Voz do Pastor › 17/06/2016

Festas juninas – a alegria da vida de fé

Queridos irmãos e irmãs!

Nestes dias de junho estamos vivendo as alegrias das festas juninas. Já celebramos, dia 13, Santo Antônio, presbítero e doutor da Igreja, popularmente chamado de “o santo casamenteiro”, mas um grande testemunho de fé e de caridade para com os mais pobres, seguindo o grande exemplo de São Francisco. Vamos celebrar no dia 24 e no dia 29, os dois grandes santos, São João Batista e São Pedro, e não podemos esquecer de São Paulo, celebrado no mesmo dia de São Pedro. Esses santos, em particular, lembram a todos nós, que a meta é sempre a vida e vida em abundância, com nos recorda Jesus. Por isso, a devoção que temos aos santos e, de modo especial a devoção a Toda Santa (a Panaghia), a Virgem Maria, é sempre salutar e benéfica quando reconhecemos que ser santos é o nosso destino.

As festas juninas, que tem um forte apelo cultural, manifestação de uma alegria que ferve os ânimos, são também um momento de evangelização, isto é, podemos vê-las como alegria honesta, justa e revigorante. É certo que elas são parte da religiosidade popular,  mas a nossa Igreja não despreza isso, pelo contrario, o Documento de Aparecida e agora, o Papa Francisco com a Exortação Apostólica Evangelii gaudium, nos chamam a sempre valorizar a religiosidade popular. Isso requer conhecimento e respeito, para que possamos ver que Deus age nos corações das pessoas, isto é,  Deus age no interior de cada ser humano.

Quando falamos dos santos devemos sempre destacar que eles não foram pessoas tristes, pessimistas ouque transmitiam pavor e terror. Os santos são assim chamados porque viveram da alegria da relação com Deus, da alegria do amor, da alegria da doação, da forca renovadora e estimulante da misericórdia  em suas vidas.

Ao festejar os santos “juninos”, que tenhamos sempre presente a responsabilidade e a harmonia. A nossa festa, a nossa alegria deve acontecer para o nosso bem e o bem dos outros. Se assim não for, não podemos evocar os santos desse momento. Procuremos, portanto, festejar para crescer nossa auto-estima e favorecer que os nossos irmãos e irmãs também cresçam.

Desejo a todas as comunidades que nestes dias renovem a alegria da fé, que tenham a esperança fortaleça e que a caridade se inflame cada vez mais. Deus quer que nos alegremos, não apesar de tudo, mas precisamente porquenecessitamos dessa alegria. E Ele não deixa que a tristeza tome conta de nossa vida. Antes, como diz o salmo: “transformastes nosso luto em uma festa”.

 

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