Voz do Pastor › 21/07/2014

A conversão pastoral da paróquia

Queridos irmãos e irmãs!
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou, no dia 13 de maio, o seu 100º documento, intitulado “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da paróquia”. Trata-se do documento aprovado na última Assembleia Geral da CNBB, realizada de 30 de abril a 9 de maio deste ano. É a mesma temática do ano passado quando, os bispos apresentaram um estudo sobre a paróquia e pediam aos bispos, presbíteros, diáconos e agentes de pastoral, que fossem apresentadas sugestões sobre a renovação da paróquia. Agora, em forma de documento, os bispos desejam mostrar e iluminar o nosso ser Igreja, sermos comunidade dos que vivem de Cristo Jesus, iluminados e guiados pela força e suavidade do Espírito Santo, acolhidos pela bondade materna do Pai (CNBB. Comunidade de comunidades. Uma nova paróquia. A conversão pastoral da paróquia. Apresentação).
O tema central do Documento da CNBB é a conversão pastoral da paróquia. Ela consiste na renovação missionária das comunidades, na experiência de conversão pessoal e comunitária, capaz de realizar um encontro pessoal com Jesus Cristo, capaz de mudar a vida, com sentido do discipulado e força missionária. Papa Francisco apresentou já como essa conversão pastoral renova a vida da Igreja: a conversão pastoral significa o exercício da maternidade da Igreja, uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas da misericórdia, uma pastoral decididamente missionária, não mera conservação, que leve a uma revitalização da comunidade paroquial acolhedora, samaritana, orante e eucarística (cf. idem, 51-57).
Mas, sobretudo a conversão para a missão é o grande apelo dos bispos. Missão é vida, como nos disse o Padre Luis Mosconi. Uma conversão pastoral leva a comunidade paroquial a uma pastoral que dialogue com o mundo, que foque mais no que realmente propõe o Evangelho. A existência da paróquia e sua missão é evangelizar. “Toda a estrutura eclesial favorecerá [com a conversão pastoral] mais a evangelização do que a autopreservação da paróquia” (idem, 59). Será sempre uma comunidade que torne o discípulo de Cristo, não uma pessoa isolada em uma espiritualidade intimista, mas uma pessoa em comunidade para se dar aos outros, como afirmou Papa Francisco (cf. idem, 60).
É um grande caminho o da renovação da paróquia. Para o discípulo missionário de Jesus Cristo não é possível desviar-se dessa tarefa. A CNBB aponta quais as fontes de renovação ou de conversão pastoral: a fonte perene é sempre o encontro com Jesus Cristo; a Trindade é a fonte e meta da comunidade e uma descentralização das estruturas, com a necessária valorização das pequenas comunidades, e também com a tomada de consciência de todos os sujeitos da conversão pastoral: bispos, presbíteros, diáconos, leigos, movimentos, comunidades novas, todos são responsáveis pela renovação pastoral, pois todos somos responsáveis pela evangelização.

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