Voz do Pastor › 11/12/2020

Um ano dedicado a São José

Prezados leitores/as

Com data de 8 de dezembro, o Papa Francisco publicou a Carta Apostólica “Patres corde” (Com coração de pai), para celebrar o 150º aniversário da declaração de São José como Patrono Universal da Igreja. Em 8 de dezembro de 1870, o Beato Pio IX declarou São José como Patrono Universal da Igreja com o Decreto Quemadmodum Deus.

Com a publicação da Carta Apostólica Patres corde, o Papa Francisco também convocou um Ano Especial de São José, de 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021,  “no qual cada fiel, seguindo seu exemplo, possa reforçar cotidianamente a própria vida de fé no pleno cumprimento da vontade de Deus” (PENITENCIARIA APOSTÓLICA. Decreto de concessão de especiais Indulgências por ocasião do Ano de São José, 8 de dezembro de 2020. Cidade do Vaticano).

Desejo apresentar alguns pontos da Carta do Papa, um texto de atenção cheia de ternura para com o carpinteiro de Nazaré. O Papa Francisco comenta inicialmente os “quatro sonhos” de São José (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.22), onde se pode ver a sua vida inteiramente entregue aos planos de Deus. Depois, através de 7 parágrafos, o Papa Francisco apresenta a figura do “Esposo da Virgem Maria e pai de Jesus”: Pai amado, Pai na ternura, Pai na obediência, Pai no acolhimento, Pai com coragem criativa, Pai trabalhador, Pai na sombra. Pelo seu testemunho de amor a Jesus e a Maria, vivendo sua vocação no amor doméstico, com dedicação de amor ao Messias, nascido em sua casa, como afirmou São Paulo VI, citado por Papa Francisco. Daí que São José se torna um pai amado por todo o povo cristão, com muitas igrejas dedicadas ao seu patrocínio. O Papa lembra como a devoção a São José esteve presente na vida de muitos santos e santas, em especial de Santa Teresa de Jesus (Teresa d’Ávila). Muitas orações, ladainhas, ofícios, e a expressão devocional forte do Ite ad Ioseph, com alusão ao patriarca do Antigo Testamento, José, filho de Jacó. O Papa cita uma oração que, há mais de 40 anos reza depois das Laudes, tirada de um devocionário francês: “Glorioso Patriarca São José, cujo poder consegue tornar possíveis as coisas impossíveis, vinde em minha ajuda nestes momentos de angústia e dificuldade. Tomai sob a vossa proteção as situações tão graves e difíceis que Vos confio, para que obtenham uma solução feliz. Meu amado Pai, toda a minha confiança está colocada em Vós. Que não se diga que eu Vos invoquei em vão, e dado que tudo podeis junto de Jesus e Maria, mostrai-me que a vossa bondade é tão grande como o vosso poder. Amém”.

O Papa Francisco ressalta que Jesus viu a ternura de Deus em São José, lembrando a experiencia da misericórdia de Deus em nossa vida, com a convicção de que “muitas vezes pensamos que Deus conta apenas com a nossa parte boa e vitoriosa, quando, na verdade, a maior parte dos seus desígnios se cumpre através e apesar da nossa fraqueza”. Na obediência aos desígnios divinos, São José coopera no grande mistério da Redenção, sendo assim um grande exemplo para todos os cristãos. Ele é ainda exemplo de acolhimento dos planos de Deus, não agindo passivamente, mas participando com determinação e coragem dos acontecimentos da vida de Jesus, especialmente dos momentos iniciais de sua vida terrena. Ele é visto como atitude criativa diante do mistério da Encarnação. O Papa valoriza esse mistério, com a expressão, tirada dos Evangelhos “da infância”: o Menino e sua Mãe. Ele cuida desse mistério, assim como continua a guardar a Igreja, corpo de Cristo: “Neste sentido, São José não pode deixar de ser o Guardião da Igreja, porque a Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história e ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, espelha-se a maternidade de Maria. José, continuando a proteger a Igreja, continua a proteger o Menino e sua mãe; e também nós, amando a Igreja, continuamos a amar o Menino e sua mãe”.

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