Voz do Pastor › 26/01/2018

A comunicação: serviço à verdade

Queridos irmãos e irmãs!

Um dos meios de comunicação muito usado em nossos dias, as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e outros) se apresentam como instrumentos que facilitam a socialização e a comunicação entre as pessoas. Sua importância e seu uso são recomendados pela Igreja (Pontifício Conselho das Comunicações sociais), pelos bispos e até mesmo pelo Papa (Papa Francisco já conta, por exemplo, com mais de 15 milhões de seguidores no Twitter) e por diversos católicos, presbíteros, diáconos e leigos.

O uso das redes sociais não só não está em contradição com a vida da Igreja, mas torna-se instrumento valioso para a difusão do Evangelho, da fé e da comunhão entre as pessoas. O Papa Bento XVI dedicou ao tema das novas tecnologias de comunicação, ao tema da era digital na comunicação, das redes sociais como novos espaços de evangelização, mensagens que nos fazem reconhecer o que é essencial na vida da Igreja: ver as redes sociais como portais de verdade e de fé. Na mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais (13 de maio de 2018), publicada no último dia 24, dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, cujo tema é: “A verdade vos tornará livres (Jo 8,32). Fake news e jornalismo de paz”, ele afirma: “No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo”.

Eis o que nos anima diante da maravilha das redes sociais. Como seguidores de Jesus Cristo, o comunicador do Pai e de sua mensagem de amor, nós podemos usar as redes sociais sempre para o bem, isto é, como instrumentos para anunciar o Evangelho. Jamais podemos usar as redes sociais para o mal, pois este é um princípio que rege todas as nossas ações. A comunicação para o encontro, para a socialização concede ao agente de pastoral que utiliza as redes sociais, um incremento ainda maior de compromisso eclesial, isto é, a rapidez da comunicação aliada à facilidade de uso pelos jovens e adolescentes, possibilita que chegue a esses mesmos jovens e adolescentes a mensagem do evangelho, ao espírito cristão, principalmente, ao anúncio da fraternidade e da comunhão.

É bem verdade, diante da possibilidade ou até mesmo dos exemplos de mau uso das redes sociais, da utilização para fins de maldade, de atos que prejudicam os outros, como a exploração sexual, e os “fake news”, devemos exaltar a importância das redes sociais e exortar, principalmente aos cristãos, a que usem as redes sociais movidos pelos sentimentos da fé, da solidariedade, da generosidade, do respeito ao outro, do respeito à verdade, da construção de uma rede de fraternidade e de busca pela paz e pelo bem comum. Papa Francisco nos estimula a nunca nos deixarmos destruir pelas dificuldades ou problemas, mas de transformá-los em desafios que nos estimulam ao crescimento e ao vigor necessário para a vivência da fé e do plano de Deus, que consiste em levar as pessoas a uma experiência de paz, de amizade e de alegria. E diante das notícias falsas (fake news) o antídoto mais radical é deixar-se purificar pela verdade. Esta não é uma realidade apenas conceitual, não se trata de apenas trazer à luz coisas obscuras; mas a verdade tem a ver com a vida inteira. Eis o conselho de Francisco: “libertação da falsidade e busca de relacionamento. E para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor”.

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