Voz do Pastor › 08/02/2019

As metas pastorais da Arquidiocese de Natal (V)

Queridos irmãos e irmãs!

Continuando a nossa exposição sobre o Marco Referencial da ação Pastoral da Arquidiocese de Natal (2016-2019) preparando esse último ano de vigência, apresento, hoje, a quinta meta pastoral que trabalhamos para fortalecer a nossa ação pastoral.

A quinta meta do Plano Pastoral 2016-2019, propõe: “Setor Família e Setor Juventude fortalecidos, de modo a responder a contento aos desafios de um mundo em constantes mudanças”.

Sobre a família, a Igreja vivenciou dois anos de reflexão, estudos e a realização de duas Assembleias do Sínodo dos Bispos. Em 2014, aconteceu a 3ª Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, ocasião para refletir sobre os desafios pastorais que envolvem a família no contexto da evangelização. Essa Assembleia foi precedida de um questionário enviado às Conferencias Episcopais, às Dioceses de todo mundo, aos organismos pastorais que trabalham com a família. Muitos são os desafios que a Igreja deve enfrentar na sua missão de proclamar o Evangelho da família. Durante o Sínodo, os bispos reconheceram o bem que a pastoral familiar e outros serviços e movimentos fazem pela família. Mas, viram também como a família precisa de uma atenção especial, diante de situações que ferem a dignidade da pessoa, que influenciam negativamente a instituição familiar. A presença e a solicitude pastoral de Papa Francisco iluminaram os trabalhos, tanto na Assembleia de 2014, quanto na Assembleia Geral Ordinária do Sínodo, em 2015, onde se refletiu sobre a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.

Para o Papa Francisco não basta olhar a situação de tantas famílias que não conseguem viver o projeto cristão de uma família alicerçada sobre o sacramento do Matrimônio e pensar que tais famílias estão fora da Igreja. É preciso cuidar dessas famílias, porque todos são filhos e filhas de Deus. Os casos especiais, uma parte do trabalho da Pastoral Familiar, devem ser vistos não como experiência de rejeição e condenação, mas com um olhar de compaixão e de misericórdia, que leve as pessoas ao encontro com Jesus Cristo, pastor de nossas almas.

Quanto à juventude, devemos reconhecer a longa história de uma atenção especial àqueles que são o futuro da Igreja. A evangelização da juventude é vista como um importante e urgente tema, pois os jovens são sujeitos e protagonistas na evangelização dos outros jovens. O fortalecimento do Setor Juventude é necessário para que a evangelização da juventude seja uma realidade assumida por todos nós. “Dizer que, para a Igreja, juventude é uma prioridade em sua missão evangelizadora, é afirmar que se que uma Igreja aberta ao novo, é afirmar que amamos o jovem não só porque ele representa a revitalização de qualquer sociedade, mas porque amamos, nele, uma realidade teológica em sua dimensão de mistério inesgotável e de perene novidade” (CNBB. Evangelização da Juventude. Desafios e perspectivas pastorais. Documento 85, n. 81). Durante a Jornada Mundial da Juventude, no Panamá, em janeiro, o Papa Francisco exortou: “Vós, queridos jovens, não sois o futuro. Gostamos de dizer-vos: ‘Sois o futuro….’ Mas não é verdade! Vós sois o presente! Não sois o futuro de Deus; vós, jovens, sois o agora de Deus. Ele convoca-vos, chama-vos nas vossas comunidades, chama-vos nas vossas cidades, para irdes à procura dos avós, dos adultos; para vos erguerdes de pé e, com eles, tomar a palavra e realizar o sonho que o Senhor sonhou para vós. Não amanhã; agora! Pois, onde agora está o teu tesouro, aí está também o teu coração (cf. Mt 6, 21); e, aquilo que vos apaixona, conquistará não apenas a vossa imaginação, mas envolverá tudo”.

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