Artigos, Notícias › 16/12/2020

Missão/Pastoral e Inteligência Artificial

Pe. Matias Soares
Pároco da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório – Mirassol – Natal

A Igreja, historicamente, sempre esteve em sintonia com a cultura vigente. Ela também foi protagonista da Fé e da Razão (Cf. Fides et Ratio, João Paulo II), não reconhecer isso é sinal de desonestidade intelectual e ressentimento. Com o Concílio Vaticano II, foi assumida definitivamente a necessidade da hermenêutica dos sinais dos tempos e a aceitação do diálogo com a modernidade, sem a negação da identidade e razão de ser da Igreja (Cf. Gaudium et Spes e Ecclesiam Suam, Paulo VI).

A contemporaneidade nos interpela, em tempos de pandemia e pos-pandemia, ao enfrentamento polar (R. Guardini) e dialógico da Inteligência Artificial (IA). Quais os desafios e modos de usá-la? Que questões éticas e bioéticas (pessoais, sociais e ecológicas) estão envolvidas? A Igreja não pode trair o legado daqueles que nos precederam. Novos desafios nos são propostos. Preparemo-nos para que tudo que é criação da subjetividade humana seja contagiado pela alegria reconfortante do Evangelho.

Nos cursos de formação permanente dos Presbíteros é urgente que haja o conhecimento de temáticas relevantes que nos situem no tempo e no espaço hodiernos. Não podemos ser reféns da preguiça intelectual e espiritual. Nos lembremos que estes são os dois pulmões que oxigenam a nossa humanidade e nossos estilos pastorais.

Por fim, planejemos e nos sintamos inquietos diante das novidades que nos desafiam. A Inteligência Artificial é um dos temas que no pos-pandemia somos chamados a inteligir. Em tempos de obscuridades; mas, antes de tudo, embasados pela fé que temos, de muita esperança, nos permitamos mergulhos em águas mais profundas. Assim o seja!

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