Voz do Pastor › 24/11/2017

Ano Nacional do Laicato

Queridos irmãos e irmãs!
A Igreja no Brasil viverá, de 26 de novembro de 2017 a 25 de novembro de 2018, o Ano Nacional do Laicato. Será um ano cheio de empenho missionário, refletindo sobre a vocação e a missão dos leigos e leigas, com o Ano do Laicato. A partir de domingo, 26, Solenidade de Cristo Rei, até 25 de novembro de 2018, o Ano Nacional do Laicato nos lembrará os “cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. Esta será uma grande oportunidade, outra grande graça para a nossa Igreja: os leigos e leigas não são cristãos de segunda categoria. Eles são configurados a Cristo Sacerdote, chamados a evangelizar, de sua vida de testemunho, no lar familiar, como Igreja doméstica, surgem as diversas vocações.

Sobre os leigos, afirma a Constituição dogmática sobre a Igreja Lumen gentium: “Por leigos entendem-se os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo” (n. 31). O Ano Nacional do Laicato tem como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. E os objetivos específicos: a) comemorar os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os leigos (1987) e os 30 anos da Exortação Apostólica Christifideles Laici, de São João Paulo II, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988); b) dinamizar o estudo e a prática do documento 105: “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade” e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; c) estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, “verdadeiros sujeitos eclesiais” (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

São objetivos claros e ricos de perspectivas para uma renovação do laicato em nossas paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e serviços. De fato, grande parte da realidade da Igreja é formada por leigos e leigas. São “cristãos testemunhas”, como ressalta uma publicação recente. Celebrar um Ano dedicado ao Laicato exige de todos nós uma conversão pastoral que reconheça que os leigos não são objeto de nossa ação pastoral, mas verdadeiros sujeitos eclesiais. Isso requer que essa conversão não seja apenas motivo para um exame de consciência sobre o espaço de devemos dar aos leigos, mas o reconhecimento de que seu espaço é a realidade primeira da evangelização. Na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, o Papa Francisco resume bem o que traz renovação ao Laicato: “Em virtude do Batismo recebido, cada membro do povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28, 19). Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização, e seria inapropriado pensar num esquema de evangelização realizado por agentes qualificados enquanto o resto do povo fiel seria apenas receptor das suas ações. A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de cada um dos batizados. Esta convicção transforma-se num apelo dirigido a cada cristão para que ninguém renuncie ao seu compromisso de evangelização, porque, se uma pessoa experimentou verdadeiramente o amor de Deus que o salva, não precisa de muito tempo de preparação para sair a anunciá-lo, não pode esperar que lhe deem muitas lições ou longas instruções” (n. 120).

Papa Francisco chama a atenção para que todos assumam o discipulado missionário e se deixem sempre conduzir pelos elementos iluminadores, apresentados em seus preciosos documentos: a alegria de evangelizar (Evangelii gaudium), a alegria do amor (Amoris laetitia), os motivos de louvor ao Senhor pela bondade da natureza criada por Ele para o nosso bem (Laudato sí).

Que o Ano Nacional do Laicato seja um tempo especial de graça e de crescimento para a nossa Igreja.

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