Por uma cultura da visitação

Pe, Matias Soares, do clero da Arquidiocese de Natal

Uma das mais belas experiências da vida pastoral dos presbíteros é a visita aos doentes e enfermos. Graças a Deus, essa sempre foi uma prática comum da minha vida sacerdotal.

Penso que deveríamos fomentar mais essa atitude dentro das comunidades paroquiais! Temos que promover uma “cultura da visitação”! Uma comunidade evangelizada não é indiferente ao sofrimento do próximo. Essa é uma postura teológica por excelência. Deus sempre visitou o seu povo, por seus mediadores e, especialmente, através do seu Filho, Jesus Cristo.

Numa sociedade em que há o fenômeno da indiferença e do narcisismo exarcebado, as pessoas estão esquecendo de contemplar o rosto uma das outras, principalmente o das mais fragilizadas. Talvez seja uma das mais inquietantes lições da vida é a atenção dada a quem sofre! Visitemos um hospital, um presídio, um morador de rua, um abrigo, um idoso abandonado pelos próprios familiares, uma cracolândia, um prostíbulo, um lugar que acolhe crianças abandonadas etc. São os lugares dos mais pobres dos pobres.

A visita é para portar esperança. Em mundos assim a única coisa a ser levada por um cristão, ou outras pessoas de boa vontade, é o amor, o perdão e a misericórdia. O mundo necessita de compaixão!

Comecemos em nossas casas, comunidades, igrejas, bairros, ambientes de trabalho. É algo personalizado. É o Eu e um Tu. Os que viveram e pensaram bem estão certos: Só o amor pode salvar o mundo! Permitam-me acrescentar: E a cada um de nós. Assim o seja!

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