Voz do Pastor › 20/12/2016

O Natal do Senhor

Queridos irmãos e irmãs!

Nos próximos dias, vamos celebrar o nascimento do Senhor. Um dia de grande alegria para nós: o Filho de Deus veio habitar em nosso meio. Para a humanidade é a salvação, a comunhão com  Deus, a manifestação da glória e a comunicação da vida eterna. E tudo isso acontece por causa do grande amor que Deus tem pelos homens e pelas mulheres. Nunca é demais ressaltar essa grande intuição teológica, vinda dos Padres da Igreja (autores dos séculos II-VIII d. C): Ele [o Filho eterno de Deus] tornou-se o que nós somos, para que nós nos tornemos o que Ele é.

A primeira razão pela qual Deus envia o seu Filho ao mundo é a de comunicar-nos, por meio dele, a vida eterna, a vida plena, a felicidade sem fim. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e deu-lhes a graça de participar de sua vida. Deus é eterno e o homem e a mulher foram criados para participar dessa eternidade. Esse é o projeto originário de Deus. Essa é a sua vontade em relação a nós. A história dessa vontade, desse plano, foi uma história marcada pela fidelidade de Deus e pela ingratidão do ser humano. O pecado significou rejeição desse projeto. Mas, Deus não desistiu do seu plano e continuou a sua história com a humanidade. A história fica marcada, assim, pelo drama da existência humana, de uma contradição: o homem existe para receber Deus e rejeita Deus. O pecado é a contradição por excelência.

Deus escolhe, então, manifestar a sua glória naquela realidade querida por Ele, mesmo marcada pelo pecado. A prova de que Deus ama a humanidade começa a se manifestar justamente fazendo seu Filho nascer como homem, como ser humano. Por isso, não podemos pensar que se não tivesse acontecido o pecado, Ele não se encarnaria. O ser humano foi criado para ser a gramática da livre, indulgente e escatológica manifestação de Deus. E o pecado não poderia fazer Deus desistir de assim fazer.

O Natal que celebramos é mensagem de paz, de esperança e de consolação. Num mundo tão ameaçado pela intolerância, pelo preconceito, pela violência, pelo relativismo e pela supremacia do consumismo, o nascimento do Filho de Deus traz para todos nós a certeza de que não estamos sozinhos, abandonados.

Desejo que a Virgem Mãe, Maria, abrace a todos, como abraçou o Menino Deus e que o testemunho de nossos mártires anime nossa missão de discípulos missionários de Jesus Cristo. Que nunca deixemos de acreditar na ternura de Deus, manifestada na criança de Belém, que é força para nossa caminhada.

Feliz Natal! Que a luz do presépio entre nas nossas casas e traga paz e esperança aos nossos corações.

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