Voz do Pastor › 09/10/2016

Aparecida 300 anos – uma grande alegria

Queridos irmãos e irmãs!

A partir do dia 12 de outubro deste ano até 12 de outubro de 2017, a Igreja no Brasil se mobilizará para celebrar os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora, no Rio Paraíba do Sul, em São Paulo. Desde aquela data, a invocação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, tornou-se uma invocação nacional, constituindo a grande devoção à Padroeira do Brasil. “Aparecida é a mãe do pescador, é a mãe do Salvador, é a mãe de todos nós”, assim cantamos. São 300 anos de devoção, 300 anos sob o olhar materno da Virgem Mãe, que não escolhe cor, nem condição social para amar e proteger. Mas, ama a todos. É a “Virgem tão serena… Senhora deste povo tão sofrido. Patrona dos pequenos e oprimidos”. Eis que, olhando a pequenina e escura imagem de Nossa Senhora Aparecida não se consegue resistir diante da ternura divina. Ela é sinal de que Deus não se esquece dos seus filhos. A imagem negra de Maria lembra-nos essa verdade de fé: ao se encarnar, o Filho de Deus uniu-se, de certo modo, a todo homem e toda mulher, como nos ensina o Concílio Vaticano II. Não há nenhuma raça em que não se possa ver o rosto de Jesus Cristo. A Mãe Aparecida vem nos mostrar isso.

Mas, há outra realidade que Nossa Senhora Aparecida vem iluminar: desde 2007, com a realização da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho, a Igreja neste “continente da esperança”, vive da alegria da missão, que consiste em oferecer a todos a misericórdia inesgotável de Deus. Há 300 anos é essa a mensagem da Mãe de Deus: Deus usa sempre de misericórdia para com seus filhos e filhas.

Celebrar Nossa Senhora Aparecida, iniciando o Ano Jubilar dos 300 anos da aparição da imagem, significa reconhecer que o caminho da Igreja é o caminho da ternura e da misericórdia, da vivência da alegria de sermos discípulos missionários de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, como nos recorda o Documento de Aparecida. Maria é o exemplo dessa união com Cristo, que torna possível a sua missão. É o mesmo para nós: só é possível ser missionários porque somos discípulos. E na verdade, o Senhor nos chamou a fazer parte de sua missão. Somos, por sua graça, membros do seu corpo. E por isso, também nós precisamos ser como Maria, isto é, por termos recebido a graça da ternura e da misericórdia de sermos chamados a participar de sua vida, somos enviados a evangelizar: a cantar como Maria – “a minh’alma engrandece o Senhor e meu espírito de alegra em Deus, meu Salvador…, pois seu amor se estende de geração em geração”.

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