeira comunhão é desconhecida quando tenha sido
realizada a primeira vez na paróquia de Taipu. O mesmo se diz do sacramento da crisma,
sendo este reservado ao bispo, só mesmo quando o bispo empreendia uma visita pastoral era
então que se administrava este sacramento. Na Paróquia de Taipu a primeira visita pastoral
realizada após a criação da paróquia e ocorreu em 1919 pelo bispo do José Pereira dos
Santos.

Inauguração da capela de Baixa Verde
Dois anos após a criação foi inaugurada a capela Nossa Senhora Mãe dos Homens do
distrito de Baixa Verde que segundo Aldo Torquato (2009, p.134):
“Foi construída a Capela Nossa Senhora Mãe dos Homens, com projeto do eng. Dr. Antônio
Proença, com recursos da Companhia Agrícola do Torreão, tendo como construtor o padre
alemão Fernando Noite, da ordem da Sagrada Família, e doada à comunidade, em 1915, com
as seguintes dimensões: 11,90 metros de cumprimento por 4,90 de largura.”
A padroeira escolhida para o distrito de Baixa Verde foi uma homenagem ao
engenheiro Antônio Proença, natural de Minas Gerais, onde na cidade de Caraça havia um
santuário com este titulo. A capela de Baixa Verde era 3 metros menor que a matriz de Taipu
que tinha por dimensões 14 metros de comprimento.
Conforme tradição, a razão de sua construção está em uma promessa feita por Antônio
Proença para que Nossa Senhora Mãe dos Homens intercedesse em favor das vítimas de
uma epidemia ocorrida depois do ano de 1910. A extinção da epidemia popularizou a devoção
à virgem Maria sob o título de Nossa Senhora Mãe dos Homens, embora já existisse há anos
a capela de Nossa Senhora da Assunção no distrito de mesmo nome foi escolhida essa para
ser a padroeira do lugar (Cf. pascomjoaocamara.blogspot.com.br. Acesso em 21.06.2012).
Construção da capela de Barreto (atual Bento Fernandes-RN)
Em 1925 foi construída a capela do Sagrado Coração de Jesus do distrito de Barreto
(atual Bento Fernandes-RN), que pertenceu também a paróquia de Taipu. A capela do
Sagrado Coração de Jesus é citada no livro tombo da paróquia de Taipu da qual são
registrados os sacramentos realizados naquela localidade
A Capela do Sagrado Coração de Jesus, que é o marco inicial daquele município ainda
existe, embora em situação precária e sem uso litúrgico. Uma nova igreja começou a ser
construída em 1954 por iniciativa do padre Lucilo Alves Machado ainda quando Barreto fazia
parte do município e da paróquia de Taipu. Posteriormente a comunidade de Barreto passou
à paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens de João Câmara-RN. Bento Fernandes foi uma
das cidades da região do Mato Grande que também recebeu assistência das Irmãs do
Imaculado Coração de Maria entre as décadas de 1960 e 1970.

Capela de Assunção
Em 1926 foi construída uma nova capela na comunidade de Assunção (cf. Torquato,
2009, p. 95), tendo como padroeira justamente Nossa Senhora da Assunção, tendo sua
construção mandada ser erguida pelo senhor Domingos Romano. No dizer de Torquato
“Assunção era então florescente aglomerado humano com bastante comércio” (2009, p.95),
tendo sido suplantada pela vizinha Matas, futura Baixa Verde.

Criação da Paróquia de Nossa Senhora Mãe dos Homens de Baixa Verde
A Paróquia de Nossa Senhora Mãe dos Homens de Baixa Verde, como registra o Livro
de Tombo da paróquia de Taipu, foi criada aos 13 de novembro de 1929 por Dom Marcolino
Esmeraldo de Souza Dantas, quarto Bispo e primeiro Arcebispo de Natal. Até esta data a
cidade de Baixa Verde, atual João Câmara, pertenceu pastoralmente a paróquia de Taipu. A
capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, que passou a ser a matriz daquela cidade que
começou a ser construída em 1910 tendo sido inaugurada no ano de 1915. A nova igreja
matriz começou a ser construída em 1934.

Extensão territorial e populacional da paróquia de Taipu
Atualmente (2013) a paróquia Nossa Senhora do Livramento tem sua extensão
territorial delimitada pela totalização geográfica das cidades de Taipu (352,7 km²) e Poço
Branco (230,39 Km² ) o equivalente a 583,09 km² e sua população é estimada em 25.785 mil
habitantes correspondente ao total de habitantes dos 2 municípios.

Reconhecimento oficial da existência da paróquia de Taipu
Não existe nenhum documento legal que ateste a criação da paróquia Nossa Senhora
do Livramento tanto na paróquia de Taipu como na paróquia de Ceará Mirim, que foi a
paróquia de origem de Taipu. Também não há nos arquivos da Cúria metropolitana, nenhum
documento oficial com amparo jurídico legal que atestasse de fato a existência da paróquia de
Taipu. No ano de 2006, o então arcebispo metropolitano de Natal, dom Matias Patrício de
Macedo, fez o reconhecimento da existência da paróquia de Nossa Senhora do Livramento de
Taipu.

IRMÃS DA CONGREGAÇÃO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Faz parte da história da paróquia e da cidade de Taipu a presença das Irmãs da
Congregação do Imaculado Coração de Maria, congregação fundada pela beata Barbara Maix
no Rio de Janeiro, em 1849, no Rio de Janeiro, com sede geral em Porto Alegre-RS. Por meio
de uma nova forma de experiência pastoral o então administrador apostólico de Natal, dom
Eugênio de Araújo Sales confiou a administração de paróquias a congregações femininas. Na
Arquidiocese de Natal as duas primeiras paróquias assumidas por mulheres foram Nísia
Floresta em 1963 e Taipu em 1964.

A instalação
Na tarde de terça-feira, dia 25/02/1964, foi instalada na cidade de Taipu mais uma
comunidade religiosa. A casa religiosa de Taipu foi a 28ª comunidade religiosa feminina que
se instalou na arquidiocese de Natal. A comunidade teve como superiora madre Rosália Maria
[Natalina Rossetti], sendo suas súditas as irmãs Maria Dalva, Marilúcia Koaskoski e Edvirgens
Maria. O nome escolhido para a nova casa foi Coração de Maria. Na paróquia de Taipu, as
irmãs irão iniciar sua experiência de pastoral semelhante a que se faz em Nísia Floresta. As
irmãs passaram a assumir toda a paróquia, orientar a pastoral, deixar ao vigário a parte
estritamente ministerial.
A instalação da nova comunidade religiosa foi presidida pelo Administrador Apostólico de Natal, Dom Eugênio Sales, que após a recepção, falou ao grande número de fiéis reunida na matriz terminando a solenidade com a benção do Santíssimo.
Esteve presente também o vigário da paróquia o cônego Rui Miranda que iria acompanhar a
experiência de Taipu, cuja a paróquia fora assumida pelas religiosas. O povo de Taipu
recebeu com muita alegria as religiosas e certamente irão colaborar para que essa
experiência vitoriosa em Nísia Floresta alcance êxito em Taipu disse uma matéria publicada
no jornal A Ordem [ 29/02/1964, p. 6].

Vaticano se manifesta favorável a experiência de Nísia Floresta e Taipu
O L’Orservatore Romano, órgão oficial da Santa Sé, manifestou-se favorável
as experiências realizadas em Nísia Floresta e Taipu, da Arquidiocese de Natal, através das
quais religiosas de congregações brasileiras desenvolviam pioneiro trabalho de pastoral,
substituindo o sacerdote em todas as funções litúrgicas, menos na celebração da Santa Missa
e na ministração dos sacramentos. Aquele jornal considera a experiência como uma solução
que poderia ser aplicada nas regiões do mundo onde havia falta de sacerdotes [A Ordem,
20/06/1964, p. 5].

A importância histórica
Historicamente a grande novidade de Nísia Floresta é que foi a primeira paróquia do
mundo a ser oficialmente entregue a freiras, embora houvesse um vigário [padre Assis
Pereira] designado e que visita a paróquia nos fins de semana, praticamente apenas para
celebrar missa, confessar e distribuir a comunhão. As freiras tinham jurisdição igual ao vigário,
podendo, inclusive assinar todos os livros e documentos da paróquia. Batizavam em caso de
emergência, faziam encomendação dos mortos, preparavam os noivos para o casamento,
orientam espiritualmente os movimentos de apostolado dos leigos, até mesmo o movimento
de casais, pregavam na igreja, eram, enfim totalmente responsáveis por todas as atividades
da paróquia e brevemente estariam podendo distribuir a comunhão durante a semana, dia
que estava sendo ardentemente desejado pelas irmãs.
Toda a estrutura da paróquia obedecia ao plano de Emergência da CNBB. Dividiam-se
em 5 setores: Graça, Verdade, Justiça Social, Militância e Vocações. Cada setor da paróquia
tinha um leigo responsável com a equipe de colaboradores e assim a fé vai se ditando. Além
disso a paróquia se responsabiliza pela coordenação na sua área de todas as atividades do
chamado movimento de Natal o qual está inteirada: escolas radiofônicas, artesanato,
cooperativas, JAC, clubes diversos, e apoia o máximo possível o sindicalismo rural [ A Ordem,
11/06/1964, p. 2.].

O movimento de Natal
A experiência das irmãs vigarias se insere no Movimento de Natal que foi uma vasta
iniciativa de renovação integral da Igreja que abraçava dos setores: o pastoral com a
renovação catequética, litúrgica e vocacional e a social que diz respeito ao ensino escolar, ao
sindicalismo cristão, artesanato, agricultura. O movimento de Natal contou com mil escolas
radiofônicas, a faculdade de economia e comércio e a de Assistência social, os sindicatos
rurais, o SAR serviço de Assistência Rural para a formação de lideres rurais e dirigentes de
cooperativas, dois jornais semanais, um para a cidade e outro para o interior, tudo dirigido por
dom Eugenio Sales e inspirado pelas encíclicas sociais especialmente Mater et Magistra.
Os numerosos prelados que não só do Brasil mas de todas a América Latina que
visitaram Natal ficaram admirados com o extraordinário fervor de iniciativas e impressionados
com a presença vital da Igreja em todos os setores, com a colaboração vasta e intensa do
fiéis.
Primeiro trabalho, o levantamento paroquial, para se fazerem conhecer e conhecer as
necessidades das famílias. Imediatamente cercadas de simpatia geral viram a população
providenciar a tudo: residência, mobília, até gêneros alimentícios como arroz, feijão, frutas,
verduras, leite, ovos. O dia é dividido entre duas reuniões gerais na igreja paroquial. De
manhã a oração comum, na hora em que seria a missa. A tarde depois das orações, uma
breve instrução catequética. Isto todos os dias do ano. Depois a formação dos coroinhas,
economia domestica para as moças, preparação para os sacramentos, curso para os noivos,
as irmãs também prepararam algumas moças para a função de secretárias paroquiais [a
ordem, 22/08/1964, p. 2.].

A congregação
Contando mais de 100 anos de existência e na época com mais de 1.500 religiosas, a
congregação do Imaculado Coração de Maria atuava exclusivamente nos estados do centro e
sul do Brasil, a tempos havia tendo pedidos instantes de vários bispos. Em 1964 estendeu
sua atividades para o nordeste. Inicialmente em Taipu no Rio Grande do Norte, no Recife e
Salvador. Em Taipu e Salvador, no bairro de Plataforma, as irmãs assumiram a paróquia
cabendo-lhes realizar batizados, fazer a pregação da Palavra, a catequese e assistência
social no sentido da promoção humana.

A importância das irmãs do ICM para Taipu
As irmãs do ICM administraram a paróquia por 30 anos [1964-1994] e permaneceram
morando na cidade por 42 anos quando se mudaram para Natal. Na paróquia atuaram na
pastoral, na promoção humana, na educação e na saúde. Administraram o centro social e a
maternidade, criaram o grupo de escoteiros Dom Bosco em 1969, o movimento familiar
cristão, organização bibliotecas, etc.
Muitas autoridades religiosas e civis visitaram Taipu entre 1964 e 1966 para tomar
conhecimento do trabalho desenvolvido pelas irmãs a frente da paróquia. Numas das sessões
do II Concilio Vaticano foi relatado por Dom Eugênio Sales a experiência exitosa que se
realizava em Taipu e em Nísia Florestas, onde mulheres assumiam paróquias. A irmã
Natalina Rossetti, administradora da paróquia de Taipu foi a primeira mulher no Brasil a
receber autorização do papa para distribuir a comunhão ao fiéis. Além disso, as irmãs fizeram
parte da vida social, religiosa e cultural da cidade e da paróquia de Taipu.

A irmã Natalina Rossetti
A Irmã Natalina Rossetti foi a administradora da paróquia Nossa Senhora do
Livramento por 30 anos. Foi uma das 4 pioneiras que vieram para Taipu em 1964. Gaúcha, de
Caxias do Sul, nascida em 1923, nunca teve dúvida do que queria ser, quando crescesse. Ela
tinha certeza de que queria ser freira. Aos cinco anos de idade começou a alimentar esse
sonho. Em 1947, ingressou na Congregação do Imaculado Coração de Maria. Em 11 de
novembro de 1951, fez a primeira Profissão Religiosa. Os votos perpétuos foram feitos seis
anos mais tarde.
Desde 1964, a Irmã Natalina adotou o Rio Grande do Norte como local para viver a
missão, mais precisamente na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, de Taipu,
passando, antes, por breve estágio na Paróquia de Nossa Senhora do Ó, de Nísia
Floresta. Em Taipu, a religiosa, nos idos da década de 60, era uma „irmã vigária‟, juntamente
com as demais Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Elas eram responsáveis pela
administração e trabalhos pastorais da Paróquia. Irmã Natalina residiu em Taipu até cerca de
cinco anos, quando se mudou para Natal. Passou a residir em Natal em 2006 numa casa
aberta pela congregação. Morreu no dia 22/03/2014 em Natal, está sepultada na igreja matriz
de Taipu.

(Texto enviado pela equipe da Pastoral da Comunicação da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento – Fonte: blog Crônicas Taipuenses)