Voz do Pastor › 24/09/2021

“Dízimo: vivê-lo é nossa alegria, anunciá-lo é nossa missão”

Prezados leitores/as,

Estamos próximos do final do mês de setembro, Mês da Bíblia e, na Arquidiocese de Natal, também o Mês do Dízimo. Estamos vivendo tempos novos de esperança, na confiança de que o Senhor sempre caminha conosco. Desde o ano passado fomos marcados pela dor, pela insegurança, pela perda e ainda, confinados em nossas casas, tivemos momentos de isolamento e muitas atividades forma suspensas. Também fizemos muitos encontros de forma remota, entrando em plataformas que usávamos pouco, mas que se tornaram meios propícios para dar uma palavra de ânimo, de conforto e de esperança.

Chegados ao mês de setembro de 2021, com a graça de Deus, avançando nas vacinas, mesmo continuando com os cuidados necessários (uso de máscaras e álcool em gel e um distanciamento razoável), realizamos o nosso Encontrão do Dízimo 2021. Certos de que o compromisso assumido é consequência de nossa adesão ao projeto de Deus de estar sempre conosco, o que é fonte de alegria e de paz, celebramos esse momento na confiança e no desejo de agradecer ao bom Deus e Pai por nos ter dado a graça de fazer a experiência de sermos “dizimistas”. Com o tema “Dízimo: vivê-lo é nossa alegria, anunciá-lo é nossa missão” e o lema “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,1), o Encontrão deste ano se revestiu de uma importância ainda maior: estamos nos encaminhando para celebrar os 25 anos de implantação da Pastoral do Dízimo em nossa Arquidiocese. O fato de em todas as paróquias ter essa pastoral nos anima e instiga. Não se trata de “cobrar” ou “exigir”, mas de levar a todos à experiência da partilha, da responsabilidade e do cuidado com a comunidade. É verdade, todos precisamos avançar, sobretudo, em preencher as exigências das dimensões que animam a Pastoral do Dízimo. Mas, nestes quase 25 anos de implantação só temos a agradecer o empenho e a generosidade de todos os dizimistas, como também, os muitos agentes pastorais que, nas nossas paróquias, não só nas sedes, mas também nas capelas de nossas comunidades, unem a doação material à consagração como discípulos missionários, evangelizadores e evangelizadoras.

Quando refletimos sobre o Dízimo faz-se necessário recordar que ele deve ser fruto da generosidade, da liberdade e da responsabilidade. Generosidade, porque tudo recebemos do Pai das misericórdias, e somos chamados a dar de graça o que de graça recebemos. É bem verdade que uma compreensão dessa gratuidade exige uma intimidade forte com Deus, alimentada sempre pela oração pessoal e familiar, fortificada na participação na Eucaristia, sempre na dinâmica da comunidade eclesial missionária. Liberdade, exigência do próprio modo de Deus agir a nosso respeito, pois, criados para receber a sua graça, também fomos criados à sua imagem e semelhança e por isso, dotados de liberdade até mesmo no ato de fé. Responsabilidade, reposta de amor ao amor recebido. Nunca a responsabilidade deve ser fruto do medo de rechaço da parte de nosso Deus diante de uma negativa de nossa parte. Deus é plenitude amor e por isso, seu amor não desaparece nunca, não esmorece nem se torna marcescível, mas é firme, eterno e cheio de esperança na nossa conversão.

Animados por essas atitudes seguimos em frente. O Encontrão do Dízimo 2021 feito de modo presencial, com todos os cuidados, fez-nos assumir o compromisso de olhar no olhar do outro com esperança e alegria, para que possamos seguir, caminhando juntos, sonhando juntos, consolados pelo nosso Deus e pela Mãe Igreja, com a intercessão de Nossa Senhora da Apresentação, no ano especial dedicado ao Patrono Universal da Igreja, São José.

Que os frutos do Encontrão do Dízimo animem os corações.  E todos tenhamos a coragem de anunciar: “vamos sonhar juntos” (Papa Francisco).

 

 

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