Artigos, Notícias › 13/11/2020

A nova desordem sistêmica

Por Pe. Matias Soares
Pároco da paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório/Natal-RN

Novos questionamentos estão a surgir com o Coronavírus. A teologia entra em necessária comunicação com a ciência. Precisa fazê-lo. É a interdisciplinaridade que deve acontecer. Este é um processo que, historicamente, na maioria das vezes fez parte do estilo de evangelização da Igreja Católica: a relação imprescindível entre fé e razão. Assumo,metodologicamente, características que envolvem a própria fundamentação da fé da Igreja: Na passagem do período medieval para a modernidade, a crise da Igreja; da modernidade para a época contemporânea a crise da cristologia e desta fase para a pós-modernidade a crise de Deus.

Vivemos um momento de inseguranças e incertezas globais, na economia, na saúde e, consequentemente, das demais estruturas. Novos olhares e perspectivas precisam ser deliberadas. Um esforço intelectual e espiritual deve feito. Isso mesmo! A espiritualidade tende a encontrar um lugar nas antropologias, logo após esta crise causada pelo vírus.

Com isto, cabe o necessário questionamento: Qual o lugar que a fé cristã terá neste momento típico da história? Que metodologia pastoral a Igreja assumirá, junto com as sequelas deixadas pelo vírus? Há uma preocupação acerca do que nos aguarda, num futuro, que alguns já começaram a qualificá-lo como pós-cristão? Uma nova ordem sistêmica, termo cunhado pelo sociólogo Luhmann, sem dúvida, baterá às nossas portas.

Por fim, há uma expectativa nova. A Igreja será testada. Nós, Cristãos, mais uma vez, podemos ter a nossa fé como luz para interpretar os novos sinais dos tempos. Há uma escatologia nova. E nela, como na Igreja Primitiva, o testemunho fará a diferença. Assim o seja!

 

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