Voz do Pastor › 17/01/2016

Metas pastorais II

Queridos irmãos e irmãs!
O Plano Pastoral 2016-2019 tendo como primeira meta a formação missionária integral tem a grande inspiração no papa Francisco. Uma formação integral, tendo como base e alicerce a consciência missionária, levará os agentes de pastoral (bispo, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas e leigas e leigos), a viver a missão como expressão de misericórdia, isto é, a primeira meta quer investir na formação de agentes comprometidos com uma fé unida à vida e que seja transformadora da sociedade, para que ela seja mais cristã e, por isso mesmo, mais próxima da pessoa, valorizando a dignidade de cada um, sua liberdade e sobretudo, uma imagem de Deus que seja coerente com o Evangelho de Jesus Cristo.
Não temos que nos adequar à mentalidade do mundo, mas temos a missão de transformá-lo, como nos diz São Paulo: “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito” (Rm 12,2). Compreender a vontade de Deus, saber o que é bom, o que agrada a Deus e o que é perfeito, para nós, se esclarece com o que o papa Francisco exorta para toda a Igreja: o nome de Deus é misericórdia e o que é bom e lhe agrada é que nós tenhamos misericórdia dos nossos irmãos e irmãs e que cuidemos da nossa casa comum.
A segunda meta pastoral assim se expressa: “setorização fortalecida em todas as paroquias, vicariatos, zonais e setores pastorais, levando em consideração seus aspectos físicos e existenciais (pessoais)”. Essa meta já é uma longa história. De fato, quando aconteceram, em nossa Arquidiocese, as Santas Missões Populares, no chamado “Triênio missionário”, nos anos de 2006 a 2009, as muitas paroquias que aderiram ao projeto viveram a chamada setorização: os setores missionários constituíram uma dinâmica que facilitou a formação, a celebração e a participação de muitas pessoas que não estavam indo às nossas igrejas. Foi uma experiência de uma “igreja em saída”, que ia ao encontro das pessoas e não apenas esperavam que elas fossem à igreja. Esse também foi o apelo da V Conferencia dos Bispos latino-americanos e caribenhos, em 2007, em Aparecida. O Documento de Aparecida, cujo redator-chefe foi o então Arcebispo de Buenos Aires, Argentina, o cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, traz essa perspectiva para toda a Igreja no continente latino americano e caribenho: “Levando em consideração as dimensões de nossas paróquias é aconselhável a setorização em unidades territoriais menores, com equipes próprias de animação e de coordenação que permitam uma maior proximidade com as pessoas e grupos que vivem na região” (Documento de Aparecida, n. 372; cf. também n.170).para que as paroquias sejam renovadas é necessário, portanto, que haja uma conversão pastoral, uma renovação das estruturas pastorais. A setorização se apresenta como um método eficaz, capaz de proporcionar tal renovação. Vale salientar, ainda, que a setorização é destinada não somente às paroquias, mas a todos os vicariatos, zonais, setores e comissões pastorais.

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