Paróquia de São Camilo de Léllis – Lagoa Nova – Natal

Paróquia de São Camilo de Léllis – Lagoa Nova – Natal

Rua Pureza, s/n, Lagoa Nova, NATAL/RN - 59063-170
Pároco: Pe. Valtair Lira Lucas
Telefone: (84) 3615-2859
E-mail: saocamilo.natal@gmail.com

Diáconos Permanentes: Eduardo Wanderley e Iremar Costa

Bairro que abrange: Lagoa Nova I

Redes Sociais:
Instagram e Facebook: @saocamilorn
Youtube: youtube.com/TVSaoCamilo

HORÁRIOS DE MISSAS
Igreja Matriz:
Sábado – 17h
Domingo – 7h / 11h / 19h
Terça a sexta – 18h
Obs: Todo 1ª sábado do mês às 07h, Missa de Devoção dos 5 Primeiros Sábados em desagravo às ofensas contra o Coração Imaculado de Maria.

Funcionamento da secretaria paroquial:
De terça a sexta, das 14h30 às 17h30.


Data de Criação: 07/07/2001

BREVE HISTÓRIA DA PARÓQUIA DE SÃO CAMILO DE LÉLLIS

Por César Leite Júnior, da equipe paroquial da Pastoral da Comunicação

A Comunidade da Lagoa Nova I, logo que o conjunto foi inaugurado, no final da década de 1970, sentiu a necessidade de expressar a sua fé religiosa, então já existente, através de um espaço físico onde pudessem acontecer missas, orações, cânticos e atos litúrgicos diversos em homenagem ao mestre da nossa evangelização, NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

Existia então, naquela época, já fundada e funcionando precariamente, a Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, cujo pároco, Padre ANTONIO VILELA DANTAS, oriundo da comunidade de SÃO CAMILO DE LÉLLIS, em SÃO PAULO, trouxe para NATAL a devoção e uma grande e pesada imagem camiliana, que foi introduzida e entronizada na igreja de NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA.

Todo último domingo de cada mês, o padre VILELA fazia a oração e a novena a SÃO CAMILO DE LÉLLIS em Candelária.

Enquanto isso, a nascente fé do Conjunto Lagoa Nova I continuou crescendo, com missas sendo celebradas em residências de comunitários e, por último, no CENTRO COMUNITÁRIO DO BAIRRO, no local onde hoje é um posto policial.

Um grupo de senhoras se mobilizou no bairro para a construção de um templo católico.

Inicialmente, a dificuldade foi conseguir o terreno, cedido, consoante comentários, pela Secretaria Estadual da Educação.

O mesmo grupo de senhoras, tendo à frente a dona MARIA DIAS DA CUNHA, caiu em campo e foi ao comércio de NATAL, em busca de doações de material de construção e estruturas físicas para se erguer o templo. Faziam parte deste grupo, também, as senhoras CONCEIÇÃO BERNARDO DOS SANTOS, FRANCISCA LOPES DE AZEVEDO, ILNAH DE CARVALHO COSTA VIEIRA, OLÍVIA DA COSTA DANTAS, e tantas outras comprometidas e trabalhando por esta boa causa.

Também, para o digno desiderato, foram feitas rifas, bazares, sorteios, brindes.

E começou, com muita dificuldade, a ser erguida a edificação.

Antes, porém, o então Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Nivaldo Monte, veio lançar, em 14 de julho de 1982, DIA DE SÃO CAMILO DE LÉLLIS, a pedra fundamental da estrutura.

Pela proximidade com a Igreja de São João, no bairro Lagoa Seca, o então pároco daquela igreja, padre PIO HENSGENS, como era conhecido, de nacionalidade holandesa, veio aqui celebrar as primeiras missas nas casas e no Centro Comunitário.

Com a incansável luta das senhoras, foi feito e alicerce e erguidas as paredes da igreja.

Tudo era precário. Não havia bancos, e as pessoas, apenas algumas, sentavam numas velhas carteiras escolares cedidas por alguns colégios públicos ou tomavam assento em cima de tijolos brutos. Não havia piso, era apenas areia. O cálice para as celebrações foi emprestado por outra igreja. Não havia galhetas, serviço de som (emprestado pelo CENTRO COMUNITÁRIO), pia batismal, sacristia e tantos outros imprescindíveis equipamentos e itens.

Finalmente a Arquidiocese resolveu que a nascente casa de orações ficasse vinculada a Candelária, como uma capela.

O Padre VILELA, pároco de Candelária, em consequência do ato episcopal, resolveu então entronizar a imagem de SÃO CAMILO DE LÉLLIS na nascente capela, tendo em vista que a igreja, da qual ele era pároco, NOSSA SENHORA DE CANDELÁRIA, já tinha uma padroeira. A referida imagem de SÃO CAMILO, então pesadíssima, foi trazida de Candelária, à noite, numa carreata, com buzinas, sob muitos aplausos, em uma camioneta cedida por um fiel da então nascente igreja da Lagoa Nova I. Foram necessárias muitas mãos humanas, para, a duras penas, transportarem a imagem da camionete, parada em frente à igreja da Lagoa Nova I, até o altar principal. O peso, desconhecido, poderia ser raciocinado em termos de proximidade com uma tonelada.

O Padre VILELA, então, passou a formar os primeiros grupos, colegiados, pastorais, movimentos, serviços, para dirigir a nascente igreja, que somente tinha uma missa, às quatro horas da tarde dos domingos. E também às sete horas da noite, com confissão comunitária, apenas nas primeiras sextas-feiras dos meses. Outras atividades, por ventura existentes no templo, eram feitas por leigos.

Foram criados os CONSELHOS ADMINISTRATIVO e DE PASTORAL para continuar a estruturação da igreja.

O primeiro presidente do CONSELHO ADMINISTRATIVO foi CÉSAR LEITE JÚNIOR, a quem foi confiado, juntamente com o grupo de senhoras, àquela altura já acrescido de mãos masculinas, campanhas para a continuidade da construção e estruturação do espaço. Diversas reuniões, campanhas, compras, trabalhos, acabamentos, consertos, cuidados especiais do espaço, aquisição de bancos, galhetas, microfones, caixas de som, pia batismal, implantação do piso, construção da sacristia.

Muitas campanhas de arrecadações o CONSELHO ADMINISTRATIVO  entre os fiéis.

Os bancos, que vieram da Paraíba, tiverem que receber um reforço especial, pois a parte onde os fiéis punham os joelhos tinha a tendência de ceder, pela força da gravidade, em direção ao solo.

O reforço foi posto pelo senhor MANOEL BERNARDO.

Tudo foi feito, da maneira como foi possível, com doações de fiéis, algumas de grande vulto, e de alguns comerciantes. Não existia apoio dos poderes públicos para os serviços de engenharia.

Finalmente, embora de forma precária, a igreja física ficou pronta, e os eventos começaram paulatinamente a ocorrer, como batizados, casamentos, crismas.

Foi formada a primeira turma de Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, que naquela época não usavam batas. A igreja era pobre. A primeira turma de Ministros foi composta por CÉSAR LEITE JÚNIOR, JOÃO NERI DO NASCIMENTO, LUIZ ANTONIO DE ARAÚJO, MARIETE DE CASTRO NASCIMENTO, PEDRO DE SOUZA MORENO, MARIA DIAS DA COSTA, RICARDO XAVIER DE GOIS, JOSUÉ VICTOR DE MEDEIROS, MARIZETE DE CASTRO VICTOR, CONCEIÇÃO BERNARDO DOS SANTOS.

Esta situação precária da igreja, mas com constantes melhoras, perdurou da década de 1980 até o final do ano de 1999 e início do ano 2000, quando o padre VILELA veio à noite, à Capela de São Camilo, para celebrar uma missa de primeira sexta-feira do mês, e lançou a pergunta se a comunidade gostaria de se tornar paróquia. Diante da resposta positiva, ele falou: “Esta é a última missa que celebro aqui. A próxima, vai ser pelo futuro pároco desta freguesia”.

O Padre VILELA, foi homenageado pela comunidade, batizando o Salão Paroquial da PARÓQUIA DE SÃO CAMILO DE LÉLLIS com o seu nome.

A seguir, veio da Paróquia de São José de Campestre, ainda em 2000, o então padre NORMANDO PIGNATARO DELGADO, que viu ser promovida a então capela a ÁREA PASTORAL, o último passo para que ela chegasse a PARÓQUIA.

Foi o padre NORMANDO que conseguiu na Itália, através do secretário da então Área Pastoral, ANTONIO FERREIRA DA SILVA, as atuais relíquias camilianas que são expostas hoje na Paróquia.

Foi também o padre NORMANDO, através do então vereador Hermano da Costa Moraes, que conseguiu que o atual estacionamento fosse agregado à igreja, tendo em vista que, pelos mapas da Prefeitura de Natal, a área se constituía numa rua.

Foi nessa época, de ÁREA PASTORAL, no ano 2000, que foi fundada a PASCOM, Pastoral Paroquial da Comunicação, sob os cuidados do paroquiano CÉSAR LEITE JÚNIOR, que fundou a quatro mãos, juntamente com o Padre NORMANDO, o jornal O CAMILIANO, que circulou por vários e vários finais de semana. Também, por recomendação do Padre NORMANDO, que também era Chanceler da Arquidiocese de Natal, a Paróquia, ainda através de CÉSAR, passou a tomar parte no programa RITMO PASTORAL, da Rádio Rural de Natal, noticioso novo que havia sido criado, aproximadamente em 1997, mostrando as atividades então vividas por algumas paróquias. Também havia, nas hostes da PASCOM Paroquial, as notícias de mural e esporádicas exposições de fotografias das festas no interior da igreja.

Finalmente, em 14 de julho de 2001, DIA DE SÃO CAMILO, por ato do Arcebispo de Natal, Dom HEITOR DE ARAÚJO SALES, foi finalmente criada a PARÓQUIA DE SÃO CAMILO DE LÉLLIS.

Com o falecimento do então pároco, padre NORMANDO PIGNATARO DELGADO, por volta de 2012, ficou respondendo pela paróquia o padre ANDRÉ MARTINS MELO, hoje pároco da Paróquia de Santana, no Conjunto Soledade II, em Natal.

Criou-se então uma enorme expectativa, na Lagoa Nova I, sobre quem seria nomeado para assumir a orientação espiritual da comunidade, e a escolha recaiu no padre VALTAIR LIRA LUCAS, que aqui já tinha comparecido outras vezes, em eventos festivos.

Este reformou fisicamente a igreja, dinamizou ainda mais os serviços prestados pela Matriz paroquial, ampliou o número de pastorais, movimentos e serviços, renovou quadros de pessoal, e implantou iniciativas de caráter assistencial, como é o caso da PASTORAL DA SAÚDE, PASTORAL DA CARIDADE e FRATERNIDADE SÃO CAMILO DE LÉLLIS.

Assim continua a paróquia até hoje, ano de 2021, caminhando com passos seguros e firmes, sob a direção e sábia orientação do padre VALTAIR LIRA LUCAS.

Natal (RN), 12 de julho 2021

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