Destaques › 04/12/2014

Mais de 800 famílias conquistam tecnologias de convivência com a seca

O Serviço de Apoio aos projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC) concluiu a construção de 885 tecnologias sociais de convivência com a seca no Semiárido Potiguar, beneficiando igual número de famílias, neste ano de 2014. Foram 565 famílias beneficiadas com cisternas calçadão e de enxurrada e barreiros-trincheira, através de contrato com a PETROBRAS, e 320 famílias beneficiadas com essas tecnologias sociais, construídas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A família do agricultor Francisco Canindé foi beneficiada com uma das cisternas (Foto: Carmen Nascimento)

A família do agricultor Francisco Canindé foi beneficiada com uma das cisternas (Foto: Carmen Nascimento)

Essas tecnologias sociais são do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), destinada à produção de alimentos nos quintais produtivos e criação de aves e pequenos animais.O contrato concluído neste mês, com recursos do BNDES, levou tecnologias sociais a 79 famílias de comunidades rurais de São João do Sabugi, 109 de comunidades de Caicó e 132 de comunidades de São Vicente, na Região do Seridó. “Muitas estão desenvolvendo seus quintais produtivos e contribuindo com segurança e soberania alimentar”, afirma o agrônomo Damião Santos, coordenado do programa P1+2, no SEAPAC. As famílias estão situadas em comunidades rurais de 10 municípios do Rio Grande do Norte: Sítio Novo, Caiçara do Rio do Vento, Alto dos Rodrigues, Ipanguaçu, São João do Sabugi, Caicó, São Vicente, Cerro Corá, Lagoa Nova e Tenente Laurentino Cruz.
Uma dessas famílias é a do agricultor Francisco Canindé da Silva, morador da Serra da Gameleira, município de Caiçara do Rio do Vento. Ele e a esposa, Lindalva Maria da Silva, tiveram acesso a uma cisterna-enxurrada e receberam quatro cabras para dar início à criação de caprinos. Os animais já reproduziram e hoje o rebanho aumentou para 11 cabeças.“Receber essa criação foi muito bom para minha família”, afirma Lindalva. “Se tudo continuar dando certo, eu quero aumentar ainda mais essa criação. Depois eu penso em vender esses animais. Isso vai ajudar minha família nos planos que já temos para o futuro”, conclui Francisco Canindé.

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