Voz do Pastor › 27/12/2015

Um novo ano se aproxima

Queridos irmãos e irmãs!

O ano de 2016 já está às portas. E nós, temos a grande alegria de poder vivê-lo sob o sinal da misericórdia. Quando se inicia um ano todos nos preocupamos com as metas, com os planejamentos. Mas, eis que iniciaremos 2016 com uma meta que não somos nós que planejamos ou construímos. O Ano Santo da Misericórdia é a grande meta de Deus para nós: Ele vem ao nosso encontro. Constantemente, Deus nos visita com sua graça misericordiosa. Por isso, não devemos entrar o ano com medo ou receio: Deus estará presente, pois Ele coroa o ano todo com seus dons (cf. Sl 64).

Ao iniciar 2016 começaremos o primeiro ano do novo Plano Arquidiocesano de Pastoral, que está sendo preparado desde o final de julho passado. Primeiro com as avaliações paroquiais, através do método “SWOT”, método para visão diagnóstica, aplicado também nos quatorze zonais de nossa Arquidiocese. Com esse método vimos como trabalhamos os últimos quatro anos, na dinâmica dos vicariatos, dos setores e das comissões pastorais. Quantas forças e oportunidades se apresentaram para a ação pastoral nesse último quadriênio. Deus não deixa que a sua Igreja caminhe só, pelo contrário, Ele a guia por meio de seu Espírito. Nem sempre, porém, nós somos fiéis. Por isso, conseguimos, também, verificar fraquezas e ameaças à nossa ação de discípulos missionários.Trabalhando essas fraquezas e ameaças, nós as transformamos em problemas-desafios para enfrentá-los e construir metas para os próximos quatro anos. De fato, o novo Plano Pastoral traçará metas para os anos de 2016 a 2019.

E todo o trabalho, até agora, foi iluminado pelos referenciais pastorais que, nos últimos cinquenta anos, tem feito parte de nossa caminhada. Somos uma Igreja centenária, pioneira na atenção à forte ligação que existe entre fé e vida, entre doutrina e misericórdia, entre liturgia e caridade. O Movimento de Natal, um conjunto de ações e perspectivas de alguns presbíteros, tendo a frente Dom Eugenio de Araújo Sales, mas com outros como Dom Manuel Tavares, Dom Nivaldo Monte, Dom Alair Vilar, Mons. Expedito, Mons. Pedro Moura, ainda está na nossa memória como grande acontecimento que refletia os anseios de uma renovação da Igreja que encontrou no Concilio Vaticano II a sua confirmação. O próprio Concilio foi uma primavera de renovação da vida da Igreja, tornando-a mais conforme o bom Pastor e mais amiga do homem e da mulher, perita em humanidade, preocupada em dar protagonismo aos leigos e leigas, e mostrando que Ela vive para servir. A caminhada da Igreja na América Latina, com as conferências do Episcopado, desdeMedellin, passando por Puebla, e a atual, Aparecida, realizada em 2007. Além disso, as Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, o Plano Pastoral 2012-2015, o sopro renovador de Papa Francisco, com seus gestos, suas palavras e, sobretudo com sua alegria em anunciar a ternura, a misericórdia e o desejo de paz para as nações. Todos esses referenciais iluminam a nossa ação pastoral. E, a partir deles, olharemos para frente para continuar a nossa missão de evangelizadores, com confiança e alegria.

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