Voz do Pastor › 08/11/2019

Nossa Senhora da Apresentação: nossa padroeira

Queridos irmãos e irmãs!

Neste ano de 2019, pela 266ª vez, a Igreja de Natal celebra sua Padroeira: Nossa Senhora da Apresentação. “Vinte e um de novembro, o dia feliz de tua aparição, e nós te festejamos, ó Nossa Senhora de Apresentação”, cantamos no Hino de nossa Padroeira. Sim, um dia feliz, pois a Mãe do Senhor vem nos iluminar com a Palavra de seu Filho, Ele que nos envia em missão.

Inspirados por este tema – “Com Maria, iluminados pela Palavra e enviados em missão”, no qual unimos Palavra e Missão, sendo as duas realidades “pilares da fundamentais  das comunidades eclesiais missionárias”, conforme nos atesta o documento da CNBB, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, somos convidados a festejar a nossa Padroeira com a intenção de agradecermos ao Bom Deus porque Ele, através de seu Filho, a Palavra feito carne, e no seu Espírito Santo, vem habitar no meio de nós. Sua Palavra nos ilumina, faz de nós homens e mulheres, ouvintes da Palavra e nos comunica a vida plena. Em segundo lugar, a festa de nossa Padroeira tem como intenção fazer-nos perseverar no caminho da Palavra e na ação missionária, como resposta ao chamado de Deus de partilhar da vida de fé, a transformar nossas comunidades em casa do encontro, lugar da ternura, das famílias, lugar de portas sempre abertas. É um desafio. Mas, confiamos na intercessão de Maria, a Bem-aventurada que acreditou na Palavra, a Virgem obediente que se entrega à missão: “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

Iluminados pela Palavra. É a Palavra de Deus que nos reúne e nos envia. Nós, cristãos e cristãs, não temos uma relação com a Palavra como se ele fosse apenas um livro. De fato, não somos uma religião do livro, pois, o que nos faz ser discípulos missionários é um chamado, proveniente de um encontro, para estarmos juntos com o Senhor. Assim, o Cristianismo é a religião da Palavra, daquela que gera encontros, que indica o caminho, que revela o Deus que é comunidade de amor. Desde quando a Palavra se fez carne e armou sua tenda entre nós (Jo 1,14), “a fé nos ensina que Deus vive na cidade, em meio a suas dores e sofrimentos” (Documento de Aparecida, n. 514).

Enviados em missão. Não temos como viver senão como missionários. Não se trata de um encargo que recebemos para cumprir, como se fosse algo externo a nós. A missão está nos nossos corações, nas nossas veias, nas nossas mentes. Sim, viver é missão. A vida só se realiza como missão. Certamente, não entendida como “simples funcionalidade”. Somos chamados à vida e à vida de fé, para sermos casa de Deus. Nossas comunidades são chamadas de “comunidades eclesiais missionárias”, isto é, comunidades de fé, “Igreja servidora, samaritana, pobre com os pobres” (CNBB. Diretrizes gerais da Ação Evangelizadora da igreja no Brasil, n. 98). A missão está no DNA da Igreja, como afirma Papa Francisco. Isto quer dizer: a fé nos leva ao testemunho. E isso faz parte da consciência da vida da Igreja desde os tempos apostólicos. Já São Paulo dizia: a fé age por meio da caridade (Gl 5,6), São Tiago proclamava, sem medo: a fé sem obras é morta (Tg 2,26). Mas, a fonte mesma da missão vem das palavras de Jesus: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21). Antes, Ele mesmo tinha dito, no discurso sobre o Pão da vida: “Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta, viverá por mim” (Jo 6,57). E ainda: “Se alguém tem sede, venha a mim beberá… de seu seio jorrarão rios de água viva” (Jo 7,37s). Ser missionário é viver pelo Pai, viver por causa do Filho, viver na força do Espírito.

Boa festa para todos! Que a Virgem da Apresentação nos abençoe.

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