Destaques, Notícias gerais › 05/02/2015

Movimento da Oiticica se encontra com governo mas a paralisação continua

As famílias, agricultores e proprietários realizarão outra plenária na próxima terça-feira, 10 de fevereiro

Foto: José Bezerra

Foto: José Bezerra

O Governo do Rio Grande do Norte e o Movimento dos Atingidos pelas obras da Barragem Oiticica, no Distrito Barra de Santana, Município de Jucurutu-RN, se reuniram hoje, 4 de fevereiro, pela manhã, na Igreja de Santana, daquela comunidade. O objetivo foi ouvir do Governo do Estado a proposta de um termo de compromisso a ser assinado entre as duas partes, sobre vários pontos apresentado na carta entregue ao Governador Robinson Faria, no dia 7 de janeiro deste ano.

Depois de falas de Dom Antônio Carlos, bispo de Caicó; de Francisco Neto de Oliveira, representando os agricultores; do representante da FETARN, Manoel Cândido;dos deputados Nélter Queiroz e Fernando Mineiro; e do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Mairton França, o governador falou à comunidade. Entre outros temas, disse que o governo apresenta uma proposta oficial, para ser vista e analisada, e assinada entre as partes, se todos estiverem de acordo.

Depois das falas, o governador se ausentou, devido a uma viagem a São Paulo, já agendada.A comitiva do Governo representada pela SEMARH, inclusive o Secretário Mairton França, apresentou os pontos do termo de compromisso proposto, com base na carta entregue ao Governador, em 7 de janeiro deste ano.

Diante da hora avançada e a falta de clima de consenso para tomar uma decisão sobre a proposta do Governo, as famílias e agricultores decidiram suspender a plenária e realizar outra, na próxima terça-feira, 10 de fevereiro, às 19 horas, na Igreja da comunidade. “Vamos analisar ponto por ponto e as datas propostas, e tomar uma decisão sobre os rumos do Movimento”, afirmou o representante do SEAPAC, José Procópio, que coordenava a plenária em nome do Movimento. “Enquanto isso, nada muda, aqui. Continuamos com as obras paralisadas”, afirmaram os representantes do Movimento.

Depois da plenária, alguns proprietários se achegaram ao Secretário e ao Procurador Francisco Sales e explicaram: “senhor Secretário, o que nós queremos é dinheiro no bolso. Não adianta o depósito judicial, se nós não recebemos o dinheiro e nossas propriedades continuam se desvalorizando”. O Secretário e o Promotor apresentaram a relação dos proprietários com os depósitos feitos em juízo e pediram para que eles procurem saber por que ainda não foi feito o pagamento. Haverá uma pessoa na SEMARH encarregada de verificar o que falta para que os proprietários recebam as indenizações.

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