Voz do Pastor › 27/03/2015

Semana Santa: o grande serviço de Deus à humanidade

Queridos irmãos e irmãs!
Neste domingo, dia 29 de março, inicia-se a Semana Santa. O Domingo de Ramos ou Domingo da Paixão, recorda a entrada de Jesus em Jerusalém, para começar a última semana de sua vida, os últimos momentos de sua história na terra, da vida terrena do Filho de Deus. De fato, com a Encarnação do Verbo eterno, Filho de Deus desde toda a eternidade, a Divindade se une à humanidade, e essa união é para sempre. Aquele que é desde sempre o Filho vive uma história humana de sua filiação divina e isso traz salvação para toda a raça humana e a revelação do sentido da humanidade: nós existimos para que seja possível a existência humana do Filho de Deus. Deus nos criou para expressar-se para fora de si. E mais, viveremos isso no Tríduo Pascal, ao expressar-se para nós, em Jesus de Nazaré, Deus definitivamente uniu a nossa natureza humana à sua. Viveremos para sempre, porque Deus se uniu ao homem e à mulher em Jesus Cristo.
Nos dias do Tríduo Pascal (Quinta-feira santa, Sexta-feira santa e Sábado santo), celebraremos a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, a Morte redentora de Cristo na cruz, o sepultamento e a Ressurreição, mistérios da vida de Cristo, que trouxeram vida nova para todos os homens e mulheres. A Igreja é chamada a reconhecer que sua origem e sua força não residem no que é passageiro e no poder, mas na singeleza da doação do Filho de Deus, Jesus Cristo, Filho de Maria. Na Eucaristia, Jesus se faz pão imolado, sangue derramado. A Igreja, portanto, existe por causa de uma entrega de dor, de sofrimento, de oblação. Não existe pela força, pelo prazer ou pela felicidade passageira. Existimos como comunidade de fé, por causa da força do amor, pelo poder da entrega. Quando celebramos a ceia do Senhor, na quinta-feira santa, perguntemo-nos: a minha participação na Igreja, a minha fé se fortalece pelo meu interesse de ter uma vida de bem-estar, de poder, de felicidade neste mundo, ou ela encontra em Cristo eucarístico a sua razão de ser? Ou seja, sou capaz de viver na Igreja com o mesmo sentimento de Cristo, de doação e de entrega? Eu também digo: “o meu corpo dado por vós”? Não recebamos Jesus na Hóstia santa, apenas para satisfazer nossa fome espiritual. Quando recebemos a Eucaristia nós nos tornamos Eucaristia. Isso vale para os presbíteros, cujo Sacerdócio nasce na última ceia, mas para todos os batizados. “Fazei isto em memória de mim”, são palavras para toda a Igreja. Nós vivemos da memória de Cristo. Por isso, como Jesus, a nossa vida deverá sempre ser Eucaristia, isto é, ação de graças, agradecimento, entrega alegre e gozosa, pois Ele deu a vida por nós, e por suas chagas fomos curados. Entreguemos a nossa vida pelos outros, busquemos curar, isto é, cuidemos dos outros, eles são os nossos irmãos. E, tenhamos confiança de que Aquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos, também nos ressuscitará para a glória eterna.
Que a Semana Santa traga para todos, momentos de fé, de contemplação, de reflexão e de oração na paz do Cristo, crucificado e ressuscitado.

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