Voz do Pastor › 30/09/2017

Outubro: mês das missões

Queridos irmãos e irmãs!
Iniciamos, neste domingo, o mês das missões. Desde o ano de 1926, a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões, instituído pelo Papa Pio XI, a ser celebrado no penúltimo domingo de outubro, tornando esse o “Mês Missionário”. O Papa Francisco, em sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano, assim se expressou: “O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, ‘o primeiro e maior evangelizador’ (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De fato a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria”.

No Brasil, o mês de outubro é vivido com a Campanha Missionária. Este ano ela tem como tema: “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”, e lema: “Juntos na missão permanente”. Nos dias 21 e 22 de outubro será feita a Coleta em prol das missões.

A Campanha Missionária de 2017 tem com inspiração as palavras iniciais da Exortação Apostólica de Papa Francisco, Evangelii gaudium: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1).

De acordo com o Documento de Aparecida e o sentido da nova evangelização, o missionário é aquele que vive da relação com Deus. Novamente, é o mesmo Jesus que afirma: “Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, aquele que de mim se alimenta viverá por meio de mim” (Jo 6,57). Viver por meio de Jesus e ser enviado por Ele é a mesma coisa. Ser missionário é ser enviado por Deus para que viva por meio de Cristo. Esta relação entre ser em Cristo e ser enviado é algo fundamental para se entender a missão. Somente na escuta da Palavra, na abertura de coração para deixá-la entrar e criar suas raízes ou deixar que ela semeie na terra fértil de nosso coração é possível ser missionário. Nós vivemos desta ação de Deus de dirigir sua Palavra até nós. Deus envia sua Palavra e ela vem com seu Espírito. É o que devemos meditar neste mês de outubro, e o que deve permanecer em nossos corações para que vivamos a missão que nos foi confiada. Não esqueçamos também que a missão nunca é uma posse nossa, mas um dom oferecido a nós. E como ela consiste na vida em comunhão com a Palavra é necessário que vivamos, não mais para nós, mas para ele, Jesus Cristo, que por nós morreu e ressuscitou (2Cor 5,15;cf. Oração Eucarística IV). “Sejam missionários!” É o convite de Cristo a todos nós.

Vivendo essa dupla realidade, “Discipulado e Missão”, a Igreja continuará no mundo a missão de Jesus. Não existe força maior do que esta. É porque somos discipulos missionarios, que podemos acolher este grande convite do Pontificado de Francisco: uma Igreja em saída, que sai à procura dos irmãos e irmãs (cf. Gn 37,16). Para sermos essa Igreja em saída, é preciso “desinstalar-se”, isto é, saber que não temos em nós mesmos a fonte da salvação, ela nos é dada para que a passemos adiante. De fato, assim rezamos na “Oração do Mês Missionário 2017”: “Deus de misericórdia, que enviaste o Teu Filho Jesus Cristo e nos sustentas com a força do Espírito Santo, ensina-nos a caminhar juntos e, a exemplo de Maria, nossa Mãe Aparecida, na celebração dos 300 anos do encontro da imagem, sejamos, em toda a parte, testemunhas proféticas da alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. Amém”.

Participemos dos encontros nas nossas comunidades. Deixemos que o impulso missionário que vem do Espírito de Deus nos envolva, nos encante e nos preencha. Todos somos missionários, não podemos deixar que a alegria de conhecer e amar Jesus permaneça preso em nossos corações. É necessário proclamar para todas as pessoas: “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor, ao nos chamar e nos eleger, nos confiou” (Documento de Aparecida, n. 18).

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