Voz do Pastor › 10/01/2016

Metas pastorais I

Queridos irmãos e irmãs!
Iniciamos o ano de 2016, ano dedicado à Misericórdia divina, Jubileu para nossa experiência da graça e da conversão. Neste ano, também, concluiremos a construção do Plano Pastoral 2016-2019. Em fevereiro, será a última etapa dessa construção que teve início em julho do ano passado. Após as avaliações feitas nas Paróquias, nos Zonais, Vicariatos, Setores e Comissões, trabalhamos na escolha de alguns problemas-desafios mais urgentes para construir metas e estratégias para a nossa ação pastoral. Além disso, no último encontro, em novembro, nas reuniões dos Vicariatos, construímos as metas, estratégias e pudemos fazer um esboço da visão e da missão da Igreja de Natal.

A missão é, de forma resumida, o que a Arquidiocese de Natal assume como mandato, considerando o contexto eclesial e sócio-econômico-político-cultural em que está inserida. Já a visão mostra em que a Arquidiocese de Natal pretende continuar ou se tornar referência no período de vigência do Plano Pastoral, no caso, 2016-2019. Foram muitas as contribuições para o texto apresentado. Em fevereiro, com a última etapa do processo de construção do Plano Pastoral, teremos a redação definitiva.
Proponho neste mês de janeiro refletir sobre as metas que construímos juntos e que vão de encontro aos problemas-desafios ou fragilidades que precisamos enfrentar. A primeira meta diz: “formação missionária integral – bíblica, catequética, litúrgica e doutrinária – implementada de modo a favorecer a conversão pastoral, a capacitação de lideranças e uma ação sócio-político-transformadora, numa forte relação entre fé e vida, numa perspectiva ecológica integral”. Esta meta foi elaborada tendo em vista as várias fragilidades apontadas pelos agentes de pastoral (padres, diáconos, leigos e leigas). Seguindo as cinco urgências da ação evangelizadora, apresentadas pela CNBB, a primeira meta busca enfrentar o problema da formação dos agentes. Sem um formação integral será difícil assumir o compromisso missionário. Precisamos investir na formação dos agentes para que eles possam viver a missão com entusiasmo e alegria. E a formação deve ser permanente, pois a missão é permanente.

Os conteúdos e as dimensões dessa formação não poderão ser outros senão o que a Igreja mesma aponta: primado da Palavra de Deus, onde podemos ver que “aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,18; 2 Ped. 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cfr. Col. 1,15; 1 Tim. 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cfr. Ex. 33, 11; Jo. 15,1415) e convive com eles (cfr. Bar. 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele” (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática sobre a Revelação divina, Dei Verbum, n. 2). É à luz da Palavra de Deus que as outras dimensões encontram o seu sentido e a sua verdade: catequese, liturgia e doutrina.

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