Voz do Pastor › 19/10/2018

“Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos”

Queridos irmãos e irmãs!

Com este título, o Papa Francisco se dirige a toda a Igreja, conclamando-a para o Dia Mundial das Missões, este ano celebrado no próximo domingo, dia 21. Publicada em 20 de maio, na Solenidade de Pentecostes, a mensagem do Papa Francisco para este dia, está em estreita relação com a realização da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que se está se realizando em Roma nestes dias. O tema do Sínodo, “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, fez o Papa unir jovens e missão e chamar a atenção de toda a Igreja para a celebração do Dia Mundial das Missões levando-a a entender a missionariedade como característica fundamental da sua vida. E, não só da vida da Igreja, mas da vida humana. Citando um paragrafo da sua Exortação Apostólica Evangelii gaudium, o Papa sublinha que a missão não é uma coisa que fazemos a mais ou uma atividade dentre as outras, mas o que nos é de mais próprio: “Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente. Ninguém, como os jovens, sente quanto irrompe a vida e atrai. Viver com alegria a própria responsabilidade pelo mundo é um grande desafio. Conheço bem as luzes e as sombras de ser jovem e, se penso na minha juventude e na minha família, recordo a intensidade da esperança por um futuro melhor. O fato de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade: ‘Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo’” (FRANCISCO. Exortação Apostólica Evangelii gaudium, 273, in Mensagem para o Dia Mundial das Missões – 21 de outubro de 2018).

Essa expressão do Papa Francisco, “Eu sou uma missão”, faz lembrar a experiência das Santas Missões Populares realizadas em nossa Igreja Arquidiocesana no período de 2003 a 2010, e especialmente, o trabalho de Pe. Luis Mosconi, animador dos retiros missionários, autor de uma obra cujo título é: “A vida é missão”. Sim, como necessitamos entender que ser missionário não é algo facultativo, dispensável, mas o sentido pleno da vida. A Igreja tem essa consciência há muito tempo. Há quase 100 anos, o Papa Bento XV, em 30 de novembro de 1919, expressou na Carta Apostólica Maximum illud, sobre a propagação da fé católica no mundo inteiro: “A grande e santíssima missão confiada por Nosso Senhor Jesus a seus discípulos, no tempo de sua partida, por aquelas palavras: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as nações’ (Mc 16,15), não havia de limitar-se à vida dos apóstolos, mas se perpetuar em seus sucessores até o fim dos tempos, enquanto houvesse na terra homens para salvar através do serviço da verdade” (BENTO XV. Carta Apostólica Maximum illud, n. 1). e é justamente para comemorar o centenário dessa Carta do Papa Bento XV, que o Papa Francisco anunciou que em outubro de 2019 será celebrado o Mês Missionário Extraordinário, com o objetivo de “despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”.

Como reconhecer ou entender que a vida é missão? Segundo o Papa Francisco isso se dá através do anúncio de Jesus Cristo, testemunhando o amor. “[…] a transmissão da fé, coração da missão da Igreja, verifica-se através do ‘contágio’ do amor, onde a alegria e o entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida. A propagação da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor. Ao amor, não se pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8, 6)”.

lembro a todas as comunidades a contribuição para as missões. Nas missas do sábado e do domingo (20 e 21), as coletas serão enviadas para as missões. Que haja generosidade e partilha, atitudes tão próprias de quem vive a missão como a sua própria vida.

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