Voz do Pastor › 05/04/2019

Rumo à renovação Pastoral

Queridos irmãos e irmãs!

 

Iniciamos o mês de abril, segundo trimestre do ano. E com ele a aproximação da 57ª Assembleia Geral da CNBB, onde, além da escolha da nova diretoria, teremos a renovação das DGAEs (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil) para os anos de 2019 a 2023. E isso nos toca profundamente, pois já iniciamos o processo para a renovação do nosso Março Referencial da Ação Pastoral. Como todos os anos em que renovamos o nosso Plano Pastoral, esperamos a publicação das novas Diretrizes da CNBB para que o nosso trabalho pastoral esteja em sintonia com as preocupações e diretrizes da Conferência Episcopal. Isso logicamente nos insere nesse grande empenho da Igreja pela “sinodalidade”, expressão da natureza da Igreja. Por isso, agradeço e, ao mesmo tempo, conclamo a todos a que entrem nesse processo de

expectativa, de estudo, de avaliação e, mais ainda, de atitude de abertura, para que o nosso Março Referencial esteja atento ao dinamismo do Espírito presente em nossas comunidades, em nossas cidades, em nossa Igreja Particular.

Somos convidados a seguir um caminho em que metas, estratégias, ações, manifestam a nossa riqueza como comunidade de fé: partindo da Palavra e por ela alimentados, vamos percorrendo um caminho de discípulos missionários, onde o encontro com Cristo e a adesão ao seu projeto de vida, faz de todos nós, homens e mulheres, comprometido com o serviço da vida plena, vida que não é destinada a um grupo de privilegiados, mas destinada a todos.

É preciso continuar a propagar essa cultura da vida, que nos leva a defender não somente a vida que está para nascer, mas a vida que segue seu curso , da infância à velhice, vidas muitas vezes vilipendiadas por ideologias desumanas, que visam o lucro, e tratam as pessoas somente pelo que elas produzem ou pode ser mercantilizado. Somos mais do que a produção. Temos dignidade, temos uma grande tarefa neste mundo tão desigual e que sofre tantas ameaças pela ganância, pelos maus tratos na casa comum, pelo desrespeito aos direitos fundamentais, por uma visão de mundo que exclui os mais pobres, os indefesos, e ainda, que usa de meios de comunicação para enganar e para ludibriar as pessoas e conduzi-las a ideologia nefastas.

A nossa missão é de sustentar a esperança, de não esquecer aquele em quem pomos nossa confiança. Ele, o nosso Deus, está presente na nossa vida, não abandona os seus filhos e filhas. Ele armou sua tenda entre nós (cf. Jo 1,14). Nós somos os habitantes, com Ele, dessa tenda, tornada por isso mesmo, casa comum, casa de alegria e de paz, onde todos podem se alimentar e crescer para uma maturidade feliz e cheia de frutos.

Nós somos uma Igreja banhada pelo sangue dos mártires, cujo testemunho nos incentiva, hoje, a não esquecer a missão, a não desanimar da caridade, o distintivo do cristão. Nós somos uma Igreja feita de pastores comprometidos com a justiça social, leigos engajados para uma missão integral, onde juventude e família são evangelizavas e evangelizam, onde a catequese introduz nossas crianças e adolescentes para um compromisso missionário de pertença e de comunhão.

Oxalá, que o nosso convite encontre eco no coração de todos os agentes de pastoral: presbíteros, diáconos, leigos e leigas, engajados, consagrados, animados por uma espiritualidade missionária destinada a acolher, a acompanhar, a discernir e a colocar no centro todas as pessoas.

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