Voz do Pastor › 10/06/2016

A alegria do amor – A Exortação Apostólica de Papa Francisco (3)

Queridos irmãos e irmãs!

No capítulo 1 da Exortação Apostólica Pós-sinodal Amoris laetitia, o Papa Francisco apresenta uma reflexão a partir da Sagrada Escritura, especialmente sobre o Salmo 128. Dentro dessa reflexão o papa recorda a afirmação decisiva da antropologia teológica: o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. A partir dessa afirmação o papa expõe os elementos essenciais da visão cristã sobre o Matrimônio, unindo a expressão de Gn 2,24: “Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne”: “a fecundidade do casal humano é imagem viva e eficaz, sinal visível do ato criador”, “o casal que ama e gera a vida é a verdadeira ‘escultura’ viva, capaz de manifestar Deus criador e salvador”, “a relação fecunda do casal torna-se uma imagem para descobrir e descrever o mistério de Deus”, “o Deus Trindade é comunhão de amor e a família o seu reflexo vivente, a família não é alheia à própria essência divina”. Cada uma dessas afirmações traz para a nossa ação pastoral a luz de que precisamos para um autentico anuncio sobre a vocação e a missão da família cristã na Igreja e na sociedade.

No número 12, o papa Francisco apresenta uma belíssima reflexão sobre o relato da criação, como consta em Gn2. Diz o papa: a inquietação vivida pelo homem, que busca uma auxiliar que lhe corresponda, capaz de resolver esta solidão que o perturba e que não encontra remédio na proximidade dos animais e da criação inteira. Aqui encontramos uma visão sobre a relação homem e mulher que afasta toda e qualquer discriminação ou desvalorização do sexo feminino. Argumenta o papa: “a expressão original hebraica faz-nos pensar em uma relação direta, quase ‘frontal’ – olhos nos olhos –, em um diálogo também sem palavras, porque, no amor, os silêncios costumam ser mais eloquentes do que as palavras”. E desse encontro surge a geração e a família. E o matrimônio é uma doação voluntária de amor.

Falando dos filhos o papa Francisco afirma que eles são “pedras vivas da família”, sinal de plenitude da família na comunidade. Ele retoma uma imagem cara À Igreja: a família é uma igreja domestica, pois nela se abriga a presença de Deus, a oração comum e, por conseguinte, a bênção do Senhor. A família também é vista como local da catequese dos filhos, eles são os primeiros mestres da fé para seus filhos. No número 17 a declaração do Papa refere-se à missão educativa: os pais têm o dever de cumprir, com seriedade, a sua missão educativa.

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