Voz do Pastor › 21/02/2016

Campanha da Fraternidade Ecumênica

Queridos irmãos e irmãs!
A Igreja Católica no Brasil celebra, no tempo da Quaresma, a Campanha da Fraternidade. Desde 1964 essa Campanha acontece em todo o Brasil, depois da experiência pioneira do então Bispo Auxiliar de Natal, Dom Eugênio de Araújo Sales, “como expressão da caridade e da solidariedade em favor da dignidade da pessoa humana, dos filhos e filhas de Deus”. A Campanha da Fraternidade deste ano é ecumênica, isto é, foi organizada e está sendo vivenciada pelo CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs). É a quarta vez que a CF é ecumênica. As outras foram: 2000: Novo Milênio sem Exclusão: Dignidade Humana e Paz;2005: Felizes os que promovem a paz;2010: Economia e vida: vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6.24).
O tema da Campanha deste é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema é: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). A grande inspiração da Campanha é a Encíclica Laudato si, do Papa Francisco, onde afirma: “todas as coisas e seres do mundo como realidades inter-relacionadas, formando um grande todo”, “não se pode falar de ecologia ambiental sem se falar de ecologia humana, de economia, de justiça social, de ética”, “o grito da terra é também o grito dos pobres”. O objetivo geral da Campanha é: “assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.
Por ser ecumênica a Campanha da Fraternidade está em sintonia com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) que, como papa Francisco também tem a agenda de preocupação ambiental: o atual modelo de desenvolvimento ameaça a vida e o sustento das pessoas, um modelo que destroi a biodiversidade. A importante e necessária batalha pelo sanemaneto básico se justifica pelo fato de Porque o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle dos meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são necessários para a saúde e a dignidade de vida. O acesso à água potável e ao esgoto sanitário é essencial para a erradicação da pobreza e da fome, para a erradicação da mortalidade infantil e para a sustentabilidade ambiental.
Na mensagem do Papa Francisco para a abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, ele afirmou que“o rico patrimônio da espiritualidade cristã pode dar uma magnífica contribuição para o esforço de renovar a humanidade”. É esse o espirito da Campanha.

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