Voz do Pastor › 10/03/2017

Papa Francisco: quatro anos de Pontificado

Queridos irmãos e irmãs!

No próximo dia 13, o Papa Francisco completará quatro anos de sua eleição como 266º Pontífice da Igreja Católica. São quatro anos de uma grande novidade, de uma grande graça, o primeiro papa latino-americano, fruto da ação do Espírito Santo em nosso continente, já denominado “o continente da esperança”.

O Cardeal-Arcebispo de Buenos Aires, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, é visto como “um filho do Concilio Vaticano II”, um bispo que vê naquela grande assembleia de 1962-1965 um novo Pentecostes, capaz de conduzir a Igreja para uma renovação pastoral, espiritual, humana, tornando-a mais fiel e próxima do Evangelho. Para ele o Concilio Vaticano II é a bússola que orienta a Igreja no terceiro milênio, como já afirmaram São João Paulo II e Bento XVI. Mas, com Francisco, os ventos de renovação da Conferência de Aparecida assumem uma perspectiva toda particular, pois o clamor da Igreja latino-americana se faz ouvir em todos os cantos do catolicismo: “todos somos discípulos missionários de Jesus Cristo”. E esse clamor passa pela experiência da conversão pastoral, da vivência da alegria de evangelizar, do louvor e do cuidado pela casa comum, até chegar à experiência da alegria do amor, dentro da luz da fé.

Desde a sua eleição, Papa Francisco, numa simplicidade e, ao mesmo tempo, normalidade, fez gestos que encantaram o mundo. Desde o largo sorriso, fruto de uma coerência com suas palavras, a alegria é uma das mais presentes, passando pelo carinho e atenção aos jovens, idosos, doentes, até mesmo os que não são cristãos, vivendo aquilo que o próprio Papa emérito Bento XVI tinha afirmado na Encíclica Deus caritas est: a caridade não faz proselitismo. Ricas de conteúdo são suas palavras. Como não se deixar encantar com o reconhecimento que ele faz de que, mesmo os que não são católicos ou que não tem fé, são filhos e filhas de Deus, como ele afirmou na primeira coletiva com os jornalistas, após sua eleição ou na visita aos Estados Unidos? Um Papa da ternura, livre dos condicionamentos, alguns até normais, pois são do protocolo, mas que encantou os brasileiros, quando de sua visita por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Um papa que sai do seu automóvel e abraça as pessoas que estão nas ruas, esperando para aclamar quando passasse. Um papa que reconhece que não podemos julgar e condenar ninguém.

Mas, Papa Francisco é um homem das grandes decisões, reformas, renovação da vida cristã. A reforma da Cúria Romana, necessária para se adequar ao espírito do tempo, para melhor servir, não para ser um aparato de incutir medo nos fieis; a preocupação com a família, tema de dois Sínodos dos Bispos, inaugurando a prática de uma intuição presente no Concilio Vaticano II, a da “sinodalidade”, um caminho onde todos são considerados, na sua responsabilidade. Aliás, no dia 13 de março de 2013, ele mesmo afirmou: “E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade”. É o papa das grandes preocupações sociais: os refugiados, a questão do meio ambiente, as mulheres, os pobres… Francisco, não é apenas um nome pessoal. É um programa eclesial. “Como gostaria que a Igreja fosse pobre e para os pobres”, afirmou no início do seu Pontificado. Isso não é retórica, não é discurso vazio. É a realidade da missão: não anúncio de um conjunto de obrigações ou valores éticos, mas de uma Pessoa, de um Evento que dá esperança, e que proclamou: “…eu vim para evangelizar os pobres”.

Papa Francisco, agradecemos a Deus pela sua eleição. Que o Espírito Santo o sustente na sua missão. Obrigado por nos recordar que a alegria de evangelizar traz vigor à nossa vida e missão. Deus o favoreça, estamos sempre rezando pela “vossa Santidade”.

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.