Voz do Pastor › 09/11/2018

Tempo de avaliar e planejar

Queridos irmãos e irmãs!

No último dia 6, estivemos reunidos, padres, diáconos permanentes, religiosos e religiosas em Assembleia Pastoral. Na ocasião foram apresentadas as conclusões dos Assembleias que aconteceram nos três Vicariatos: Urbano, Norte e Sul. Na Missa de encerramento da Assembleia, a Liturgia da Palavra nos exortava a seguir o caminho de Jesus Cristo, ponto central de nossas ações pastorais. Minha reflexão aconteceu nestes termos: a Palavra de Deus nos convida a um caminho que nos tornará, de verdade, discípulos missionários de Jesus Cristo: São Paulo, na Primeira Leitura, nos exorta a que o nosso sentimento seja o mesmo de Jesus – “tornar-se servo, para que o projeto de Deus se realize”. É um projeto de obediência à Palavra, isto é, de escuta permanente e humilde daquele que é  “Deus invisível (cf. Col. 1,15; 1 Tim. 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cf. Ex 33, 11; Jo 15,1415) e convive com eles (cf. Br 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele” (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática sobre a Revelação divina, Dei Verbum, n. 2). O exemplo de Jesus nos ajude sempre a nunca nos arvorar nas teias da arrogância e da prepotência. Somos discípulos e discípulas do Servo Sofredor, o Filho de Deus que se tornou homem “por nós homens e para nossa salvação” (Simbolo Niceno-constantinopolitano).

O convite da Liturgia da Palavra é um chamado à conversão: “Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações” (Sl 21). Um chamado que deve iluminar todas as nossas ações pastorais, nosso desejo de uma formação integral, nossa busca por uma setorização que dê espaço e vez a todos e todas, uma conscientização mais plena da doutrina social da Igreja, uma comunicação para a verdade e a paz, um olhar generoso e cuidadoso pela família e as juventudes, como também uma descentralização que respeite a colaboração e a participação de todos os batizados, sejam eles ministros ordenados, sejam os leigos e leigas, e tudo isso, tendo também diante de nós o testemunho valoroso dos nossos santos Mártires. “Voltar para o Senhor”: é a nossa única força, o sentido de tudo, pois nossos projetos pastorais serão palha seca se isso não acontece.

Exorto a todos, leigos e leigas, ministros ordenados, presbíteros e diáconos permanentes, religiosos e religiosas, a que reavivem o dom recebido. Não recebemos de ninguém, nem de um sistema qualquer. Recebemos a missão daquele que nos ama e deu a vida por nós, aquele que é o Sacerdote verdadeiro: “De fato, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo [Jesus Cristo] foi provado em tudo à nossa semelhança, sem todavia pecar” (Hb 4,15).

Saímos dessa Assembleia Pastoral com o coração renovado. Animados pela Palavra de um Deus que nos trata como amigos, vamos em frente. Ao convite do Senhor não coloquemos desculpas, não rejeitemos o chamado. Não tenhamos medo, não apresentemos condições restritivas ou egoístas. Ele nos chama para um banquete, isto é, chama para a verdadeira alegria: a de juntos, próximos, caminhando de mãos dadas, anunciar o Reino de Deus. “A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (CELAM. Documento de Aparecida, n. 29).

Que Nossa Senhora da Apresentação, modelo de santidade e mãe dos leigos e leigas, mãe e protetora dos presbíteros e diáconos, exemplo de consagração para os religiosos e religiosas, acompanhe a nossa caminhada e nos aponte sempre o caminho que devemos percorrer: “fazer tudo o que Ele disser”. Amém.09

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