Voz do Pastor › 10/12/2014

O Ano da Vida Consagrada

Queridos irmãos e irmãs!

No domingo passado, 30 de novembro, a Igreja abriu, solenemente, o Ano da Vida Consagrada, que se estende até o dia 2 de fevereiro de 2016, Festa da Apresentação do Senhor. No ano de 2015 a Igreja celebrará os 50 anos da conclusão do Concílio Vaticano II, que reconheceu a importância dos religiosos e religiosas, dedicando o capitulo VI da Constituição dogmática sobre a Igreja Lumen gentium (cf. nn.43-47). E ainda, dedicou um decreto sobre a atualização dos religiosos (o decreto Perfectaecaritatis). As primeiras palavras deste Decreto salientam o que o Concílio já afirmara na Lumen gentium: “o Santo Concílio já mostrou na Constituição Lumen gentium que o procurar seguir a caridade perfeita pela prática dos conselhos evangélicos tem origem na doutrina e nos exemplo do Divino Mestre, e aparece como sinal muito claro do Reino do céu” (Decreto Perfectaecaritatis, 1). A Igreja celebrará também os 50 anos da publicação deste Decreto, promulgado em 28 de outubro de 1965. Além do Decreto Perfectaecaritatis, do capítulo VI da Lumen gentium, os religiosos e religiosas podem contar com um importante texto, a Exortação apostólica pós-sinodal Vita consecrata, do Papa São João Paulo II, publicada seguindo as proposições do Sínodo dos Bispos de 1994.

O Ano da Vida Consagrada tem, conforme o Papa Francisco expôs na Carta apostólica, dirigida às pessoas consagradas, os mesmos objetivos já expostos por são João Paulo II, na Exortação apostólica Vita consecrata: “Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai para o futuro, para o qual vos projeta o Espírito a fim de realizar convosco ainda coisas maiores” (n. 110). Comentando e desenvolvendo esses objetivos Papa Francisco exorta os religiosos e religiosas a “olhar com gratidão o passado”, a “viver com paixão o presente” e “abraçar com esperança o futuro”. As expectativas do Ano da Vida Consagrada são apresentadas pelo Papa como um chamado à perfeita alegria, que consiste em aprender a reconhecer o rosto de Cristo, a semelhança com Ele, transmitir essa alegria a todos; a radicalidade da consagração faça de todos os religiosos e religiosas profetas, numa vida inspirada no evangelho; viver a espiritualidade da comunhão, pois os religiosos devem ser peritos em comunhão; por fim, o Papa Francisco pede aos religiosos que saiam de si mesmos e vão ao encontro das periferias existenciais, com uma atenção às necessidades de todos.

O Ano da Vida Consagrada seja uma oportunidade de louvarmos a Deus pelo bem que estes homens e mulheres realizaram e realizam em nossa Igreja Particular. Que o Bom Deus abençoe os religiosos e religiosas,e o exemplo de Cristo, pobre, casto e obediente os fortaleça e que eles sejam estímulo para todos os fiéis da Igreja.

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