Artigos, Notícias › 25/10/2021

O vício nas Mídias Sociais

Por Pe. Matias Soares
Pároco da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório – Mirassol – Natal

Além de uma bibliografia consistente nesta área, já podemos pesquisar de modo imediato, nos próprios sites da internet, o drama que é atualmente detectado sobre o “Vício dos Ministros Ordenados nas Mídias Sociais”.

Essa constatação vem acompanhada da exposição e constantes situações de escândalos nas quais são pegos “alguns” Consagrados(as). Tanto eles, quanto a Instituição – Igreja Católica – perdem com essa onda de ciladas nas quais caem esses irmãos de caminhada. Claro que todos nós podemos ser vítimas de tais contratempos! Por isso, faz-se mister, que haja uma orientação permanente de “como pode ser usado de modo ético, responsável e consciente” os Meios de Comunicação e, especialmente, as Mídias Sociais por parte dos Ministros Ordenados.

Não é suficiente que o dilema seja tratada por decreto. Se o problema é de “sanidade mental”, imperícia, ou imprudência, uma normativa não será suficiente. A questão precisa ser assumida pela via técnica, psicológica e, depois, canônica. O que está em jogo é “o próprio bem da pessoa e a sua dignidade”, além da Instituição na sua totalidade.

A sociedade já está tratando a questão como um problema de “saúde pública”. O Consagrado está inserido nesta conjuntura. Assim como essa dependência das Mídias fortalece o individualismo e a indiferença nos demais agrupamentos sociais, assim também tem causado muitos transtornos nos Presbitérios e Casas Religiosas.

Por fim, claro que não podemos renegar a importância dos Meios de Comunicação na sua totalidade! Sem dúvida, Jesus os usaria para o anúncio do Reino de Deus se chegasse em nosso meio, nos dias atuais. Eles são essas Novas Maravilhas, como tão bem nos ensina o Concílio Vaticano II (Inter Mirífica), que precisam e devem ser utilizados para que levemos a Boa Notícia a todas as pessoas que desejarem ouvi-La. O que temos que ter presente é: Como podemos fazer? Por que, alguns de nós, nos tornamos escravos deles? Será que outros problemas mais delicados não estão na raiz deste mal uso?… Assim o seja!

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