Voz do Pastor › 25/10/2019

O Sínodo dos Bispos

Neste domingo, 27, o Papa Francisco concluirá a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia. Diante das muitas e, diga-se, injustas críticas, é mister perguntar: todos sabem o que é um Sínodo?

O Sínodo dos Bispos é uma instituição permanente decidida pelo Papa Paulo VI no dia 15 de setembro de 1965 em resposta ao desejo dos Padres do Concílio Vaticano II para manter vivo o autêntico espírito formado pela experiência conciliar. Já na fase preparatória do Concilio Vaticano II foi amadurecendo a ideia de um organismo episcopal que assistisse, de qualquer modo para ser determinado, o Papa no governo da Igreja.

A palavra Sínodo vem do grego “syn-hodos” significa reunião, assembleia, mas originariamente quer dizer “caminhar juntos”, e conforme afirmou João Paulo II é “uma expressão particularmente frutuosa e o instrumento da colegialidade episcopal”. Desde 1967 foram realizadas 15 Assembleias Gerais Ordinárias, 3 Assembleias Gerais Extraordinárias e várias Assembleias Especiais para diversos continentes (Países Baixos, 1980; Europa, 1991 e 1999; África, 1994 e 2009; Líbano, 1995; América, 1997; Ásia, 1998; Oceania, 1998; Oriente Médio, 2010; Pan-Amazônica, 2019).

Vários temas foram tratados nas Assembleias gerais: a preservação e o reforço da fé católica (1967), o sacerdócio ministerial e a justiça no mundo (1971), a evangelização no mundo contemporâneo (1974), a catequese no nosso tempo (1977), a família cristã (1980), a penitência e a reconciliação (1983), a vocação e a missão dos leigos (1987), a formação dos sacerdotes (1990), a vida consagrada (1994), a vida e a missão do bispo (2001), a Eucaristia (2005), a Palavra de Deus (2008), a nova evangelização (2012), a vocação e a missão da família na Igreja (2015), os jovens, a fé e o discernimento vocacional (2018). As Assembleias extraordinárias trataram dos seguintes temas: a cooperação entre a Santa Sé e as Conferências Episcopais (1969), o vigésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II (1985), os desafios pastorais da família no contexto da evangelização (2014). A partir da Terceira Assembleia Geral Ordinária, de 1974, os Papas sempre publicam uma Exortação apostólica onde assumem e desenvolvem as recomendações e proposições dos trabalhos sinodais, e que se tornaram verdadeiros tratados sobre os diversos temas debatidos e refletidos pelos bispos: Evangelii nuntiandi (1975: sobre a evangelização no mundo contemporâneo, de São Paulo VI), Catechesi tradendae (1979: sobre a catequese no nosso tempo, de São João Paulo II), Familiaris consortio (1981: sobre a função da família cristã no mundo de hoje, de São João Paulo II), Reconciliatio et paenitentia (1984: sobre a Reconciliação e a Penitência na missão da Igreja hoje, de São João Paulo II), Christifideles laici (1988: sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, de São João Paulo II), Pastores dabo vobis (1992: sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias atuais, de São João Paulo II), Vita consecrata (1996: sobre a vida consagrada e a sua missão na Igreja e no mundo, de São João Paulo II), Pastores gregis (2003: sobre o bispo, servidor do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo, de São João Paulo II), Sacramentum caritatis (2007: sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja, de Bento XVI), Verbum Domini (2010: sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, de Bento XVI), Amoris laetitia (2016: sobre o amor na família, de Papa Francisco), Christus vivit (2019: aos jovens e a todo o povo de Deus, de Papa Francisco).

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

X