Voz do Pastor › 14/05/2017

Mãe: ternura e força da mulher

Queridos irmãos e irmãs!

Neste domingo, o segundo do mês de maio, comemora-se o “dia das mães”. É um dia para celebrar a ternura e a delicadeza daquela que se aproxima tanto da própria delicadeza e ternura divina. Somos envolvidos pela beleza do amor de mãe. Um amor tão singelo e especial, criado por Deus como participação em seu próprio amor, presente nas histórias de relação dos homens e das mulheres com Deus. Esse amor singelo e especial, vivido pelos homens e pelas mulheres, manifesta-se no reconhecimento de que um filho é fruto da ação de Deus (cf. Gn 4,1.25).

A maternidade sempre foi louvada e abençoada por Deus. Na história sagrada são muitos os exemplos de ações milagrosas, da parte de Deus, em que mulheres são curadas da esterilidade, e sempre para ser dada uma missão para eles: Sara, mãe de Isaac (cf. Gn 17,15-19; 21,1-7); a mãe de Sansão (cf. Jz 13,1-24); Ana, mãe de Samuel (cf. 1Sm 1,1-20). No Novo testamento encontramos o exemplo de Isabel, mãe de João Batista, o Precursor (cf. Lc 1,5-25), e sobretudo Maria, a jovem virgem, escolhida para ser a Mãe do Messias (cf. Lc 1,26-38).

Mas, a Palavra de Deus apresenta a “mulher forte”, em dois textos importantes. O primeiro, o livro dos Provérbios, louva a mulher, e admoesta o filho: “Aceita, filho, a disciplina de teu pai e não desprezes a instrução de tua mãe” (Pr 1,8; além do próprio mandamento: “Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará”: Ex 20,12). O segundo texto, é uma obra prima sobre a mãe forte, que incentiva os filhos a terem confiança no Senhor: a mãe dos sete filhos, mortos no tempo do Rei Antioco, expresso no segundo livro dos Macabeus. O relato do martírio dos sete irmãos influenciou muito a Igreja primitiva, principalmente na época dos mártires cristãos: “Aconteceu também que sete irmãos foram presos, junto com sua mãe. Mas, sobremaneira admirável e digna de abençoada memoria foi a mãe, a qual vendo morreu seus sete filhos no espaço de um dia, soube portar-se animosamente por causa da esperança que tinha no Senhor. A cada um deles exortava na língua dos seus antepassados, cheia de coração e animando com força viril a sua ternura feminina. E dizia-lhes: ‘Não sei como vocês apareceram no meu ventre. Não fui eu que dei a vocês o espírito e a vida, nem fui eu que dei forma aos membros de cada um de vocês. Foi o Criador do mundo, que modela a humanidade e determina a origem de tudo. Ele, na sua misericórdia, lhes devolverá o espírito e a vida, se vocês agora se sacrificarem pelas leis dele’[…]. E disse ao filho mais novo: “Meu filho, tenha dó de mim. Eu carreguei você no meu ventre durante nove meses. Eu amamentei você por três anos. Eduquei, criei e tratei você até esta idade! Meu filho, eu lhe imploro: olhe o céu e a terra, e observe tudo o que neles existe. Deus criou tudo isso do nada, e a humanidade teve a mesma origem. Não fique com medo desse carrasco. Ao contrário, seja digno de seus irmãos e enfrente a morte. Desse modo, eu recuperarei você junto com seus irmãos, no tempo da misericórdia” (2Mac 7, 20-29).

Por fim, para nós católicos, o grande exemplo de mãe é a Mãe de Jesus. Um exemplo de fé, de seguimento e de imitação de Cristo, de docilidade à ação do Espírito Santo. E, ainda com mais razão, hoje podemos escutar as palavras consoladoras do Crucificado, dirigidas à Mãe e ao discípulo amado: “Mulher, eis aí o teu filho; Filho, eis aí a tua mãe” (Jo 19,25-27). A ela, Mãe de Jesus e dos discípulos dele, nossa prece por todas as mães, e os nossos parabéns por elas existirem.

Mãe, doce nome que encanta e produz em nossos corações, alegria e paz.

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