Destaques › 03/05/2016

A crise não impediu o SEAPAC de conseguir resultados significativos

Assembleia do SEAPAC, realizada dia 28 de abril (Fotos: José Bezerra)

Assembleia do SEAPAC, realizada dia 28 de abril (Fotos: José Bezerra)

A Assembleia Geral do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC), realizada no último dia 28 de abril, no Centro de Treinamento de Ponta Negra,  teve uma pauta densa, com apresentação do relatório de atividades, do balanço contábil, do Plano Operacional Anual 2016 e da Previsão Orçamentária para este ano. Com os pareceres favoráveis da auditoria independente e do Conselho Fiscal, as contas de 2015 foram aprovadas por unanimidade, assim como o Plano Operacional e a Previsão Orçamentária. A Assembleia também referendou a aprovação da reforma estatutária, nas adequações para se ajustar à legislação atual, e do Regimento Interno e do Regulamento de Compras e Contratações, feita em reunião do Conselho Diretor do Seapac, antes da Assembleia.

O Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, presidente do Conselho Diretor, dirigiu a pauta da assembleia. Estavam presentes os bispos de Mossoró, Dom Mariano Manzana; de Caicó, Dom Antônio Carlos; de Guarabira, Dom Francisco de Assis Lucena, e os eméritos de Natal, Dom Heitor de Araújo Sales e Dom Matias Patrício de Macedo, além do Pe. Ivanoff Pereira, da Diocese de Caicó, o Coordenador Estadual do Seapac, Diác. Francisco Teixeira, e mais de 20 pessoas, entre associados, funcionários do Seapac e convidados.

Relatório

Apesar dos tempos difíceis de 2015, a crise não impediu o Seapac de realizar atividades nas três linhas de ações do Projeto Trienal concluído no ano passado: Convivência com o Semiárido, Fortalecimento de organizações e fóruns da Sociedade Civil e Intervenção Direta do Seapac em Políticas Públicas e defesa de Direitos. As ações, nestas três linhas, foram realizadas em 10 territórios do Rio Grande do Norte, envolvendo 103 municípios, alcançando resultados significativos.

Na linha de convivência com o Semiárido, ao todo, 352 famílias conquistaram cisternas de 16 mil litros para captar e estocar água de beber e cozinhar, em 42 comunidades dos municípios de Jucurutu e Santana do Seridó. Outras 121 famílias dos municípios de Lajes e Currais Novos conquistaram tecnologias sociais de captação e estocagem de água para produção (uma barragem subterrânea, 53 cisternas de enxurrada e 67 cisternas calçadão – com capacidade para até 54 mil litros de água).

Em 10 municípios das regiões Trairi e Seridó, 83 escolas rurais conquistaram cisternas com capacidade para estocagem de 54 mil litros de água. Além disso, os professores e gestores dessas escolas também participaram de 27 oficinas de Educação Contextualizada e 454 pessoas ligadas às escolas participaram do curso de Gerenciamento de Recursos Hídricos (GRH).

Seapac2As ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), o Seapac prestou assessoria na elaboração de 5 projetos hidroambientais e 25 de sistemas de abastecimento e tratamento de água, em 18 municípios, beneficiando 1.036 famílias. Também assessorou na elaboração de 8 projetos de empreendimentos coletivos e 4 de empreendimentos solidários, em 9 municípios, beneficiando 172 famílias. O resultado foi o envolvimento de 1.208 famílias beneficiadas com projetos que, depois de aprovados e os recursos liberados, representarão R$ 7.898.666,13.

Na linha do Fortalecimento de organizações e Fóruns da Sociedade Civil, o Seapac assessorou a formação para os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Social Sustentável (CMDRSS), em três territórios potiguares, em 42 municípios, envolvendo 551 pessoas. Também fez capacitações para 168 organizações sociais e produtivas de 8 territórios, nas temáticas de gestão social, ambiental e empreendimentos, em 61 municípios, com um total de 120 oficinas, envolvendo 868 pessoas.

Na linha da Intervenção direta do Seapac em Políticas Públicas e Direito – o Seapac esteve presente, em níveis municipal, estadual e nacional, em várias instâncias, como a Comissão Nacional de Combate à Desertificação; Conselho de Políticas Públicas; Comitês de Bacias Hidrográficas; Comissão de Defesa de Direitos; Ponto Focal da Sociedade Civil do Rio Grande do Norte para as Convenções da ONU para o Combate à Desertificação; nos conselhos municipais e estaduais de saúde e assistência social, além de fazer parte das redes Asa Brasil e Asa Potiguar. Na defesa dos direitos, tem sido presença constante na luta das famílias atingidas pela barragem Oiticica.

(Texto: José Bezerra)

 

 

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