Voz do Pastor › 28/08/2016

Setembro: Bíblia e Dízimo, força na caminhada

Queridos irmãos e irmãs!

Nos próximos dias iniciaremos o Mês de setembro, mês da Bíblia e do Dízimo. É o mês da realização do Encontrão do Dízimo, que neste ano se reveste de um significado todo especial. Com o Encontrão será aberto o “Projeto 20 Anos”, a comemoração, em 2017, dos 20 anos da Pastoral do Dízimo. São duas décadas de evangelização, plantando a semente da partilha. Como temos a agradecer nesses 20 anos, aos padres, aos religiosos e religiosas, aos leigos e leigas, agentes da pastoral do dízimo e, sobretudo, aos fiéis dizimistas de nossas paróquias e comunidades que, através de sua doação e partilha, contribuem para que toda a comunidade viva a sua fé, nas suas três dimensões: religiosa, missionária e social.

No Ano Santo Extraordinário, Jubileu da Misericórdia, o lema do Encontrão é: “Dízimo: compromisso de fidelidade ao Pai Misericordioso”.

Mas, setembro é o Mês da Bíblia. A Palavra de Deus nos acompanha no dia a dia da nossa caminhada. A proposta de reflexão para nossas comunidades no mês da Bíblia se baseia no livro de Miqueias: “Para que n´Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus” (cf. Mq 6,8). O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.

A reflexão geral desse mês, mas não só, nos lembra um elemento essencial e fundamental de nossa fé: Deus nos fala, o nosso Deus é um Deus que fala, que entra em diálogo. E mais ainda, como bem expressa a Constituição Dogmática sobre a Revelação divina, Dei Verbum: “Deus invisível na riqueza do seu amor fala aos homens como a amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele” (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática Dei Verbum, n. 2). Como devemos ter esse pensamento quando lemos a Bíblia ou quando, na celebração da Eucaristia, ouvimos a Liturgia da Palavra. De fato, nela encontramos unidos os dois elementos constitutivos da experiência de fé: lemos a Palavra (Primeira Leitura, Salmo, Segunda Leitura, Evangelho). É Deus que fala; mas a Liturgia da Palavra continua na resposta do ouvinte a Deus: Profissão de Fé, Preces comunitárias. Nesse dinamismo devemos ler a Palavra. Não se trata de uma simples leitura. É preciso deixar-se fecundar pela Palavra, isto é, Deus continua a nos falar para fazer de nossa vida uma comunhão com Ele. Ser fecundados pela Palavra significa que passamos da leitura à ação no Espírito vivificador presente em nossa vida, para a construção da fraternidade, da comunidade que dá testemunho da presença amorosa e misericordiosa de Deus.

Vivamos intensamente esse mês. Que a Palavra de Deus e a experiência do dízimo animem a nossa fé e o nosso testemunho em favor da comunidade.

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