Voz do Pastor › 30/08/2019

Setembro: mês da Bíblia e do Dízimo

Queridos irmãos e irmãs!

Neste domingo, damos início ao mês de setembro, mês dedicado à Bíblia e ao Dízimo. A Igreja nos convida a reforçar nossa atenção à Palavra de Deus. De fato, a PALAVRA é um pilar da nossa ação pastoral, como nos afirma o documento Diretrizes gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Ela, a Palavra, é a manifestação e a comunicação de Deus, através do seu Filho Jesus Cristo e do seu Espírito. Somos, portanto, os destinatários da Palavra, existimos para ouvir a Palavra. Já é do conhecimento e parte fundamental da nossa formação, o entendimento de que a Palavra não se restringe ao texto, à letra, mas indica Alguém, uma Pessoa que se comunica a nós, estabelecendo uma relação.

A Igreja afirma a sua fé na ação reveladora de Deus, quando declara: “Aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cf. Ef 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef 2,18; 2Pd 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cf. Cl 1,15; 1Tm 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cf. Ex 33, 11; Jo 15,14-15) e convive com eles (cf. Br 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele” (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática sobre a Revelação Divina, Dei Verbum, n. 2).

Nas Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, os bispos brasileiros apontam a necessidade de alicerçar a vida pastoral sob o “Pilar da Palavra”: “para formar discípulos missionários, é urgente aproximar mais as pessoas e as comunidades da leitura orante da Palavra de Deus. Não basta ler ou estudar a Sagrada Escritura… O importante é o encontro com a Palavra que muda a vida e dá sentido ao ser e agir de quem é cristão, corrigindo posturas e aderindo ao modo de ser, de pensar e de agir de Jesus Cristo” (CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023, nn. 91-93).

A Palavra de Deus nos acompanha no dia a dia da nossa caminhada. A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dando continuidade ao ciclo do tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida” propôs para o Mês da Bíblia o estudo da Primeira Carta de São João, com destaque para o lema: “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (1Jo 4,19).

Neste mês também celebramos o Dízimo. Sim, trata-se de uma celebração. O Dízimo não é um pagamento, nem tampouco uma troca financeira em prol de uma graça. Dizimo significa oferta, doação, gratuidade. Este ano a Pastoral do Dízimo é convocada a refletir o tema: “Enviados para testemunhar o Reino da partilha e do Amor”. Fazer a experiência do dízimo significa dar um outro sentido ao dinheiro, às posses, aos bens. Não conduzindo a uma espécie de “teologia da prosperidade”, onde “quanto mais eu tenho, mais abençoado sou”. Mas, reconhecendo a responsabilidade de cada um no rebanho do Senhor.

Nas suas dimensões é possível ver que “o dízimo está profundamente relacionado à vivência da fé e à pertença a uma comunidade eclesial”: Dimensão religiosa: a vivência da fé e pertença a uma comunidade eclesial. Tem a ver com a relação do cristão com Deus; Dimensão eclesial: a consciência de ser membro da Igreja e corresponsável, para que a comunidade disponha do necessário para a realização do culto divino e para o desenvolvimento de sua missão; Dimensão missionária: permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma Diocese e entre dioceses, manifestando a comunhão que há entre elas; Dimensão caritativa: “é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência”.

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