Voz do Pastor › 13/03/2020

7 anos de Pontificado de Papa Francisco

Prezados leitoras e leitores!

Nesta sexta-feira, 13 de março, o Papa Francisco completará 7 anos de sua eleição como sucessor de São Pedro. O cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, Argentina, foi escolhido como o 266º Papa da Igreja Católica. Foi uma grande surpresa para toda a Igreja, pois era a primeira vez que um bispo latino-americano era eleito Papa. E não só isso, era também a primeira vez que um Papa escolhia o nome de Francisco, nome que evoca uma das mais admiráveis e amadas figuras do Cristianismo, testemunho eloquente de seguimento e imitação de Jesus de Nazaré. Daquele 13 de março de 2013 até hoje a Igreja e o mundo se encantam com a figura de Papa Francisco, assistem a sua liberdade interior e sobretudo, a sua alegria, a sua ternura e abertura de coração ao acolhimento e ao respeito pelo ser humano.

A novidade de Papa Francisco se reveste de uma alegria maior pelo fato de que, embora não tenha sido padre conciliar, traz em seu ministério a força renovadora do Concílio, presente e atuante na Igreja latino-americana. Ela é uma Igreja que tão prontamente não só quis aplicar o espírito do Concilio, mas viveu até mesmo antes esse mesmo espirito. Refiro-me a eventos, ações de renovação, de vivência pastoral, de valorização dos ministérios leigos, de busca do essencial da fé, que consiste na união indissolúvel e indispensável entre fé e vida, fé e caridade, fé e promoção e respeito pela dignidade humana, que configuraram a experiência da Igreja no solo da América Latina. Tais elementos foram assumidos pelo Concílio Vaticano II. E Papa Francisco como filho desta Igreja latino-americana, busca alargar para toda a Igreja a fecundidade, a beleza e a alegria que estão presentes nas Igrejas Particulares deste continente.

Um aspecto relevante e muito promissor para a missão da Igreja é a pregação-vivência de Papa Francisco sobre a misericórdia de Deus. Até mesmo no seu lema episcopal já se encontra esta alusão ao fundamental e primordial atributo divino: a misericórdia. Seu lema episcopal, retirado das homilias de São Beda Venerável, sobre o Evangelho de São Mateus afirma: Miserando atque eligendo, isto é, e “olhando com misericórdia e elegendo-o”, referindo-se ao encontro do Mestre com o cobrador de impostos Levi-Mateus. Em várias ocasiões Papa Francisco exortou-nos a nunca desistir de apelar para a misericórdia de Deus, que é infinita. E mais, apresenta-a como a realidade da vida da Igreja, de tal forma que sem misericórdia não pode haver ação eclesial. Que benção para nós! Somos todos pecadores e necessitados do perdão de Deus e esse perdão é o que renova nossas forças para que nunca desistamos de anunciar a doce e reconfortante alegria do Evangelho de Cristo, libertação para a verdadeira liberdade.

Após sete anos de ministério petrino de Papa Francisco, quanto ensinamento e quantos questionamentos para a vivência de nossa fé: nós, hierarquia e fiéis leigos, estamos conscientes de que precisamos mudar nossa mentalidade, muitas vezes triunfalista e distante do povo? O exemplo de Papa Francisco é apenas para ser admirado ou é imperativo sem o qual não podemos seguir adiante na nossa caminhada eclesial? Estamos conscientes de que “esse grande dom” para a Igreja hoje, nos exorta à necessidade de ver o essencial de nossa fé? As grandes preocupações pastorais do Papa Francisco (como por exemplo; a família, a juventude, os idosos, os imigrantes, os pobres, as mulheres, o tráfico de pessoas, e sobretudo, a compaixão por todos os que sofrem) são vistas por nós como apelos vindos do Espírito para a vivência de nossa fé e missão? Defendemos o Papa Francisco ou nos deixamos guiar pelas vozes tenebrosas do maligno?

Que Deus abençoe sempre o nosso pastor Papa Francisco. Que ele seja renovado pela juventude e frescor da fé em Jesus Cristo, que nunca se cansa de perdoar e de amar o ser humano. Vida longa para o Papa Francisco! Amém.

 

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