Voz do Pastor › 07/03/2016

A 55ª Assembleia Pastoral Arquidiocesana (II)

Queridos irmãos e irmãs!

A realização da 55ª Assembleia Pastoral Arquidiocesana, na qual concluímos o processo de construção do Marco Referencial da Ação Pastoral da Igreja de Natal, que norteará as atividades pastorais de 2016 a 2019. Além dos referenciais teológico-pastorais apresentados na Assembleia, também fruto do processo preparatório, foi apresentada a “Missão” e a “Visão de futuro”.
A Missão está assim expressa: “Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, na escola de Maria, com o testemunho dos nossos mártires, enquanto Igreja Discípula Missionária, servidora, acolhedora, profética e misericordiosa, alimentada pela Eucaristia e orientada pela Palavra de Deus, promovendo a formação missionária integral e a Catequese permanente de inspiração catecumenal, a setorização, o compromisso ecológico, o fortalecimento da ação pastoral junto às Famílias e Juventudes, a partir de uma disposição dialógica, na comunhão e participação, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao reino definitivo”. O ponto de partida é Jesus Cristo. De fato, à luz do Documento de Aparecida, nossa ação pastoral será sempre benfazeja e fiel ao Evangelho se partir do Mestre de Nazaré. É no encontro pessoal com Cristo que os discípulos missionários podem viver a espiritualidade pastoral e experimentar a alegria do seguimento e da sequela cristã. Mas, esse ponto de partida tem sua força no Espírito Santo. Já foi dito que a Igreja vive da força do Espírito (Jürgen Moltmann), é o Espírito da vida, que envolveu e agraciou a Virgem de Nazaré e encorajou os mártires André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus companheiros. O ponto de chegada é a promoção da vida plena, que se constrói aqui e que se fará definitiva no reino eterno. A grande exigência da Igreja é: ser uma Igreja discípula missionaria, servidora, acolhedora, profética e misericordiosa. Com que meios? Com a formação missionária integral, a catequese de inspiração catecumenal, a setorização, o compromisso ecológico, a ação pastoral junto às famílias e juventudes. Quais as implicações dessa missão? Uma disposição dialógica, a comunhão e a participação, englobando todas as categorias, sem exceção, o que será possível graças à conversão pastoral, um imperativo do discipulado missionário, apresentado por Aparecida e tornado universal pelo Papa Francisco. Tal conversão pastoral tem como rosto a evangélica opção preferencial pelos pobres.
Desejo que essa “Missão”, assumida por todos os agentes de pastoral – arcebispo, presbíteros, diáconos, religiosas e religiosos, leigos e leigas engajados e consagrados, seja a grande força renovadora de nossa ação pastoral nestes quatro anos do Marco Referencial da Ação Pastoral da Arquidiocese de Natal.

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