Artigos, Notícias › 19/07/2021

A Paróquia: um Santuário

Por Pe. Matias Soares
Pároco da paróquia de Santo Afonso M. de Ligório/Natal-RN

Nos últimos tempos, tenho preocupado-me com questões pastorais, principalmente por causa das instigações que foram-me postas, logo após a realização da V Conferência de Aparecida, através de um Grupo de Estudo que organizei para que, com irmãos de Presbitério, juntos estudássemos o formidável documento oriundo daquela profética Conferência.

Dentre tantas constatações, foi lembrada a urgência da Conversão Pastoral da Paróquia. Essa tentativa já tem suas bases teológicas no Concílio Vaticano II. Se fizermos uma breve pesquisa nas Mídias Sociais, encontraremos muitos artigos científicos sobre a temática. A V Conferência sintetiza, com o pressuposto teológico e antropológico do “Encontro Pessoal com Jesus”, essa reivindicação continuada pelas Conferências precedentes, a saber: Medellin, Puebla e Santo Domingo.

Mas a universalização desta questão está no que o Papa Francisco afirma na Alegria do Evangelho de que “a paróquia não é uma estrutura caduca e tem sua elasticidade” (EG, 28). Além da dimensão e da conversão missionária, o Pontífice nos coloca diante do desafio de promover nas paróquias centros de ‘Espiritualidade Cristã’. As paróquias perderam muito das suas características, como centros de irradiação e lugar de fomento da santificação do Povo de Deus. Essa dinâmica não é obsoleta. É importante ter clareza de que as inovações não eliminam os elementos constitutivos da vida arqueologia paroquial.

Por isso, cabe a urgência da promoção e renovação das paróquias como “lugares de fortalecimento da santificação dos fiéis, que delas fazem parte”. Temos que dinamizar a renovação missionária, para irmos ao encontro dos que estão fora; mas não podemos olvidar os que ‘ainda’ estão dentro. A assistência sacramental diária, adoração ao Santíssimo Sacramento, práticas penitenciais, formação permanente e presença constante na vida das pessoas, precisam ser estilos assumidos por todos aqueles que fazem parte e estão no cotidiano da paróquia. A Igreja já preceitua isso, no seu Direito Universal, mas é sempre bom lembrar que é inconcebível que os Presbíteros não vivam constantemente no dia a dia da paróquia.

Enfim, meditemos, rezemos, estudemos e avancemos nestas proposições que têm a ver com a nossa identidade cristã e eclesial. Conversemos e dialoguemos para adentrarmos nas ‘Novas Normalidades’ desta ordem sistêmica pandêmica e pós-pandêmica. Façamos das novas comunidades paroquiais células de uma Igreja cada vez mais missionária e santuário onde as pessoas alimentam o seu desejo de santificação. Assim o seja!

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