Voz do Pastor › 06/09/2019

Rezemos pelo nosso Brasil

Queridos irmãos e irmãs!

Neste sábado, 7 de setembro, comemoramos o dia da Independência do Brasil. É uma comemoração especial pela liberdade de uma Nação, construída com lutas e seguindo seu caminho no respeito ao bem comum dos cidadãos e cidadãs. É também um momento propício para dobrarmos os joelhos e fazer a nossa súplica pelo nosso País, com suas Regiões, suas culturas, seus povos e, para que todos possam assumir a responsabilidade pela condução digna, honrosa, frutuosa e benéfica para os habitantes deste imenso rincão de Nosso Senhor.

Para além da discussão sobre o significado do “grito do Ipiranga”, sobre se realmente somos “independentes”, a nossa reflexão deve ser motivada pela ação de graças por causa de nossa história, das conquistas, das batalhas travadas em prol da justiça social, das muitas e valiosas contribuições para o conhecimento, a valorização e a configuração da alma brasileira, o reconhecimento das injustiças praticadas ao longo de uma história marcada pelo desejo de paz, de igualdade e de respeito pelas pessoas, homens e mulheres, imagem de Deus neste mundo, e pela coragem de uma reconciliação que aponta para um futuro de desenvolvimento social, de crescimento como Nação alegre, acolhedora e que respeita sempre a dignidade da vida.

Sim, neste dia importante para a nossa história, é mister fazer a nossa “Oração pela Pátria”, no intuito de agradecer ao bom Deus pela diversidade cultural que nos enriquece, pela estupenda natureza que nos encanta e exige um ato de amor e de respeito, pela imensa extensão de um País que é unido pela beleza imorredoura da “mais bela flor do Lácio”, a nossa língua portuguesa.

Bondoso Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, nós vos damos graças pela criação da Terra, pela generosidade de nossas matas, florestas, rios, lagos, e pela nossa Amazônia, espaço de beleza, de encanto e de vida;

Senhor Jesus Cristo, o povo brasileiro é marcado pelo sinal da Santa Cruz. Ele se abre ao conhecimento do mundo tendo o Sacrifício do Altar como momento inaugural. É verdade, Senhor, nem sempre fomos fiéis a esse Sacrifício, nem sempre a Eucaristia modelou nossas atitudes. Perdoai-nos, porque muitos dos nossos irmãos, habitantes originários desse nosso Brasil, os povos indígenas, foram ignorados em sua cultura e religião, foram perseguidos e dizimados;

Espírito Santo, Senhor que dá a vida, nós vos adoramos e glorificamos pela vida de tantos brasileiros, habitantes deste imenso rincão de nosso Senhor. Nós reconhecemos a vossa prodigiosa ação nas famílias, nas culturas, na história benfazeja de tantos cristãos, não somente dos católicos, mas de tantos que acreditaram e acreditam no “Sopro de Deus”, na comunhão de vida que anima as nossas comunidades, comunidades eclesiais de base, comunidades eclesiais missionárias. Perdoai-nos, Espírito de Cristo e Espírito de paz, pelas tantas vezes que não fomos solícitos e dóceis ao chamado e ao seguimento de Jesus. Pelas vezes que duvidamos da condição de pessoa de tantos irmãos nossos, tanto os antepassados como os atuais: os índios, os negros africanos, as crianças pobres, as mulheres discriminadas por uma sociedade machista e desigual;

Senhora Aparecida, Mãe e Rainha do povo brasileiro, cobri-nos com vosso manto materno. Que a vossa proteção nos estimule a nos dar as mãos e juntos, fazer de nosso País um lugar de paz, de alegria, de fraternidade e de amor. Amém.

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