Voz do Pastor › 30/12/2017

2018: um novo ano de bênçãos e de missão

Queridos irmãos e irmãs!

Eis que estamos para iniciar um novo ano. O horizonte que se descortina diante de nós não pode ser senão de esperança. Por tudo o que vivemos em 2017, a mensagem que quero enviar a todos é prenhe de esperança e de votos de um feliz e próspero ano novo. No ano que vem vamos comemorar 50 anos da II Conferência do Episcopado Latino-americano, realizada no ano de 1968, em Medellín, Colômbia. Evoco esse acontecimento, porque após a realização do Concílio Vaticano II (1962-1965), a Igreja na América Latina buscou nessa II Conferência do Episcopado, colocar em prática o que o Concílio pedia para toda a Igreja. Na verdade, já vivíamos aqui os albores da primavera eclesial, especialmente pela atenção aos leigos e aos pobres, materializada pelo Movimento de Natal. Nesses 50 anos o rosto da Igreja latino-americana é o rosto evangelizador e comprometido com a salvação integral do ser humano.

Sob a luz das comemorações desse grande momento da Igreja em nosso continente quero, em primeiro lugar, manifestar minha ação de graças pelo ano que termina: gratidão e reconhecimento a todos pela caminhada pastoral em 2017. Um ano abençoado para todos nós. Dentro de nossas atividades normais, de continuidade do Marco Referencial da Ação Pastoral, com suas metas, estratégias e ações, celebramos a Canonização dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Momento feliz e renovador de nossa fé. Obrigado a todos os que se envolveram com esse grande momento.

Em segundo lugar, quero apresentar algumas perspectivas para 2018: sempre a continuação do Marco Referencial, o ano de 2018 seja um ano de empenho pelas ações que escolhemos realizar, quando da nossa Assembleia Pastoral, em novembro passado; a Campanha da Fraternidade, com sua mensagem urgente e instigante nos anime para trabalharmos em vista da superação da violência. Que o seu lema: “Vós sois todos irmãos”, nos converta para que comece em nossa casa, em nossos grupos, em nossas pastorais, movimentos e serviços, a busca constante pela paz; temos diante de nós, desde o dia 26 de novembro, o Ano Nacional do Laicato. Não é preciso dizer que todos os setores e comissões pastorais, com todos os segmentos envolvidos, são convocados a viver esse Ano do Laicato. Os leigos são “verdadeiros sujeitos eclesiais”, isto é, protagonistas da evangelização. O Papa Francisco afirmou na Exortação Apostólica Evangelii gaudium: “Em virtude do Batismo recebido, cada membro do povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28, 19). Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização, e seria inapropriado pensar num esquema de evangelização realizado por agentes qualificados enquanto o resto do povo fiel seria apenas receptor das suas ações. A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de cada um dos batizados (n. 120)”.

Também teremos um momento muito forte no próximo ano. Realizaremos a posse coletiva de todos os Conselhos de Assuntos Econômicos e Administrativos Paroquiais. Será no dia 3 de março e marcará uma nova dinâmica que queremos implantar, com um olhar mais efetivo aos nossos Conselhos. A participação, mas sobretudo, a formação da consciência da responsabilidade pela Igreja, deve ser uma meta prioritária para os leigos e leigas. Meu grande desejo é que essa relação harmoniosa, respeitadora e de comunhão entre clero e leigos, se reforce cada vez mais. Temos um grande tesouro na nossa Igreja Particular: leigos e presbíteros juntos, que se respeitam e que colaboram uns com os outros. A conversão pastoral, tão desejada pelo Documento de Aparecida e assumida como meta pelo Papa Francisco conduz a Igreja a essa colaboração que deve ser fortalecida sempre, pois é necessária uma verdadeira “espiritualidade comunhão missionária”. De fato, assim nos ilumina o Documento de Aparecida: “Uma paróquia, comunidade de discípulos missionários, requer organismos que superem qualquer tipo de burocracia. Os Conselhos Pastorais Paroquiais terão de estar formados por discípulos missionários constantemente preocupados em chegar a todos. O Conselho de Assuntos Econômicos junto a toda a comunidade paroquial, trabalhará para obter os recursos necessários, de maneira que a missão avance e se faça realidade em todos os ambientes. Estes e todos os organismos precisam estar animados por uma espiritualidade de comunhão missionária” (n. 203).

Que todos tenham um abençoado ano novo!

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