Igrejas sem missa?

Por Pe. João Gabriel Ribeiro, do clero da Arquidiocese de Natal, estudando em Roma

A gravidade da situação que nos envolveu nos últimos dias, levou os nossos Bispos a tomarem uma dolorosa decisão, que não pode ser definida de outra forma, senão como uma atitude de sensível caridade pastoral. Até que se disponha o contrário, não será possível a participação dos fiéis na celebração da Santa Missa, o que não significa que as missas foram canceladas!

Como pastores, os Bispos e sacerdotes exercerão, de um modo especial, o serviço de intercessão, semelhante ao episódio de Moisés, que intercede a Deus, de mãos erguidas, durante a batalha contra os amalecitas (Ex 17, 10-13).

A Igreja vive da Eucaristia (S. João Paulo II). Mesmo sendo celebrada pelo sacerdote sozinho, a missa nunca será uma ação privada, mas uma realidade que abrange a totalidade da Igreja (SC 26). Portanto, não se trata de um tempo sem Missa!

Será uma oportunidade singular para viver no lar, com a família, a Eucaristia que tantas vezes celebramos na igreja! A oração do terço, a leitura e meditação cotidiana do Evangelho, a comunhão espiritual, a oração da via-sacra, devem ser alguns dos diversos modos de piedade cristã que ajudarão unir nosso atual sacrifício, ao sacrifício de Cristo na cruz. Conscientes de nossa responsabilidade uns pelos outros, não nos esqueçamos dos pilares da espiritualidade quaresmal: oração, caridade e penitência.

Assim como junto da cruz de Jesus, estava presente sua Mãe, a qual Ele nos entregou como testamento espiritual, confiemos a Nossa Senhora sobretudo os enfermos e profissionais de saúde.

Na certeza da Páscoa da Ressurreição, cuja celebração se aproxima, vivamos estes dias na esperança, porque “a esperança não decepciona” (Rm 5, 5).

 

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

X