Voz do Pastor › 29/01/2016

Metas pastorais IV

Queridos irmãos e irmãs,

A quarta meta pastoral, escolhida por nós, tem o seguinte enunciado: “uso eficaz dos meios de comunicação social em favor de um maior compromisso pastoral e evangelizador”. Embora seja função de um setor pastoral, o da Comunicação. Na verdade, todas as pastorais, movimentos, serviços, e ainda, a própria organização pastoral arquidiocesana, devem usar os meios de comunicação social para esse fim: evangelizar. E, não somente os meios tradicionais, mas também as novas mídias digitais. Este é um vasto campo que pode ser um instrumento valioso na formação, na articulação pastoral, na informação que ajude nossas comunidades a não ficarem isoladas, nem alienadas diante de um sistema que pode corromper ou enganar.

Sabemos do grande trabalho que a Pascom faz em nossa Arquidiocese. As paróquias que têm correspondentes da Pascom fazem um trabalho importante nesse campo. Necessitamos de uma Pastoral da Comunicação que seja acolhedora, que facilite o encontro interpessoal, e como afirma o Papa Francisco na Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, uma comunicação portadora da força de Deus. Diz o Papa: “Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus” (PAPA FRANCISCO. Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais. 22 de janeiro de 2016).        O uso eficaz dos meios de comunicação social nos ajudará não somente a divulgar nossas ações nos vários campos da sociedade, mas será um instrumento também para o intercâmbio e o conhecimento das várias pessoas que são envolvidas na ação pastoral e evangelizadora. Como é feliz esse testemunho do Papa Francisco. Para ele, todo ser humano, independente de ser homem ou mulher, independente de pertencer à Igreja ou a outra confissão cristã, ou até mesmo outra religião, é sagrado, e ele pode não só considerar amigo, mas beijar e abraçar. A do Papa Francisco é uma comunicação aberta ao ser humano, capaz de se envolver com o outro. Neste Ano da Misericórdia, reforcemos ainda mais essa meta pastoral e acreditemos: “O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade”.

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