Voz do Pastor › 16/02/2018

Quaresma e Campanha da Fraternidade 2018

Queridos irmãos e irmãs!

Iniciamos o Tempo da Quaresma, e com ele, a Campanha da Fraternidade. É um tempo especial, tempo de preparação para a Festa da Páscoa, centro do Ano Litúrgico. A Quaresma é tempo de conversão. Por meio da oração, da esmola e do jejum, os fiéis são chamados a viver o seguimento a Jesus com a liberdade de espírito, a generosidade e a intimidade com o Senhor.

Na mensagem para a Quaresma deste ano, o Papa Francisco exorta a todos “a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar”. A Igreja nos convida a não deixar que a iniquidade se multiplique, para que a caridade não esfrie (cf. Mt 24,12). Continuando a sua mensagem, o Papa lembra os caminhos já conhecidos neste tempo quaresmal: o “remédio doce” da oração, o jejum e a esmola. Sobre a esmola o Papa manifesta um desejo: “Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja”.

Mas, um pedido de Francisco é especial: “Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente conosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!”. Assim, o Papa apresenta como devemos viver a Quaresma.

Junto à Quaresma, de modo especial na Igreja no Brasil, vivemos a Campanha da Fraternidade. Este ano com o tema: “Fraternidade e a superação da violência”, e lema: “Vós sois todos irmãos”. A Campanha da Fraternidade desse ano lida com uma realidade complexa, geradora de morte. “A experiência de estar exposto a situações de violência é relatada por um grande número de brasileiros. Não se trata de uma percepção isolada e meramente subjetiva. Os episódios de violência intensificaram-se e tornaram-se comuns também em cidades pequenas e médias, deixando de ser um fenômeno típico das grandes metrópoles” (CNBB. Campanha da Fraternidade 2018. Texto-base. Introdução, n.4). A Campanha da Fraternidade lembra os diversos tipos de violência: violência racial, contra os jovens, contra mulheres e homens, violência doméstica, exploração sexual e tráfico humano, violência contra os trabalhadores rurais e contra os povos tradicionais. Ainda se pode constatar a ineficiência do aparato judicial, a relação entre violência e narcotráfico, polícia e violência, violência e direito à informação, religião e violência e violência no trânsito.

Mas, a Igreja clama e tem esperança. Ela reconhece: “No entanto, sempre encontramos muitos lugares onde existe a preservação da harmonia e da paz ou foi construída uma vida pacifica e fraterna” (CNBB. Campanha da Fraternidade 2018. Texto-base, idem).

A Igreja no Brasil, com a Campanha da Fraternidade 2018 deseja “construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência” (CNBB. Campanha da Fraternidade 2018. Texto-base. Objetivo Geral). Vivamos essa cultura da paz, procuremos lutar pela superação da violência. Que o Senhor nosso Deus, nos ajude.

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