Destaques, Notícias gerais › 28/05/2015

Em conferência economista Tânia Bacelar destaca mudanças do Nordeste

Tânia Bacelar, durante conferência nesta quinta-feira. FOTO: Cacilda Medeiros

Tânia Bacelar, durante conferência nesta quinta-feira. FOTO: Cacilda Medeiros

Dinamismo do agronegócio, fortalecimento da indústria e avanços na produção agropecuária de base familiar. Essas foram as mudanças destacadas pela economista Tânia Bacelar, relativas ao nordeste, nos últimos 60 anos, durante conferência ministrada no Seminário Regional “Nordeste, 60 anos: mudanças e permanências”, que teve início ontem em Natal. A programação desta quinta-feira (28), segundo dia de evento, vai contar com discussões no campo do desenvolvimento social da região.

Durante a conferência, Tânia destacou que o Brasil mudou consideravelmente nos últimos 60 anos. “O nordeste engatou nesta mudança e avançou bastante. A gente pode destacar uma dinamização da economia, com um desempenho acima da média nacional”, comenta.

Outro ponto destacado pela economista foi a questão do desenvolvimento do nordeste no campo da energia limpa. “O nordeste se tornou uma região produtora da energia limpa, como eólica e solar”, diz.

Com relação às mudanças demográficas, a professora destacou que de 60 anos para cá, houve uma queda considerável na natalidade. Ela destacou que, hoje, as famílias têm menos filhos. “Em contrapartida, tivemos uma esperança de vida maior. Há 60 anos, as pessoas morriam com 40 anos. Hoje, a expectativa de vida é de 70 anos”, apontou. Ainda relativo às mudanças demográficas, Bacelar pontuou que houve uma crescente urbanização. As pessoas saíram do campo e passaram a ocupar mais os centros urbanos.

Acerca das mudanças sociais, Tânia apresentou que houve uma melhoria dos níveis de renda da população nos últimos anos, além de mudanças no mercado de trabalho, com redução da informalidade. Ela observou que, apesar desses avanços, a violência cresceu, principalmente nos centros urbanos. “Outro dado que merece destaque é que 24,7% da população jovem, de 15 a 29 anos de idade, nem trabalham e nem estudam. Isso merece um estudo e uma atenção maior por parte da sociedade”, analisa.

Por fim, em relação às permanências, a economista mostrou que, mesmo com os avanços, a economia nordestina ainda é pequena, representando 13% de toda a economia do país, além da baixa renda. A maioria das pessoas ainda vivem com apenas 1 salário mínimo. Outro ponto alarmante, destacado por Tânia, foi a permanência do analfabetismo. “O nordeste ainda perde por conta da infraestrutura, que ainda é precária. É preciso investir mais no desenvolvimento social”, alerta.

A programação do Seminário Regional segue até esta sexta-feira (29). As atividades estão sendo realizadas na Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio Sales, no Centro Administrativo, no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

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