Destaques › 14/11/2017

Mensagem do Arcebispo para o Dia Mundial dos Pobres

“O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou,
deve assumir o seu exemplo,
sobretudo quando somos chamados a amar os pobres”
(Papa Francisco).

Aos Padres, Diáconos, Religiosos e Religiosas, Agentes Pastorais, Missionários e Missionárias, Comunidades Diversas, Leigos e Leigas comprometidos com o Reino;

Aos fiéis arquidiocesanos e pessoas de boa vontade!
O Papa Francisco, no dia 13 de junho passado, lançou para todos nós um grande desafio, convocando-nos a celebrar o DIA MUNDIAL DO POBRE, neste próximo domingo, dia 19 de novembro, sob o tema: “NÃO AMEMOS COM PALAVRAS, MAS COM OBRAS”.

É desejo do Santo Padre, num mundo marcado pelas desigualdades sociais, pela intolerância e pela indiferença, que a Igreja ajude as pessoas a refletirem sobre as causas e as raízes da exclusão que geram pobreza e miséria extrema, que vêm aumentando a violência e, consequentemente, a morte prematura de milhões de pessoas no mundo.

Deste modo, atendendo o apelo do Romano Pontífice, conclamo a toda Igreja Arquidiocesana a celebrarmos este dia, não somente dedicando a Santa Eucaristia aos pobres, mas organizando sua paróquia, seus grupos, movimentos e pastorais, com alguma ação voltada para eles e com eles, fazendo deste momento uma oportunidade para uma ACOLHIDA permanente e sistemática, desde as ações sociais já existentes e algum gesto a mais de solidariedade, mas, sobretudo, ajudando-os a se organizarem como cidadãos e cidadãos, na luta por seus direitos e no despertar de suas consciências, como filhos e filhas queridos e queridas do Pai do céu.

Reconhecemos que urge em nossa Arquidiocese, por exemplo, a organização efetiva de uma Pastoral com as Populações de Rua, que vem crescendo a cada dia, multiplicando-se nas encruzilhadas e debaixo das marquises e viadutos de nossas cidades, expressando a grave situação de exclusão por que passa nosso país e pela falta de Políticas Sociais Públicas voltadas para os menos favorecidos para quem peço uma atenção especial, não apenas em relação à distribuição de gêneros alimentícios e outros, mas sobretudo, numa atitude de acolhimento e de orientação à vida, por direitos, onde sejam reconhecidos como cidadãos e cidadãs. Como aquele “homem da mão seca” do Evangelho, Cristo os quer, não à margem da Comunidade, mas no centro. Isto é, participante plenamente da vida!

O envolvimento de todos neste dia, sacramentaliza nosso compromisso como Igreja ao aproximarmos deles, não como objeto de mera caridade assistencial, mas como nossos irmãos e irmãs em quem devemos ver o rosto do próprio Cristo que com eles se identifica e por eles seremos julgados ao final: “Quando o Filho do Homem vier em Sua glória (…). E dirá aos que estiverem à sua direita: ‘vinde benditos do meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós desde a criação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, fui peregrino e me acolhestes, estive nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, estava preso e vieste ver-me (…). Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um dos pequeninos foi a mim que o fizestes(…). Quando deixastes de fazer isso a um dos meus pequeninos foi a mim que deixastes de fazê-lo. E estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos para a vida eterna (Mt 25, 31-46).

Na Esperança de que faremos deste dia uma alegria maior de celebrarmos a Eucaristia de forma comprometida cada vez mais com a vida, dom de Deus para todos nós, peço que rezem por nosso país, por nosso povo sertanejo que sofre os males de uma prolongada estiagem agravada pela falta de políticas hídricas e de distribuição de renda, pelas comunidades que lutam pela sua sobrevivência, mas também pelos homens e mulheres de boa vontade que doam suas vidas na luta por direitos, pela justiça e que como o Cristo sonham e desejam “que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10).

Dom Jaime Vieira Rocha

Arcebispo Metropolitano de Natal

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