Voz do Pastor › 27/05/2016

A alegria do amor – A Exortação Apostólica de Papa Francisco (I)

Queridos irmãos e irmãs!

Como fruto dos dois Sínodos dos Bispos, celebrados em 2014 e 2015, com os temas:“Os desafios pastorais da família” e “A vocação e missão da família no mundo contemporâneo”, respectivamente, e com anotações próprias de sua experiência de pastor, o papa Francisco deu um presente para nós com a publicação da Exortação Apostólica Pós-sinodal Amoris laetitia (A alegria do amor). Publicada com data de 19 de março, essa Exortação Apostólica quer ser um texto de referência para toda a Igreja, para os bispos, presbíteros, diáconos, leigos e leigas, para a Pastoral Familiar, movimentos, associações e serviços que trabalham em prol da família.

Na Introdução, o papa Francisco apresenta um resumo do caminho sinodal, onde reconhece que foi preciso analisar a situação das famílias, alargar a perspectiva, reavivar a consciência da importância do matrimônio e da família, continuar a aprofundar algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais. Ele convida a superar os debates que aconteceram nos Sínodos e que os meios de comunicação expuseram, para que não caiamos no perigo daqueles queapresentam um “desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação ou pretender resolver tudo através da aplicação de normas ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas” (n. 2). É preciso se ater a um princípio, já exposto pelo papa na Exortação Apostólica Evangelii gaudium (A alegria do Evangelho): “o tempo é superior ao espaço”. É importante cuidar para que não se dê uma separação, mas uma unidade de doutrina e práxis na Igreja, mas isso significa:1) que nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devam ser resolvidas através de intervenções magisteriais; 2) nem impedir que existam maneiras diferentes de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências que decorrem dela, ou que se busquem soluções mais inculturadas (soluções atentas às tradições e aos desafios locais) (cf. n. 3).

O Papa Francisco usa outra imagem tirada da Exortação Apostólica Evangelii gaudium: “o poliedro”. Para ele as intervenções dos padres sinodais (os bispos presentes nos Sínodos) são “um precioso poliedro, formado por muitaspreocupações legitimas e questões honestas e sinceras” (n. 4). Além das contribuições dos bispos, o papa Francisco afirma que usou suas próprias contribuições para redigir a Exortação apostólica Amoris laetitia que tem como escopo: “orientar a reflexão, o diálogo ou a práxis pastoral e oferecer coragem, estimulo e ajuda às famílias na sua doação e nas suas dificuldades” (n. 4).

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