Voz do Pastor › 27/12/2019

Prospectivas para 2020

Queridos irmãos e irmãs!

O ano está terminando. Somos convidados a nos despedir dele e abrir-nos ao novo, ao que está por vir. Esta é uma dinâmica cheia de encanto e de esperança, pois, é de nossa essência sermos voltados para a frente, para o futuro. Aqui, cabem bem as palavras de Papa Francisco, dirigidas na comemoração do 50º aniversário do Secretariado pela Justiça Social e a Ecologia da Companhia de Jesus: “[…] abram o futuro, ou, para usar a expressão de um escritor atual, frequentem o futuro. Abram futuro, suscitem possibilidades, gerem alternativas”. Frequentar o futuro é uma expressão que significa estar sempre atentos ao novo da ação de Deus. O nosso Deus não fica no passado. Ele é o eterno presente que nos encaminha na sua graça, é o kairós, o Novo, o Último que abraça a realidade penúltima que é a sua criação. Portanto, que venha 2020 e que ele seja cheio da graça amorosa do nosso Deus que não cessa de “coroar o ano todo com seus benefícios, pois à sua passagem goteja a fartura” (Sl 65,12).

Quais são as prospectivas para o ano novo? Começaremos o primeiro ano do Plano de Ação Pastoral Arquidiocesana 2020-2023. Nele, iluminados pelos pilares da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária, a nossa Arquidiocese, com o grande desejo de ser uma “Igreja servidora, samaritana, pobre com os pobres, comprometida com a evangelização, fortalecendo a setorização, no espírito sinodal missionário” (ARQUIDIOCESE DE NATAL. Plano de Ação Pastoral Arquidiocesana 2020-2023. Visão de futuro), assume 3 metas: 1) Cultivo da concepção de uma Igreja em saída, 2) Formação missionária e 3) Família, Juventude e Pastorais sociais. Que em 2020 possamos realizar isso em nossa Igreja Arquidiocesana.

Em 2020 teremos a graça de realizar a “visita ad limina Apostolorum”, visita dos bispos ao Bispo de Roma, para reforçar mais ainda os laços que nos unem a Pedro, na confirmação de nossa fé. O Código de Direito Canônico assim determina: “O Bispo diocesano está obrigado a apresentar de cinco em cinco anos um relatório ao Sumo Pontífice sobre o estado da diocese que lhe está confiada, segundo a forma e o tempo determinados pela Sé Apostólica… O Bispo diocesano, vá a Roma no ano em que está obrigado a apresentar o relatório ao Sumo Pontífice, se de outro modo não houver sido decidido pela Sé Apostólica, a fim de venerar os sepulcros dos Bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e apresente-se ao Romano Pontífice” (CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. Cân. 399-400).

2020 é um ano eucarístico. A realização, na Arquidiocese de Olinda e Recife, do XVIII Congresso Eucarístico Nacional, será também um momento de graça e de renovação de nossa fé. Os Congressos Eucarísticos são realizados pela Igreja Católica em todo o mundo, e visam professar e dar testemunho público da fé em Jesus Eucarístico, para adorar o Senhor em Espírito e Verdade (cf. Jo 4, 23). A primeira edição ocorreu em Lille, na França, em 1881, por iniciativa de um grupo de leigos com apoio de São Pedro Julião Eymard, com a participação de fiéis e bispos de vários países europeus. No Brasil, o primeiro Congresso Eucarístico Nacional ocorreu na Arquidiocese de São Salvador, na Bahia, no ano de 1933. Também Natal já sediou um Congresso Eucarístico Nacional, em 1991, que foi encerrado pelo Papa São João Paulo, no dia 13 de outubro. A lembrança desse importante evento anima a nossa caminhada e confirma nossa fé no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, alimento para a nossa missão, força na nossa caminhada.

 

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